Cientistas sintetizam carne em laboratório

Se você é daqueles que aprecia o sabor suculento de uma deliciosa picanha, mas fica com dor de consciência por estar comendo uma vaca (no sentido carnívoro da coisa), pode relaxar um pouco, pois segundo algumas pesquisas, cientistas conseguiram fazer crescer uma forma de carne em laboratório pela primeira vez!

Pesquisadores na Holanda criaram o que foi descrito como sendo carne de porco sintética, e agora estão investigando maneiras de melhorar o tecido muscular, na esperança de que um dia as pessoas possam querer comê-la, já que ninguém teve coragem de meter os dentes no produto, mas acredita-se que a carne artificial poderia estar à venda dentro de cinco anos.

Vegans, uni-vos em prol das vaquinhas, porquinhos e cabritinhas. Mas eu ainda adoro uma picanha e feijoada no modo tradicional.

Grupos de vegetarianos e vegans ensandecidos (uma coisa não é necessariamente outra) saudaram a notícia, dizendo que não havia “nenhuma objeção ética” se a carne não era um pedaço de um animal morto. Se bem que isso é meio questionável, já que a natureza não é ética. Ética é um conjunto de valores construídos por determinada sociedade. O que é ético em uma sociedade pode não ser em outra sociedade. Mas não me alongarei nisso, porque não estou com saco pra discussões que não levarão a nada.

Mark Post, professor de fisiologia na Universidade de Eindhoven, disse ao jornal The Sunday Times: “O que temos no momento é um pouco como desperdício de tecido muscular. Precisamos encontrar formas de melhorar a formação por ele e esticá-lo, mas vamos chegar lá. Este produto vai ser bom para o ambiente e reduzir o sofrimento animal. Se ele tem a textura e o sabor da carne, as pessoas vão comprá-lo”.

Basicamente, os churrasqueiros cientistas extraíram células do músculo de um porco vivo e, em seguida, colocram-nas em uma espécie de “caldo” de outros produtos animais, que serviram de meio de cultura. As células então multiplicaram-se e criou-se tecido muscular. Os pesquisadores acreditam que a técnica pode ser adaptada para produzir algo semelhante a bifes, dependendo de como o tecido muscular crescerá.

O projeto é apoiado pelo governo holandês e um fabricante de salsichas e vem na sequência da criação de filetes de peixe artificial a partir de células musculares de pobres peixinhos, o que deverá gerar protestos de vegans, já que esse pessoal chato implica com tudo, até com o vizinho por ter um gato.

A carne produzida em laboratório poderia reduzir as emissões de gases de efeito estufa associados aos animais reais (coo o metano – CH4, já que eles produzem verdadeiras bombas químicas sob a forma de flatulência. Em outras palavras, uma embalagem de contra-filé poderia vir com um selo do tipo “O Ministério da Saúde adverte: Peido de vaca faz mal à saúde”.

Isso é de tanta preocupação que cientistas de uma universidade da Irlanda acreditam que um tipo diferente de grama poderia ajudar a diminuir a quantidade de gases produzidos pelo gado que dela se alimentar, e há anos pesquisadores têm buscado formas de diminuir o problema, como criar uma grama especial para controlar a flatulência do gado.

O consumo de carne e produtos lácteos é prevista para dobrar até 2050 e o metano produzido pelo gado é da ordem de 18% dos gases de efeito estufa emanados em todo o mundo. Seria uma boa solução empregar rolhas ou colocar uma espécie de “coletor” no gado, de forma que se recolha todo esse metano a fim de usá-lo como combustível? Imaginem um punhado de vacas em estado de animação suspensa, com um tubo no… bem, é melhor deixar a Matrix Bovina para outra postagem.

O tosco grupo Peta disse que “tanto quanto nós estamos interessados, se a carne não é mais um pedaço de um animal morto não há nenhuma objeção ética”. Como coisa que alguém dê atenção àquele bando de malucos. No entanto, segundo a Sociedade Vegetariana, “a grande questão é como você pode garantir que você estava comendo carne artificial em vez de carne de um animal que foi abatido. Seria muito difícil de rotular e identificar, de forma que as pessoas tenham confiança”.

Der um jeito ou de outro sempre reclamam. Daí a algum tempo, estará no mercado carnes “orgânicas”. Bem mais caras, mas com a certeza que elas não forma produzidas pelo Dr. Silvana e sim vindos do modo artesanal de se conseguir carnes

Este assunto me deu fome. Vou sair pra comer um imenso hambúrguer (que não é feito de carne de minhoca), com bacon e um ovo frito, e dane-se se eu estou sendo antiético. Melhor ser antiético matando a fome do que matando outras pessoas e permanecer vegetariano. Conheço muitos maníacos psicóticos, assassinos e genocidas ao longo da História que eram vegetarianos (e eu não preciso ceder aos caprichos de Godwin para afirmar isso). ;)

13 comentários em “Cientistas sintetizam carne em laboratório

    1. Eu diferencio vegans ensandecidos e vegans que simplesmente não comem carne por causa de apego aos animais. Vegetarianos só não comem carne, apenas por hábitos alimentares.

      E cá pra nós, alguns estão levando o vegetarianismo como se fosse religião.

      1. Ok, agora está melhor.

        Só na parte em que vegetarianos apenas não comem carne apenas por hábitos alimentares. Há razões religiosas, ambientais, bioéticas e de saúde justificando o vegetarianismo de muitos. E muitos não comem nada de origem animal mas ainda não são veganos, pois ainda não boicotam produtos não-alimentícios que tiveram implicação direta em animais.

          1. E realmente estou pensando num livro sobre vegetarianismo pra leigos. Se bem que certos argumentos que vou usar nele você vai sempre discordar.

          2. Eu e um monte de gente. E daí? Ninguém falou que TUDO que é escrito aqui tem aprovação total de todos os administradores.

  1. Se estão vivas, come-las é assassinato! :P

    5 anos é pouco pra emular todo o sabor, aroma e consistência dos tecidos muscular, nervo, gordura e sangue da carne natural que atraem o nosso paladar. Porque ninguém vai comer essa carne sintética sem estar crispada com sal e temperos numa churrasqueira à carvão… Deve ter gosto de cartolina. :roll:

      1. Pipoca de cinema sao bombas hipercaloricas. Pouquissimo recomendadas para quem preza a saude e quer ficar longe de gorduras.

  2. Apesar de ser vegano também, sou obrigado a concordar com o André quanto aos vegetarianos/veganos “xiitas radicais” que querem mais impor do que esclarecer. Realmente acharia tosco imaginar o pessoal do Peta, louco pra tirar uma casquinha dessa carne. Independente de gosto, acho que faria um bem maior as pessoas, entender esse assunto pela perspectiva imparcial da Ciência, comendo carne ou não.

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