
Em 26 de abril de 1986, o reator 4 da usina de Chernobyl explodiu e inaugurou o maior pesadelo civil da história nuclear. Quarenta anos depois, a Zona de Exclusão segue lá, com seus lobos, suas florestas improváveis, seus turistas de nervos de aço e uma pergunta que não sai de cena: o que aconteceu com a sujeira radioativa que ficou pelo caminho? Ela não evaporou, não pediu demissão e não foi embora junto com a Guerra Fria. Virou poeira. Uma poeira de péssimo humor.
Pois um grupo de cientistas resolveu fazer o que ninguém parecia ter feito direito: pegar pedacinhos desse pó, colocá-los diante de um dos feixes de raios X mais refinados do planeta e perguntar a cada um, em cristalografês fluente, quem são e o que andaram fazendo da vida desde 1986. A resposta surpreendeu, e não no sentido de festa de aniversário. Continuar lendo “Os segredos cristalográficos de Chernobyl”




De um modo geral, há uma concepção que apenas registros históricos de grandes personalidades devem ser conservados. Alguns acham que a verdadeira história é escrita por anônimos. Sendo assim, o máximo de informação e registros de todo mundo, seja um grande político ou imperador ou mesmo um zé ruela que se mantenha é não deixar que nossa memória se apague. Conservar estas informações, entretanto, é um problema. Hoje conseguimos por meio de fotos digitais (e nem isso é garantia), mas e quando do início da fotografia se tinha apenas daguerreótipos?
Normalmente, as pessoas se borram de medo com cirurgias cardíacas. Só porque o coração é o órgão que bombeia sangue pro corpo todo, e faz parte do triângulo de calor (junto com o fígado), as pessoas ficam muito preocupadas, inclusive cirurgiões, que fazem de tudo para prejudicar tecidos cardíacos preciosos (pra mim, tudo meu é precioso).
Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.
O universo é fantástico por vários motivos. Mas, para mim, é devido a ele ser a maior das indústrias químicas. Seu processo de criação e destruição de materiais é inigualável. Os resultados são fantásticos e, aqui no Sistema Solar, temos um vislumbre dessa magnificência.
Os últimos instantes de vida no planeta são dramáticos. Depois de uma ruidosa explosão estelar (isto é uma licença poética, caso não saibam), um grande fluxo de matéria e energia são jorrados da estrela, e o pobre planetinha foi alvejado em cheio. O planeta foi cozido inteirinho e não restou nada da sua atmosfera. Sua atmosfera e as de mais alguns outros planetas foram evaporadas sem dó nem piedade, pois o Universo não está nem aí pro que está jogado pelos cantos.