Pro pessoal de Harvard, Plutão é planeta, sim, e estamos conversados!

Eu ainda não entendi essa tara por Plutão. Aquela porcaria de pedra coberta de gelo, localizado mais longe que a casa da sua sogra. Quando a União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês) resolveu que Plutão não seria mais classificado como planeta, houve chororô. Os políticos do estado de Illinois decidiram que Plutão era  planeta por decreto. E muita gente ainda hoje enche o saco.

Agora, o pessoal de Harvard, numa incrível falta do que fazer, resolveu meter de novo o dedo na ferida, dizendo que Plutão é planeta e só faltaram chamar pro ringue.

Ficando plutos da vida com gente que não se toca, esta é a sua SEXTA INSANA!

O Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian postou um artigo falando sobre esta celeuma sobre Plutão ser ou não ser planeta. Eles alegam que a atual definição, oficial diz que um planeta é um corpo celeste que:

  • está em órbita ao redor do Sol,
  • é redondo ou quase redondo, e
  • tenha "limpado a vizinhança" em torno de sua órbita.

Primeira,ente, esta definição é simplista e incompleta, quando a explicação MESMO está no link que eu postei mais acima. Segundamente, os caras surtaram e apelaram para a besteira de dizer que "um hamster anão ainda é um pequeno hamster".

Não, cara. Um pequeno hamster é um pequeno hamster. Um hamster anão não é um pequeno hamster. Ou você deixa anões irem no mesmo banheiro infantil que o seu filho?

O dr. Owen Gingerich, do Departamento de História da Ciência de Harvard e que presidiu o comitê de definição de planeta da IAU, apresentou um ponto de vista histórico, de onde podemos concluir também que camisas sujas geram ratos. Enquanto isso, o dr. Gareth Williams, diretor associado do Centro de Planetas Menores (Jesus, que página horrorosa!), apresentou o ponto de vista da IAU. E o dr. Dimitar Sasselov, diretor da Iniciativa para Origens da Vida, apresentou ponto de vista do cientista usando a cartada dos exoplanetas.

Gingerich afirmou que "planeta é uma palavra culturalmente definida, que muda ao longo do tempo", e que Plutão é um planeta por causa disso. Mas hein? Já Williams defendeu a definição da IAU, que declara que Plutão não é um planeta. Vão se ferrar quem não achar assim! Mas Sasselov, entretanto, levantou a bola sobre exolpanetas que são definidos como planetas com menor massa esférica de matéria que formou em torno de estrelas ou restos estelares. Logo, o que significa que Plutão é um planeta.

Mas Plutão ESTÁ no nosso Sistema Solar. Ele é um planeta-anão e não um exoplaneta. As definições não podem se misturar. Mas os 3 acharam que Ciência é programa de BBB e deixaram as pessoas votarem. De acordo com o público tosco, a definição de Sasselov ganhou o dia, e Plutão é um planeta e fodam-se vocês todos que sabem diferenciar um telescópio do tubo de papelão com papel-toalha enrolado.

Já que abriram precedente, que tal o pessoal da Fundação Templeton e do Answer in Genesis debater Criacionismo x Evolução e deixar o pessoal do Bible Belt votar para definir qual está certo? Vocês querem continuar confiando no julgamento das pessoas? Ótimo, lembrem-se disso quando verem que elas, para resolver seus problemas, fazem isso:

Um comentário em “Pro pessoal de Harvard, Plutão é planeta, sim, e estamos conversados!

  1. Se Plutão é para ser planeta então toda aquela patota transnetuniana que tem por ali tem que ser também, para desespero dos astrólogos (que, até um século atrás, sequer sabiam que tal planeta existia :D). Principalmente Eris, que tem praticamente o mesmo tamanho do anão

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