Defeito em células tumorais ajuda pesquisadores a dar cabo dessas desgraçadas

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Tumor no cérebro é uma coisa muito, muito feia, mesmo que elas tenham um propósito maior já que foi tudo divinamente planejado por um desenhista inteligente pra cacete! Será possível que numa coisa tão defeituosa como o corpo humano, o defeito tenha um defeito que possa ajudar a mandar o defeito pra vala?

Sim. Um estudo mostra que foi descoberto um defeito genético que impede que células tumorais do cérebro reparem o DNA danificado cocozento dele. Melhor ainda? Tem medicamento para isso. Mas como é isso?

O dr. Ranjit Bindra, professor assistente de Radiologia Terapêutica e de Patologia Experimental na Faculdade de Medicina de Yale. O que ele e sua equipe descobriram é algo tão bizarro quanto maneiro. Pense que seu corpo é uma máquina que se autoconserta. Pense que essa máquina foi programada para consertar partes defeituosas, mediante um algoritmo bem planejado. Agora, pense que o programador é teimoso e cismou de usar Java (dsclp, Avelino). Cada vez que a bosta da rotina roda, a máquina constrói partes defeituosas, o que atrapalha o funcionamento da máquina, até parar de vez.

Agora, imagine que essa rotina escrita naquela tristeza chamada Java, linguagem que só não foi enviada por Satã, pois Nosso Senhor só programa em C ++ para FreeBSD. Essa rotina é tão zuada que faz com que a parte da máquina que precisa de conserto cai logo que ela é rodada.

Bem, é mais ou menos isso o que acontece em nível celular.

Você sabe que as células têm DNA e este DNA controla tudo, inclusive a replicação. Uma mudança feita de qualquer jeito e a célula vira um câncer (propriamente dito, não uma série de instruções Java). Cada uma dessas células cancerosas executam as instruções para produzir mais e mais células cancerosas por mitose. É o maldito código Java rodando.

Mas aí vem a maneira: essa mudança pode alterar trechos dessas instruções, e o DNA, ainda que defeituoso, fica mais defeituoso ainda e faz com que a célula tumoral (e só ela) fique altamente sensível à quimioterapia e à radioterapia. Gostou? Melhora! O câncer com a mutação nos genes IDH1 e IDH2 acaba menos resistente a uma droga que não só já existe como já foi aprovada pelo FDA usada para tratar câncer de ovário. Sendo assim, um remédio que já existia para uma coisa pode ser usada para outra doença já que a Natureza só sabe ferrar as coisas e esse monte de erros uma hora pode lhe beneficiar, mas não é sempre, ok?

Bindra e seus colaboradores criou modelos da mutação em culturas celulares. Com cada mutação, eles testavam vários medicamentos anticancerígenos existentes, sendo que o medicamento vendido comercialmente com o nome Lynparza (que também está aprovado pela ANVISA), usado para o tratamento do câncer de ovário hereditário, causou um estrago nas células tumorais no cérebro, causando 50 vezes na morte de células cancerígenas.

Fosfoetanolamina who?

O maravilhoso disso é menos burocracia, também; pois, já estando disponível no país, não precisará de nova regulamentação caso se crie um protocolo pra outros tipos de tumor.

A descoberta foi publicada no periódico Science Translational Medicine. Lê tudo lá que tá de graça!

OUVIU, CHIERICE? Aprende como se faz!

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Luis Fernando

    Adorei as comparações feitas com as linguagens de programação Java e C++. Java, ainda hoje, é um pesadelo em termos de performance. Enfim, excelente artigo, como sempre.

    Lucas Monteiro respondeu:

    Eu sou programador, e programo bastante em Java as vezes, e posso dizer que o que você e André disseram é verdade. Dá muito problema no código, antes de você compilar parece tudo certo, depois que você compila aparece um monte de erro.

    Só está até hoje no mercado e ativo, por causa de sua adaptabilidade com qualquer sistema operacional, já que ele trabalha compilando o programa em bytecode e o transformando compatível á máquina do usuário, acredito que se não fosse por isto, a linguagem já teria morrido.

    Em questão de performance outras linguagens são melhores, mas como o Java é melhor para a transição entre usuário e servidor pelo lado do Desktop e até mesmo Web, as pessoas ainda optam por ele.