O elo perdido entre o DNA e o formato das proteínas

Estamos em dezembro e todos estão escrevendo cartinhas pro velho tarado de vermelho (me refiro ao Papai Noel, aquele pedófilo comunista). Fico imaginando as pobres criaturinhas que acreditam em cobras falantes e pedem em tudo que é site por provas (mais?) da Evolução, pedindo trocentos elos perdidos. Papai Noel ainda não voa a jato pelo céu, e precisa alegrar os amados seres que puxam sua carroça, digo, trenó. Assim, o que temos? Temos, escondido no sapatinho, que pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard (ou Harvard Medical School – HMS) desenvolveram uma técnica onde podem prever a estrutura de uma determinada proteína que será codificada por um trecho do DNA. Qual o processo que usaram para isso? Adivinhe!

A bem da verdade, não foram apenas os cientistas da HMS que descobriram isso, foi um pool de pesquisadores de diversas instituições de pesquisa, liderados pela drª Debora Marks, bióloga matemática da HMS . Não, nenhum dos outros era da Fundação Templeton.

Indo direto ao assunto, temos a grande complexidade das proteínas, que a saber são moléculas grandes como os meus gastos e complicadas como o modo que eu utilizo para saldar os referidos gastos. Proteínas são moléculas muito grandes, sendo conhecidas como macromoléculas e você não estaria errado se pensar nelas como "plásticos naturais" (apesar de ambos terem o mesmo princípio, não são a mesma coisa, fique-se advertido. É uma analogia!)

Por causa da estrutura extremamente complexa de algumas proteínas, o ato de estudar sua fórmula estrutural – a maneira como os átomos se ligam no espaço – é caro e difícil. Uma coisa decorre da outra. Estudar a estrutura de qualquer substância é primordial para saber como esta substância reage com outras substâncias. De maneira MUITO simples, é como você ter um ácido poliprótico, mas por alguma magia negra vinda do Inferno eu conseguir mover os átomos de hidrogênio, de forma que eles não possam mais se ionizar. Dessa forma, deixo de ter um ácido poliprótico (com mais de 1 H+), descaracterizando a substância. Sabendo que o H3PO3 possui 3 hidrogênios, eu poderia ter a ideia totalmente errônea em achar que ele poderia ionizar os 3 hidrogênios, só que ele só tem 2 H+, pois o 3º hidrogênio está ligado diretamente ao fósforo e não consegue "sair" para a água, ionizando-se. Quando eu sei como uma substância se apresenta espacialmente, eu saberei mais sobre sua ação química, e a proteína não é diferente.

Muitas proteínas não tiveram sua fórmula estrutural identificada até hoje. Como eu falei, dada a complexidade desse tipo de molécula, nem sempre há recursos (aka, dinheiro) para fazê-lo. Foi sobre este problema que os pesquisadores debruçaram-se. O que antes era um processo na base do chute (sim, chute. Os cientistas usam modelos computacionais para estudar diferentes tipos de estruturas e prever se os comportamentos teóricos daquela estrutura bate com a proteína em si, e isso não é coisa que se faça no seu PC da Positivo. São necessários supercomputadores) agora pode ser feito por meio do levantamento do histórico evolutivo do ser vivo de onde espera-se estudar a codificação da proteína em questão.

Assim, eles analisam a informação evolutiva acumulada pelos muitos bilhões de anos; fazem o sequenciamento genético e aplicam métodos estatísticos para ter um panorama da possibilidade das diferentes estruturas possíveis naquela situação. LINDO! Ao invés de jogarem no PC-Frankenstein, montados com peças da rua Uruguaia (ou Sta Ifigênia), todos as estruturas possíveis para a proteína, mais parecendo um ataque de força bruta, os pesquisadores reduziram a quantidade de possíveis estruturas a um número bem menor. A pesquisa foi publicada na PloS One.

O método, é claro, ainda não é plenamente eficiente, pois leva tempo para testar com proteínas de todos os tamanhos, mas é uma técnica promissora, a qual reduzirá o tempo e os custos de várias pesquisas. Claro, isso só poderia ser possível se Evolução fosse um fato, mas como sabemos que isso é apenas um modo que darwinistas ateus arruaram para acabar com a moral e os bons costumes, devemos ficar ressabiados com isso. Daqui a pouco, Deus nos livre!, isso poderá ser usado em tratamentos por via genética, livrando as pessoas da salvação por sofrerem de inúmeras doenças. Deixando as piadas de lado, são notícias assim que deixam o natal mais feliz.


Fonte: Press Release da HMS

5 comentários em “O elo perdido entre o DNA e o formato das proteínas

  1. Humpf… Mas é claro que nenhum dos pesquisadores da piscina eram da Templeton. Estes são os que vão financiar uma pesquisa dizendo que a estrutura das moléculas é tão complexa que só pode ter sido feita por um dizainer inteligente, ou que nós só podemos prever a estrutura das proteínas com modelos matemáticos porque as leis físicas são reguladas (pelo designer) estritamente para nos ludibriar a pensar que a evolução é um fato.

    Toma mais essa criacionismo. E acordem pra vida criacionistas!

  2. Alguém consegue me dizer se o DNA humano tem alguma semelhança com o DNA de uma planta? E de quanto é essa semelhança?

      1. @André,

        Então… Olha só que coisa louca, essa Angiopteris é um tipo de Samambaia (só achei isso), e tem o mesmo ancestral que o HUMANO, tempos atrás li um artigo que falava sobre um tipo de TOMATE que compartilha 40% do seu DNA com os mamíferos, só quero confirmar se isso é verdade para não falar besteira, mas como é que pode acreditarem nesse lance de DI se no fundo somos todos plantas mamíferas (!!!), acho que esse pessoal que acredita nisso, manteve a mente de uma SAMAMBAIA….

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