Quais as diferenças entre pés de humanos e de macacos

Ser humano não é fácil! E já não era fácil antes de nos tornarmos humanos. Nossos antepassados passaram por uma longa viagem evolutiva, e a cada dia descobrimos mais alguns passos dessa viagem. Aliás, falando em passos, uma coisa que sempre interessou pesquisadores foi a origem de um de nossos membros mais importantes. Quer dizer, só a extremidade desse membro: os pés.

Uma pesquisa estuda a evolução da caminhada humana através de nossos primos mais próximos, os chimpanzés; e mesmo assim, nossos pés são os mais distintos de todos os primatas.

O dr. Nathan Thompson é professor-assistente de Anatomia da Faculdade de Medicina Osteopática do Instituto de Tecnologia de Nova York. Ele é fascinado por pés humanos, mais especificamente por morfologia funcional, paleoantropologia e biomecânica!

Ele estuda para saber como nossos pés se tornaram isso que nossos pés são. As diferentes articulações e ossos de nossos pés fornecem força e resistência necessárias para uma postura bipedalista, em contraste com chimpanzés, por exemplo, que apesar de andar em duas pernas de vez em quando, sua coluna e a estrutura óssea dos pés impossibilitam ficar algo mais que poucos minutos nessa posição.

Junto com seus colaboradores, Thompson conduziu uma pesquisa e coletou dados suficiente para começar a duvidar do postulado do parágrafo anterior. Teria a Natureza nos pregado uma peça? Bem, algo tão bem planejado que faz a uretra passar por dentro da próstata e deu às fêmeas humanas o favor de terem partos extremamente dolorosos em comparação a outros animais deveria ter ideias melhores, pois não?

Os pés da macacada são muito importantes pra eles, principalmente porque são usados para agarrar galhos de árvores, o tipo de coisa que não fazemos, já que nós não ficamos mais pulando de galho em galho. Mas Nathan resolveu estudar o que era diferente e, mais do que isso, quando começou a surgir essas diferenças.


Clica aí e para de reclamar que tá pequeno!

Para descobrir isso, os vassalos de Nathan usaram câmeras de alta velocidade de captura, dignas de qualquer youtubeiro moderno (dos EUA, claro. Aqui, mal usam uma câmera normal). Dessa forma, eles foram capazes de captar, digitalizar e mapear de forma tridimensional pés de chimpanzés e de seres humanos andando a velocidades semelhantes. Por sorte, chulé não é digitalizado junto. Em seguida, eles compararam intervalos de movimento do meio-do-pé entre as espécies.

Essa região do meio-do-pé dos humanos flexiona drasticamente no final de um passo assim que o arco do pé volta pro lugar após a sua compressão durante o suporte de peso. Este movimento de flexão é maior do que toda a amplitude de movimento no meio-do-pé dos chimps durante os passos, o que levou a concluir que a alta mobilidade da articulação dessa região do pé é realmente vantajosa para a caminhada humana.

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A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Human Evolution, e é uma mostra de como uma mudança aleatória deu uma vantagem adaptativa, pois essa mudança não aconteceu porque um símio teve a brilhante ideia de ser bípede, mas a soma de várias mudanças acabaram dando condições para que nós pudéssemos dar os primeiros passos rumo ao futuro.

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