
Em 26 de abril de 1986, o reator 4 da usina de Chernobyl explodiu e inaugurou o maior pesadelo civil da história nuclear. Quarenta anos depois, a Zona de Exclusão segue lá, com seus lobos, suas florestas improváveis, seus turistas de nervos de aço e uma pergunta que não sai de cena: o que aconteceu com a sujeira radioativa que ficou pelo caminho? Ela não evaporou, não pediu demissão e não foi embora junto com a Guerra Fria. Virou poeira. Uma poeira de péssimo humor.
Pois um grupo de cientistas resolveu fazer o que ninguém parecia ter feito direito: pegar pedacinhos desse pó, colocá-los diante de um dos feixes de raios X mais refinados do planeta e perguntar a cada um, em cristalografês fluente, quem são e o que andaram fazendo da vida desde 1986. A resposta surpreendeu, e não no sentido de festa de aniversário. Continuar lendo “Os segredos cristalográficos de Chernobyl”






De um modo geral, há uma concepção que apenas registros históricos de grandes personalidades devem ser conservados. Alguns acham que a verdadeira história é escrita por anônimos. Sendo assim, o máximo de informação e registros de todo mundo, seja um grande político ou imperador ou mesmo um zé ruela que se mantenha é não deixar que nossa memória se apague. Conservar estas informações, entretanto, é um problema. Hoje conseguimos por meio de fotos digitais (e nem isso é garantia), mas e quando do início da fotografia se tinha apenas daguerreótipos?
Uma das bobagens mais densamente replicadas é que o Homem não pôde ir à Lua por causa do Cinturão de Van Allen, já que a radiação lá tostaria qualquer um. Obviamente, isso é de uma estupidez galopante e eu explico isso em meu vídeo. Claro, a radiação está lá, mas cientistas são um pouquinho mais espertos que um idiota que cursou um tosco Ensino Médio em colégio público de periferia, mas que se acha esperto porque viu um vídeo no YouTube. E se um vídeo no YouTube prova alguma coisa, o meu também serve como parâmetro e terá que ser aceito.
Uma das alegações (estúpidas) que o Homem não foi à Lua é o cinturão de van Allen. Dizem as mulinhas, que reprovaram em Física mas pagam de sabedores, que esse capo de radiação é tão intenso que fritaria pessoas, sistemas eletrônicos e apetrechos de SuaMãe™. Isso claro é imbecilidade. Mas só dizer isso não basta.
O Telescópio Espacial de Raios-Gama Fermi da NASA é um observatório espacial usado para observações na faixa de raios gama na órbita baixa da Terra, estudando fenômenos astrofísicos e cosmológicos como núcleos galácticos ativos, pulsares, outras fontes de energia e matéria escura.