Iniciativa propõe estudar problemas neurológicos de veteranos de guerra

Todo mundo sabe o que o DARPPA é. Longe de ser um repositório de über-nerds que criam coisas fantásticas, são praticamente o Skynet disfarçado que fornecerá cilônios e mandarão a Humanidade pro saco. Sim, estão atrasados.

Agora, uma iniciativa se propõe a avançar na pesquisa de neurociência para ajudar a recuperar a memória de soldados que foram pro front, sem terem visto nada de novo, além de guerra, sangue, explosões e todas aquelas coisas que achamos muito maneiras nos filmes, mas só um débil mental gostaria de passar na vida real.

Muito provavelmente, irão criticar o projeto por ele ter primariamente o foco em soldados e não na população civil. Assim, deixe-me refrescar a memoria de vocês, posto que quase todos os inventos sempre começam com um viés bélico e se Da Vinci fosse daqueles que só pensam no bem da humanidade, não teríamos nada, ele não seria patrocinado pelos Médicis e ele teria que ir pintar janela de algum tosco. Sem ornamento, para não encarecer o produto.

Sendo assim, seu celular, GPS, marmita, quentinha de alumínio e seu forno de microondas (sem hífen, pois sou um anarquista!)começaram com algum projeto militar, em que o principal não é fazer os soldados morrerem por seu país, e sim fazer com que o soldado do inimigo morra pelo país dele (a bênção, Gal. Patton).

Quando o presidente Barack Obama anunciou em 2 de abril desse ano o seu plano de explorar os mistérios do cérebro humano, foi criticado. Aliás, tudo o criticam. Alegam que foi há muito tempo e ainda tem poucos detalhes e isso e aquilo e cocoricó. Afinal, neurociência é assim, moleza. Qualquer pega um arco-de-pua e se diz neurocirurgião.

De qualquer forma, alguns detalhes estão vindo à tona agora: é a iniciativa Ving BRAIN.

BRAIN é o acrônimo de Brain Research through Advancing Innovative Neurotechnologies

Americanos são piadistas. Ponto.

A iniciativa BRAIN tem como meta restaurar memórias perdidas em veteranos de guerra, criar ferramentas que permitam que os cientistas estudar os circuitos cerebrais individuais e mapear o sistema nervoso da mosca da fruta.

Peraí! Mosca da fruta? Aquela titica?

Sim, aquela titica tem um cérebro mais complexo que nossos computadores e comentaristas do G1. Faz sentido estudarmos como se dá o processamento de informações em seu cérebro.

Como pesquisa assim não é barato, o governo destinou uma verba de 100 milhões de dólares para a pesquisa. Aqui, nós financiamos tese de mestrado sobre funkeira bunduda, sem sobrar grana para um freezer e comida. Ah, mas nós financiamos ufólogos e cobertorzinho de led. Quem se preocupa com besteiras tipo, sei lá, cérebro?

A DARPA está apontando seu poderio tecnológico para a pesquisa em tratamentos de distúrbios cerebrais que afetam soldados que serviram no Iraque e no Afeganistão. Normalmente, o pessoal sempre volta meio pancada da ideia, oque é plenamente justificável, quando tem um monte de bomba caseira (que preferem batizar com o nome bonitinho de IED, de Improvised Explosive Device ou Dispositivo Explosivo Improvisado ou ainda: Bomba Feita por Aborrecente FDP) prestes a te mandar pro saco ou, pior ainda, capaz de te mutilar, acabando com seu dia presente e dos natais futuros. O choque de ver amigos e companheiros sendo partidos em pedaços é o suficiente para traumatizar qualquer um que tenha leve distância de uma mente psicopata, ou mesmo danos neurológicos pois um estilhaço vazou o capacete e entrou no seu quengo.

Pesquisas para entender como o cérebro funciona acarretará em descobertas de novas técnicas de tratamento, novos medicamentos que podem ajudar no tratamento do autismo e até alzheimer, pois neurocientistas TEM que tentar curar o alzheimer de uma vez por todas, ou não vira manchete.

Óbvio que resultados incríveis não serão obtidos em 1, 2 ou 5 anos. Alguma coisa será descoberta, entretanto, e ela será um imenso passo, seja ela qual for.

O cérebro é ardiloso e tem seus segredos, nem que seja da forma gambiárrica de trabalhar. E é entender este funcionamento que levará a tratá-lo.

Sim, temos videozinho:


Fonte: NPR (com comentários de gente que parece que não serviria para ajudar neste projeto, como mulheres dificilmente seriam voluntárias numa pesquisa para curar câncer de próstata).

2 comentários em “Iniciativa propõe estudar problemas neurológicos de veteranos de guerra

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