Como membros de dinossauros se transformaram em asas

Se até agora você não se convenceu que dinossauros eram os ancestrais diretos das aves, não serei eu quem irá lhe convencer. O problema era explicar como patas se transformaram em asas. Se bem que também era complicado explicar que camisa suja jogada num canto não fabricava ratos.

Uma publicação da Universidade do Chile propõe explicar melhor como se deu essa "transformação" (não, gente. Não foi *PLIM!* uma pata de estegossauro virou asa de beija-flor).

O dr. Alexander Vargas trabalha na Faculdade de Ciências da Universidade do Chile. Infelizmente, a Universidade não disponibilizou uma página pra ele. Provavelmente, falta de verba.

Vargas e seus colaboradores estudam a evolução dos membros dos dinos. Eles sempre se intrigaram em como as asas das aves surgiram. Eles trabalharam na identificação dos ossos do punho de pássaros (sim, queridos, as adas seriam como "braços"). Normalmente alguns desses ossos eram comumente identificados incorretamente, tanto no caso dos dinos, como no caso das aves. Em outras palavras, pessoal não fazia a menor ideia de com que estavam trabalhando.

Em Ciência, é muito importante a troca de informações, mesmo quando envolve (teoricamente) duas áreas distintas. A Paleontologia e o estudo dos atuais seres vivos devem andar bem pertinho uma da outra, de forma que possamos entender a História por completo. Elos perdidos não existem, o que existem são pedaços de informações que ao serem juntadas, veremos que pertence ao mesmo quebra-cabeças. Foi isso o que Alexandre Vargas fez, estudando a perda de ossos, a fusão dos ossos, e re-evolução de um osso transitoriamente perdido etc.

Vargas observou mediante o registro fóssil, que o punho de répteis mais antigos tinham 9 ossificações. Entretanto, nas aves modernas há apenas 4. Diferentes? Não, simplesmente os ossos foram se fundindo, conforme o gráfico abaixo ilustra.


Clica que amplia!

Ciência é uma atividade que não suporta mais o antigo modo de ser cientista: sozinho em seu castelo, longe de todos. Ao longo dos séculos, isso levou a mais erros do que acertos. E mesmo assim, muito foi feito. Entendemos, então, que o trabalho do dr. Vargas é importante por prestar atenção aos detalhes e ligar pontos que pareciam não ter ligação, e isso levou a uma descoberta e tanto.

A pesquisa foi publicada na PLOS Biology

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