Engenheiro paulistano resolve problema de falta d’água… ou quase

São Paulo anda com sérios problemas. Além de terem a mania de colocar purê em cachorro quente e quase lhe bater por colocar o delicioso catchup nas pizzas, como Jesus quer que se faça, contam com a falta de água, de preparo e de vergonha na cara de alguns políticos e muito mais de quem os elege. E sim, isso inclui VOCÊ, seu vagabundo, que gasta água em demasia!

Enquanto pessoal lá tá ´de pires na mão implorando por um pouquinho de chuva, aqui eu jogo um litro de água no ralo cada vez que alguém fica reclamando. Nisso, um engenheiro "resolveu" o problema da falta de água, criando uma geringonça que "fabrica" o precioso líquido. Será que funciona?

Pedro Ricardo Paulino é engenheiro mecatrônico e patenteou em 2010 a Wateair. A engenhoca promete "produzir água", simplesmente condensando a umidade do ar, algo que sua geladeira faz com um pé nas costas. Assim como WarkaWTF, essa coisinha linda é uma bela promessa e, como toda reportagem neste sentido, tem depoimento da prima do cunhado da senhora que lava roupa pra um engenheiro da SABESP.

A máquina custa módicos 7000 reais, produzindo 30 litros diários. Se você quiser uma mais parrudona, por 350 mil reais você obtém uma que produz 5 mil litros de água por dia. Mas, claro, como nada é perfeitinho, temos o gasto com energia elétrica, que se ter um litro de água tem que se desembolsar R$ 0,17 em São Paulo; logo, encher uma caixa d’água de mil litros custa R$ 170. De acordo com o próprio Pedro, a Sabesp cobra cerca R$ 7,25 (incluindo a tarifa de esgoto) para distribuir a mesma quantidade.

Não entendeu? Vamos explicar:

  • 1 m3 de água da SABESP custa sete reais e vinte e cinco centavos.
  • 1 m3 de água da geringonça custa cento e setenta reais.

Realmente preciso dar aulinha de Matemática? Preciso, pois tem um detalhe: essa eficiência é para o caso de umidade relativa do ar de 80%. Vamos ver como está em Osasco?


Obrigado, Tiago.

É, 51% de umidade relativa não vai dar para produzir esta água toda, e o custo por metro cúbico vai subir. Parabéns a todos os idiotas que comprarem esta porcaria de máquina, que assim como Ruby, não escala!

Isso sem levar em conta um detalhe: a energia vem do que mesmo? usinas nucleares? Eólicas? Não, hidrelétricas, que dependem de água. Preciso falar o óbvio ou vocês já podem imaginar o que eu estou pensando?

Agora, se querem se divertir mais, procurem por caminhões-pipa.


Fonte: Folha, via @Cardoso

5 comentários em “Engenheiro paulistano resolve problema de falta d’água… ou quase

  1. Jesus mandou colocar MOLHO DE TOMATE que é bem diferente de catchup. Usando catchup vai ter que beber muita água depois da pizza, não é boa idéia.

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