Fósseis de besouros tiram uma radiografia e passam bem

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.

Pesquisadores usaram uma técnica que seria bem semelhante a uma radiografia para examinar as entranhas de fósseis, e o resultado é para lá de legal!

O dr. Thomas van de Kamp é pesquisador do KIT, o Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, que fica em Karlsruhe, Alemanha. Ele é especializado em imageamento digital de espécimes biológicas e fósseis em geral, com ênfase em morfologia funcional de insetos. Tem 6 patas e é velho, Kamp manda ver legal!

Alguns fósseis de besouros de alguns milímetros de comprimento e alguns milhões de anos de idade vem sendo estudados desde 1944, mas sem muitos detalhes de como eles seriam por dentro, por motivos óbvios. Nós ainda não tínhamos a tecnologia, senhores.

Kamp e seus colaboradores mandaram os fósseis para dentro do aparelho de microtomografia de raios-X do sincrotron ANKA (Angströmquelle Karlsruhe). Essa coisa linda manda raios-X para dentro dos fósseis (coitadinhos, mas é por uma boa causa), obtendo lindas estruturas interiores, construindo um modelo em 3 dimensões do fóssil, ajudando palentólogos a entender a morfologia do bicho.

O nível de detalhe das imagens do fóssil dos cascudões desvendou um novo mundo em termos de morfologia e fisiologia. Antes tendo que ficar igual a neanderthais, dando martelada nas pedras (desculpem, paleontólogos), agora temos um método em que não se precise fragmentar o fóssil, podendo ser analisado várias e várias vezes e, como já podemos esperar, aguardar a invenção de máquinas cada vez mais detalhistas.

A pesquisa foi publicada no periódico eLife


Fonte: KIT.

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