Alimentos com vitamina D durante a gravidez pode reduzir o risco de alergias em crianças

Vitamina D é excelente. E como somos um projeto divinamente planejado, temos sempre carência dela, assim como vitamina C, sendo necessário ingestão via alimentos, já que se dependêssemos de suplementos, sequer desceríamos das árvores.

Uma pesquisa recente apontou que uma maior ingestão de alimentos que sejam ricos em vitamina D, durante a gravidez, está diretamente associada a um risco reduzido no desenvolvimento de alergias em crianças. E não, se encher de suplemento não mostrou diferença significativa.

O dr. Supinda Bunyavanich é professor assistente no Departamento de Pediatria e trabalha como pesquisador no Departamento de Genética e Ciências Genômicas do Instituto de Saúde e Desenvolvimento Infantil na Escola de Medicina do Hospital Monte Sinai.

Ufa!

Supinda e seus colaboradores fizeram um estudo com 1.248 mães e seus respectivos filhos nos Estados Unidos ao longo do tempo. Desde o primeiro trimestre da gravidez até que os pimpolhos chegaram aos 7 anos de idade. O resultado dessa pesquisa revelou que mães que tinham uma ingestão de alimentos ricos em vitamina D durante a gravidez estava associada a uma redução em 20% nos casos de febre do feno na idade escolar.

Então, você, o espertão, pensou “Bah! Basta eu ir na primeira farmácia e comprar trocentos frascos de suplementos vitamínicos, meter o focinho neles e pronto! Certo? Bem, você faz o que você quiser, mas além de ganhar de presente uma hipervitaminose, não fará a menor diferença pra criança. Pelo menos, foi isso que a pesquisa evidenciou: a redução de casos de alergia não foi nada significativa em comparação com quem efetivamente se banqueteou com iguarias ricas em vitamina D. Por que? Não faço a menor ideia!

Vitamina D pode ser facilmente encontrada em boas concentrações em peixes, ovos, laticínios, cogumelos e cereais. Ela desempenha um papel importante, através da sua influência nos níveis de cálcio, na manutenção dos sistemas orgânicos, e é necessária para o crescimento e mineralização óssea normal. Baixa concentração de vitamina D leva ao aumento do risco de osteoporose e fraturas da bacia; e, nos casos mais graves, para o desenvolvimento do raquitismo, uma espécie de “amolecimento” dos ossos de crianças que podem levar a fraturas ósseas e deformidade. Além disso, modula o sistema imunológico, melhora a vida de pacientes com Doença de Crohn e atua ativamente contra a asma e alergias. Sua carência está se tornando um problema de saúde mundial, mas levando em conta o velho axioma farmacêutico que diz que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem, ficar se enchendo de vitamina D não é lá essa maravilha toda também.

A pesquisa do dr. Supinda foi publicada no periódico Journal of Allergy and Clinical Immunology.

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