Pesquisa estuda técnica de congelar gás carbônico para não mandá-lo para a atmosfera

Diferente do que ministros de Ciência e Tecnologia de países que odeiam a ciência pensam, aquecimento global existe, é fato, e não é porque você redigiu lei contra inovações tecnológicas que a verdade deixará de existir. Temos gases de efeito estufa sendo jogados às toneladas na atmosfera, além de solo permafrost recheadinho com gás metano, que também é agente de efeito estufa, e mesmo que não fosse, ao subir as camadas superiores ele acaba sendo detonado, virando CO2.

Mas e se invertêssemos o processo? E se nós congelássemos o gás carbônico produzido pelas indústrias, afim, não só removê-lo da atmosfera, mas para reaproveitá-lo, também.

Em agosto, Obama Wan-Kenobi chutou o pau da barraca e anunciou um plano de redução das emissões de gás carbônico da ordem de 32%. O pombal que é o Brasil, a meta estimada foi de 35%, e você pode bem imaginar quem efetivamente tem capacidade de concretizar isso.

O dr. Larry Baxter  é professor de Engenharia Química (com ele, a oração e a paz) da Universidade Brigham Young, universidade ligada à Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias. Baxter é muito interessado em desenvolvimento sustentável, armazenamento de energia etc.. Insatisfeito com a atual situação climática, ele criou um sistema que separa o dióxido de carbono a partir de outros gases, de forma a congelá-lo. Nem que seja para usar gelo seco em festa brega. Este processo chega a catar 99 por cento do CO2 de emissões e custa a metade tanto quanto métodos convencionais.

A técnica de Baxter  é, bem resumidamente, resfriar o CO2 a –130ºC, separar parte do gás carbônico, e deixar o sistema aquecer, de forma que o gás carbônico esteja sob a forma de “líquido carbônico”, já que o dióxido de carbono estará sob a forma líquida, e é neste formato que o danadinho será armazenado. Querem videozinho? Toma videozinho.

A pesquisa foi publicada no periódico International Journal of Greenhouse Gas Control. E nem é algo tão novo assim em termos de conceito. A separação criogênica de gases não é recente, mas o método de Baxter é mais eficiente, e em termos de indústria, sempre se persegue a melhor eficiência, o que ajuda a ter produtos melhores por custos menores, refletindo em preços mais baratos (exceto se você estiver no Brasil, em que quanto mais se melhora um processo, mais caro ele fica. Se o processo não é melhorado, continua encarecendo).

A nova abordagem de Baxter melhorou significativamente o desempenho energético e econômico de separação de gás criogênico, gerando menos custo, armazenando melhor no CO2 para uso futuro e menos gás de efeito estufa na atmosfera. Todo mundo sai ganhando.

4 comentários em “Pesquisa estuda técnica de congelar gás carbônico para não mandá-lo para a atmosfera

  1. André, trabalho em fabrica de separação de gases, e pra chegar nesses -130°C é um grande gasto de energia elétrica. Usando o ar atmosférico como exemplo, para resfriar 100.000 m³ gastamos, aproximadamente, 10.000 KW. Tenho uma dúvida: será que vale a pena?

  2. Apenas uma correção, o Aldo Rebelo não é mais ministro do MCTI. Agora ele está parasitando… quer dizer, agora ele é ministro da defesa.

    Ou seja, nada é tão ruim que não pode ficar pior. Imagina um ministro da defesa que é contra inovações?

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