Os segredos molhadinhos da Lua

A Lua é fascinante. Foi o primeiro passo que a Humanidade deu para fora da Terra, pois é o único astro celeste no qual efetiva e literalmente pisamos fora daqui. Desde que um proto-planeta deu um porradão na proto-terra, arrancando um pedação daqui e este material acabou se aglomerando e formando a Lua, este astro vem tomando bordoada de todo lado. Seja de micro-meteoros, até cometas. Não apenas isso, a água teve um papel crucial na Lua, e ainda hoje escreve a sua história, como pesquisas atuais demonstram.

A drª Miki Nakajima (com “I” e não “A”, não vá confundir a japinha cientista com a japinha cantora) é pós-doc em Ciências Planetárias e pesquisadora da Universidade Carnegie. Pode-se dizer que ela vive no Mundo da Lua, mas de uma forma que você não está habituado. Enquanto você fica igual a um mané olhando pra ontem, a doutora Japinha olha pra lua e procura entender a sua geoquímica. Apesar de não ser química, a drª Nakajima sabe o que é o melhor na vida (além de esmagar os inimigos etc etc): desvendar o Cosmos.

Miki e seus colaboradores criaram modelos computadorizados para determinar se as teorias existentes sobre o porradão que a Terra tomou e acabou formando a Lua poderiam explicar as condições de nosso satélite estar úmido ainda. Dessa forma, A astro-samuroa mandou os dados pros estagiários trabalharem, modelando diferentes condições de temperatura e concentração de água do disco formador da Lua.

O que foi descoberto é que, em temperaturas mais elevadas, esse disco formador era dominado pelo vapor de silicatos, muito provavelmente vindo da evaporação dos mantos da proto-Terra e do proto-planeta que acertou a Terra em cheio. As evidências apontam que pequena quantidade de hidrogênio se dissociou da água que havia lá, graças ao imenso calor gerado no choque.

As observações apontam que a teoria de haver uma Lua com presença de água não é tão absurdo assim, mas isso gera alguns problemas, como explicar a baixíssima concentração de potássio, sódio e outros elementos voláteis. Existem outras possibilidades, como os elementos voláteis do disco terem vindo parar na Terra.

Ah, sim. Seria legal um videozinho, certo? Ok, taí o que você queria!

O trabalho foi publicado no periódico Earth and Planetary Science Letters.

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