Governo de Idaho quer investigar mortes entre adeptos de cura pela fé

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Cura pela fé é algo muito interessante Todo mundo é curado pela fé, mas por algum motivo que me escapa à compreensão, isso só funciona quando se faz tratamento médico junto. Quando esse segundo fator de pouca importância não está presente, a fé não funciona. Precisamos investigar mais sobre o porquê disso.

Por outro lado, algumas crianças têm morrido por causa de pais que, ao invés de mandar para o médico, preferem confiar apenas nas orações e a cura pela fé. Não sei, mas parece que Deus só atende a pedidos mediante os tratamentos médicos. O negócio ficou tão escabroso que o governador de Idaho, EUA, mandou investigar o caso.

O governador Butch Otter ficou alarmado com o crescente número de crianças que têm morrido, por causa de pais retardados que preferem largar os tratamentos que comprovadamente funcionam por confiar nos poderes misteriosos e não comprovados da fosfoetanolamina, digo, de Deus (o que praticamente está se desenrolando da mesma forma). Como já foi dito num Scicast, se medicina alternativa funcionasse, seria chamada apenas de “medicina”, mas vai explicar isso para o bando de retardados que acreditam em idiotas só por causa de vídeozinho com depoimentos e gente que não entende picas de medicina falando besteira.

Relembrando: não estou falando de fosfoetanolamina.

De acordo com o governador Lontra, digo, Otter, está difícil responder em que ponto está transcendendo o direito de liberdade religiosa e caindo pra abuso e negligência infantil. Como todo bom republicano, ele está entre a cruz e comprimido, já que reconhece que a Primeira Emenda garante liberdade religiosa. Tudo bem, Otter, meu filho, eu realmente imagino que devemos levar em conta a liberdade religiosa, ainda mais quando ela prega que devemos matar homossexuais, apedrejar filhos rebeldes, prostituir mulheres, saquear cidades e… por acaso você raspou a barba e come camarão? Tenho más notícias, pra você, meu filho.

O problema é que políticos não querem bater de frente com grupos religiosos, pois seus queridos pastores têm mais força de manobra e, no frigir dos ovos, religioso também vota e num país em que o voto não é obrigatório, isso acaba sendo um sério problema para quem quer se (re)eleger.

Em 2015, um grupo de trabalho nomeado pelo governador descobriu que as mortes de duas crianças ocorreram porque as famílias negaram assistência médica por razões religiosas. Uma morte foi relacionada a complicações da diabetes e a outra por causa de uma doença gastrointestinal prolongada. O relatório concluiu as mortes poderiam ter sido evitadas, mas, claro, ninguém fez nada. Grupo de trabalho é só para enganar a população, fingindo que estão fazendo alguma coisa. Normalmente, esses relatórios vão para algum arquivo enferrujado, escondido num galpão ao lado da Arca Perdida. Religiosos conseguiram sacar a cartinha “liberdade religiosa” para fazerem o que querem, sem ser investigados por isso.

O glorioso estado de Idaho sequer compila dados completos sobre as mortes de crianças relacionadas com a negação de tratamentos religiosos médicos em prol da cura pela reza, o melhor método de não se fazer nada e ainda achar que está ajudando. Não demora muito, isso chega ao Brasil, o que já me estranha que o país que odeia Ciência ainda não ter adotado a prática de preferir ficarmos em volta de pacientes ou em templos religiosos, rezando vãs repetições, como mencionado em Mateus cap. 6.

Enquanto isso, vamos resumir a situação:


Fonte: New York Times

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Sobre André Carvalho

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