Mui brevíssima anatomia dos livros de anatomia

Número de pessoas vacinadas é o menor em 16 anos. Sabem quem tá esperando vocês?
A diferença entre ignorância e idiotice

Esta imagem que vocês estão vendo ao lado é um coração, com veias e artérias. É a tecnologia do século XXI em ação, ajudando profissionais e estudantes. É uma forma moderna e não-invasiva de estudar anatomia. Antes, os estudantes de Medicina, há um século, dispunham de cadáveres e livros apenas. Alguns desses livros tinham uma folha de acetato impressa que se sobrepunha a várias outras e o aluno ia “dissecando” página por página. Que maravilha, não é mesmo? Então, fica a pergunta: como os médicos da Idade Média estudavam?

Estudavam por meio de livros e cadáveres, apesar dos primeiros serem permitidos, já os segundos nem tanto. Havia um grande tráfico de corpos para médicos, estudantes e cientistas estudarem. No tempo de Cláudio Galeno (130 A.E.C – 210 A.E.C.), não era possível fazer isso, por causa do que poderíamos chamar de “santidade dos corpos”, assim, ele acabou estudando corpos de cães achando que era a mesma coisa, e acabou escrevendo um monte de bobagens.

Já Andreas Vessalius (1514 – 1564) estudou como muitos de sua época estudavam: pagando bons dinheiros para ladrões de corpos trazerem defuntos pra ele poder estudar. Com os estudos de Vessalius, saiu um dos primeiros livros de anatomia: o De Humani Corporis Fabrica (Da Organização do Corpo Humano), o qual você poderá ler hoje AQUI.

Este livro fantástico foi publicado em 1543 e era composto de 7 volumes, tratando dos ossos, músculos, artérias e veias, sistema nervoso, órgãos abdominais, coração e pulmões e, finalmente, o cérebro. Não satisfeito, Vessalius ainda publicou o Epítome, uma condensação do Fabrica, para que os estudantes utilizassem na mesa de dissecação como um Atlas de Anatomia.

Leonardo Da Vinci, sempre ele, foi um dos inovadores. E sim, ele também pagava pára levarem um defuntinhos pra ele. Sim, era ilegal, mas Leonardo não tinha problemas com isso. Todo mundo cita Leonardo, então, para ser diferentão, eu preferi este livro aqui: o livro de anatomia Vivae imagines partium corporis humani aereis formis expressae foi publicado em 1566. Ele é composto de abas de papel impressas e sobrepostas de forma que, quando levantadas, revelam os órgãos internos da figura. Ilustrações médicas como essa permitiram aos médicos ver o corpo em vários estágios de dissecação.

A manufatura de um livro desses era bem carinho, apesar da prensa por tipos móveis já existir. a montagem era ainda artesanal e especializada. Mas como toda obra de arte, era bem valiosa mais pelo que significava, não tanto pelo custo envolvido. Através de livros assim, gerações de médicos estudaram, apesar da Ciência ainda estar bem longe do que temos hoje, mas, que diabos, são 500 anos de diferença!

Ainda assim, é surpreendente o uso de tecnologia de uma época, o conhecimento evoluiu do Anatomista de Leonardo da Vinci (acharam que eu iria esquecer?):

E chegamos nisso:

Número de pessoas vacinadas é o menor em 16 anos. Sabem quem tá esperando vocês?
A diferença entre ignorância e idiotice

Sobre André Carvalho

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