Grandes Nomes da Ciência: Jack Andraka

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O eclipse visto de cima

Indo direto ao assunto, Jack Andraka é um burguesinho que, ao invés de estudar a moderna conjuntura sociológica e discutir o papel dos trabalhadores no processo produtivo e xingar a elite neo-liberal, fez algo um tantinho diferente: criou um método de detecção de tumores no pâncreas, melhor do que se tem atualmente. Ah, sim. Ia me esquecendo! O jovem cientista tem apenas 15 anos.

Como vocês devem ter notado, aqui não é um antro de Pollyanas, viúvas de Paulo Freire. Se fosse, acharíamos um ABSURDO que um garoto de 15 anos ganhe um prêmio numa feira de ciências, ao invés de discutir a racionalidade problematizada, estudando vieses do ponto de vista da massa laboral, exortando o confronto das massas contra o capitalismo selvagem. Como aqui damos mais valor ao ENSINO e à CIÊNCIA, estamos pouco nos importando com quem não estuda, ganhando bolsa-esmola.

Pollyanas de uma maneira geral ODEIAM qualquer tipo de competição, pois devemos ter penas dos pobres coitados que não foram capazes de ganhar nada na vida e pouco se interessam em vencer até mesmo em bongo de igreja. Como não somos Pollyanas aqui, eu só posso parabenizar o jovem Jack Andraka, que do alto dos seus 15 anos já mostrou que fez (e fará) mais pelas pessoas doentes que quaisquer receitinhas esquerdistas vagabundas e seus MST da vida.

Jack Andraka mora em Crownsville, condado fica no estado norte-americano de Maryland. Ele estuda no North County High School, e pelo visto já mostrou seu poder Jedi, pois quem é bom já nasce feito.

Participando da Feira de Ciências e Engenharia da Intel, que usa o sloagan "Inspirando Inovadores do Amanhã". Porque um inovador não é um mané que faz um MBA e mal sbe gerenciar uma carrocinha de cachorro-quente. Inovador é aquele que trabalha e… bem, inova. Jack é um deles. E a lanterna que ele usou foi a Ciência.

Jack já conviveu com familiares que foram vítimas de câncer de pancreático e resolveu que alguém tinha que melhorar o que se já tinha. Arrogância? Com certeza! Como um moleque de 15 anos pode sequer imaginar que passaria à frente de milhares de pesquisadores do mundo inteiro? Só que Jack não achava que isso era arrogante e foi por isso que ele conseguiu.

Feiras de Ciência deveriam ser obrigatórias em cada País, em cada estado, pois somente a Ciência foi capaz de nos tirar da barbárie. E a altíssima tecnologia que Jack usou foi um sensor… de papel.

De acordo com o Jovem Mestre Jack, o sensor pode detectar câncer de pâncreas, de ovário e até de pulmão. O que fazer então senão mandar esta ideia para alguns dos mais renomados médicos do mundo? Foi o que Jack fez, ao enviar uma descrição pormenorizada do seu teste a 200 médicos do Instituto Johns Hopkins. 197 deles não deram atenção a um moleque de apenas 15 anos, mal saído dos cueiros. Mas o 198º médico, sabendo que de Gauss a Aidan Dwyer, de Mozart a Emily Rosa, de Isaac Newton a Erasto Mpemba, jovens brilhantes não são tão pouco comuns assim e merecem uma chance. O sensor também pode dizer o que as drogas que o câncer é resistente e pode ser usado com sangue, urina etc.

Por causa de sua invenção, Jack Andraka meteu no bolso o Gordon E. Moore Award, no valor módico de 75 mil dólares. Abaixo, um vídeo da entrega do prêmio

Enquanto um monte de gente se assombra com uma menina pequena que resolveu brincar de "Lego molecular", montando uma molécula sem nem entender direito o que era aquilo, Jack Andraka, um dos GRANDES NOMES DA CIÊNCIA mostra que não basta uma palhaçada psicopedagogicacoportamentoanarquista para melhorar o mundo. CIÊNCIA, seus idiotas, CIÊNCIA é que faz a diferença.

Enquanto isso, um monte de coleginho vagabundo acha que tirar foto de criancinha plantando feijão no copo por causa do Rio+20 e postando besteiras no Facebook melhorará o mundo. Lembrem-se: quando vocês estiverem precisando de auxílio médico, com o fiofó que não passa uma agulha, morrendo de medo  para saber se tem um câncer no pâncreas ou não, o trabalho de um guri de 15, apenas 15 anos é que foi responsável por facilitar a sua vida, porque ele não estava lendo Pedagogia da Autonomia.

Jack já foi contatado por uma empresa que se interessou pelo seu invento e pretende executar testes de modo que possa ser autorizado pela FDA, a ANVISA dos EUA. O que Jack pretende fazer agora? Ser patologista, é claro!

Obviamente, como dizem que o Ensino no Brasil está MA-RA-VI-LHO-SO, em breve teremos muitos desses gênios aqui e.. ops, desculpem. Concorrência e competição não são pedagogicamente aceitáveis. Teremos que nos conformar com garotos brilhantes do outro lado do mundo sendo premiados enquanto os nossos precisam do ENEM para entrar em faculdades, pois mal sabem ler direito.

Don’t take the road, Jack. Você fez muito por merecer este prêmio.´

— Agradecimentos ao Wagner Fernandes pelo envio da notícia.


Fontes:

Primeiros peixes com membros não os usavam para andar
O eclipse visto de cima

Sobre André Carvalho

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