
Uma criança de onze anos senta-se à mesa depois da escola. Abre o notebook, digita o enunciado da redação ou do problema de matemática no ChatGPT, no Gemini, no Claude ou, na falta de coisa melhor, no tosco do Copilot. O robozinho cospe o resultado e o estudante feliz copia a resposta, troca duas ou três palavras para “parecer dela” (ou nem isso) e chuta pra frente. O professor, quando muito, passa o texto por um detector de IA, e o ciclo se fecha. A nota sai, todo mundo está satisfeito e ninguém pergunta se a criança aprendeu alguma coisa além de formular um prompt decente. Questionar é algo visto como perigoso, danoso e odioso em várias fases da História da Humanidade.
É exatamente nesse momento, quieto e doméstico, que o Apocalipse Tecnológico Moderno deixa de ser abstração e se instala dentro da própria formação cognitiva da próxima geração. Não com explosões nem com robôs assassinos. Com algo muito mais eficiente: a substituição sistemática do esforço intelectual por respostas prontas, personalizadas e sem atrito. Continuar lendo “A IA que vai ensinar seus filhos… e apagar o que eles realmente precisam aprender”





Imagine que você monte um timinho de futebol de várzea. Aí, você é posto para jogar contra o Real Madrid, descontando o fato que seus colegas de time partirão para quebrar a perna do primeiro jogador do time adversário na primeira oportunidade, é bem provável que você perca. E perca feio. Isso não é legal. Isso mexe com as pessoas. Antigamente, os Harlem Globetrotters faziam suas apresentações nos países, jogando contra o time local. Era algo como Galactus enfrentando o Tucão (esta relação eu kibei do Cardoso. Me processem!). Tipo… São os Motherfuckin’ Globetrotters. Você SABE que vai perder de forma vergonhosa! Aceita e curta o espetáculo. Já a torcida não entendia isso e levou a hostilizarem os Globetrotter, motivo pelo qual os Viajantes pelo Globo agora levam a própria equipe adversária.
Passou-se o Natal, Reveillon agora só no ano que vem e agora fica a pergunta: o que vão fazer com as árvores de natal feitas com pinheiro natural? Claro, aqui no Brasil é meio esquisita esta pergunta, pois todas as árvores são artificiais, de pRástico ou a minha favorita: fibra ótica (menos trabalho para colocar pisca-pisca). Com a proibição de canudinhos e a futura proibição de copos plásticos, não sei como ainda permitem árvores de natal (se bem que sachê de catchup tem mais plástico que canudinho e ninguém fala nada). Já, nos EUA e Inglaterra, o uso de pinheiro naturais é muito comum, mas o que fazer com as árvores depois disso? manda pro lixão? Queima com a lenha?
O principal (e idiota) argumento dos defensores da fosfoetanolamina é que a Big Pharma, o imenso lobby das indústrias farmacêuticas, jamais deixaria um remedinho eficiente e barato chegar ao mercado, pois eles querem manter o domínio global. MUAAAAAAHAHAHA. Sim, existe um cartel de indústrias farmacêuticas, como existe cartel de planos de saúde. Mas não conheço um plano de saúde que tenha impedido alguém de montar um consultório sem a anuência deles. Sabem quem desmonta esse lance de indústrias farmacêuticas impedindo que remédios eficientes e baratos sejam produzidos? Os próprios donos das indústrias farmacêuticas, como o famoso (por motivos errados) Martin Shkreli.
Diferente do que ministros de Ciência e Tecnologia de países que odeiam a ciência pensam, aquecimento global existe, é fato, e não é porque você redigiu lei contra inovações tecnológicas que a verdade deixará de existir. Temos gases de efeito estufa sendo jogados às toneladas na atmosfera, além de solo permafrost recheadinho com gás metano, que também é agente de efeito estufa, e mesmo que não fosse, ao subir as camadas superiores ele acaba sendo detonado, virando CO2.
O problema da sociedade é dar voto de crédito a qualquer um, menos a cientistas de verdade. As pessoas querem soluções mágicas, e é isso que dão a elas, nem que seja com más intenções. A população, CLARO, compra isso. A mídia se lambe toda, pois isso gerará mais visitações, o que incrementará o número de acesso, que transformarão em dados e apresentarão em forma de gráficos aos seus anunciantes, gerando uma bela e gorda receita. É triste, mas a verdade tem que ser dita: jornal não ganha informando você. Ele não ganha nada fazendo você mais culto. Ele ganha com a publicidade e se o que a maioria das pessoas quer é ler tosqueira, tosqueira é o que será veiculado.