Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.
Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.
Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

Está rolando um bochicho de um corte de verba da CAPES em que todo mundo ficará sem verba nenhuma. Estão alegando que isso vai acabar com a ciência no Brasil, que voltaremos pra Idade das Trevas, teremos gente defendendo criacionismo no Congresso, ficaremos entre os últimos nos índices educacionais no mundo todo, uma bancada religiosa será formada na Câmara dos Deputados, igrejas terão isenção de impostos, movimentos anti-vacina se espalharão, um monte de gente gravará vídeo no YouTube dizendo que a Terra é plana e que a NASA mente e que sarampo voltará a se espalhar. AINDA BEM que nada disso está acontecendo, graças às verbas que o CAPES recebe. 
O Cristianismo tem muitas coisas legais. Eu adoro Jesus. Quando ele nasce eu ganho presentes, quando morre é feriado e quando ressuscita, eu ganho chocolates. Jesus é um cara bem legal. Tão legal que nunca condena ninguém. Daí, vem um monte de toscos e proíbem que comamos carne. Por quê? Qual o problema?
Existe um fenômeno que é muito comum. Algumas vezes, é infelizmente comum, mas não deixa de ser um fato. Fato como o Sol é uma estrela e que Evolução Biológica existe. Um fato inegável e pronto a nos assombrar: eu estou sempre certo.
Uma das coisas que as pessoas pouco sabem (mas se perguntar sobre BBB, estão antenadíssimas) é que o Brasil tem uma das melhores leis de vigilância sanitária do mundo. A ANVISA, na medida do possível de um órgão do governo, bate em cima de tudo, desde frigorífico vagabundo até a situação de medicamentos. Se você acreditou naqueles manés da fosfoetanolamina, saiba que a ANVISA não cai nessa de liberar remédio a torto e a direito, como foi o caso da suspensão da importação do remédio Cassodex, já que sua linha de produção não é exclusiva. Imaginem com a Big Pharma controlando pesadamente a ANVISA, o que ela não faria se tivesse livre dos capitalistas opressores.
São Paulo é um lugar maravilhoso! Lá, eles resolvem tudo na canetada. Desagradou algo, PUMBA!, proíbem. Proíbem de motociclista usar capacete em posto de gasolina, proíbem caixa eletrônico na rua e agora proíbem a população de economizar água, já que é muita sacanagem as pessoas seguirem as metas de racionamento de água. Estão esperando o que? Redução na conta? Claro que não. Taqui aumento pra vocês, paulistanos. MUAAAAAAHAHAHAHAHA
Sotillo de la Ribera é um pseudomunicípio localizado na província de Burgos, Espanha. Ele é praticamente um vilarejo com a ridícula taxa populacional de 598 habitantes, praticamente um condomínio na Barra da Tijuca (embora alguns tenham uma população maior que isso). Nesse lugar legal que nem eu nem você queremos morar tem uma igreja chamada Santa Águeda. Lá, há muitas peças bem antigas, já que a própria igreja é do século XV. Nela, há uma estátua de Jesus Cristo del Miserere, feita de madeira, datando do século XVIII. Miserere é uma palavra latina porque nesta cidade há uma tradição de cantar o Miserere nas sextas-feiras, que nada mais é que o