Arcebispo causa polêmica ao criticar manual de educação sexual

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Se já não bastava a notícia em que o Império do Mal resolver excomungar médicos por causa de um pílula abortiva, o presidente da Comissão de Educação do Episcopado da Argentina – e arcebispo da cidade de La Plata (ninguém é perfeito) – Héctor Aguer, provocou polêmica no país ao criticar a iniciativa dos Ministérios da Educação e da Saúde de elaborar e distribuir um manual sobre educação sexual para os professores de toda a rede de ensino. Em resumo: Nossa Sexta Insana está bem fornida hoje!

O Sith-Arcebispo, que não deve ter muito o que fazer na vida, ficou histérica indignadíssimo com o manual sexual por inveja, já que a mona não pode fazer nada daquilo… Bem, poder não pode, mas vocês sabem como é a vida religiosa, né? Aquele lugar solitário, onde a vaidade se acaba e… bem, continuemos.

Segundo o Arcebesta, digo, Arcebispo: “[O manual] tem inspiração ‘neomarxista'”, e eu não faço idéia do que Karl Marx tem a ver com isso, mas eu nunca esperei coerência em religiosos alucinados. Em um documento divulgado pela imprensa argentina, o Arcebesta diz que o manual interpreta a sexualidade “segundo a dialética do poder”. Vocês entenderam o que ele quis dizer? Porque, eu não. Cartas para a redação do Cet.net dizendo o que o idiota quis dizer, por gentileza.

NA reportagem trazida pelo arauto da insanidade (aka BBC), Aguer criticou o que considera um estímulo “ao uso exclusivo de preservativos como único meio de proteção eficaz nas relações sexuais contra o HIV”. Em vez disso, o arcebispo propõe que se ensine “a abstinência das relações sexuais prematuras e irresponsáveis”. Ainda segundo ele, “entende-se (no manual) a educação sexual como o direito de fornicar o mais cedo possível e sem esquecer a camisinha”. O que não entendi se o problema é fornicar (cada vez que eu vejo essa palavra, tenho vontade de rir) ou usar camisinha. Se é usar camisinha, pode-se fazer uso do aborto. Que tal? Ah, sim, não pode. Então, temos que nos abster do sexo. Mas se o próprio Senhor dos Anéis Bíblico encheu o saco com o crescei e multiplicai, sem falar que puniu Onã por ele não ter passado a mulher do irmão na cara e, quando fez, deixou o esperma cair fora dela. Aqui vemos a raiz das incongruências religiosas.

O Congresso Nacional argentino aprovou em 2006 uma lei que determina a educação sexual nas escolas públicas, privadas e laicas. O Manual de Formação dos Professores, com capítulos dedicados à educação sexual e à prevenção contra a Aids, é distribuído desde 2007. E o que isso acarreta? Ninguém pediu permissão à Santa Madre Igreja Pedófila Romana, coisa que as monas de vestidinho púrpura não gostam. Aff!

As afirmações de Arguer receberam críticas do ministro da Educação, Alberto Sileoni, que defendeu o manual como um instrumento para “promover valores”, e “não uma mera sexualidade”. Segundo o ministro, “o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei de educação sexual em todas as escolas do país”. Ele ainda destacou ainda que o manual é para a formação de adultos, com o objetivo de preparar melhor os professores para tratar do assunto.

As declarações de Aguer também levaram a presidente do Instituto Nacional contra a Discriminação (INADI), María José Lubertino, a pedir ao arcebispo uma “retificação” de suas afirmações, coisa que eu du-vi-de-o-dó aconteça. Mas ela é uma mulher de fé.

“É um retrocesso ver que existem setores que são contra esses assuntos, que têm um claro consenso democrático”, afirmou. “É preocupante. Vamos analisar as declarações e que se retifique o que foi dito”.

Senta e espera, filhota.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Abbadon

    So para constar:

    O Vaticano nao possui uma maternidade. E os padres, arcebispos, bispos, cardeais, freiras, madres, papas, etc.. nao possuem filhos. E se tiveram, trataram de esconde-los, doar para um orfanato, ou aborta-los.

    Que autoridade eles possuem para falar sobre sexualidade humana ?

  • ZzXx

    Acho que o retardado queria dizer ‘neomalthusianas’ e não ‘neomarxistas’, o imbecil podia pelo menos ocupar o (caso exista) cérebro dele com informações úteis e jogar a m* fora.