Médica deixou de atender filho de vereadora PT. Isso é ético?

Vai a resposta curta: Sim, é. Mas como assim? Médico não pode se recusar a atender paciente. Pode? Poder, pode, mas nem sempre. Não é simples e isso ontem me levou a uma conversa com quem mais entende disso: um médico.

Obviamente, você esta indignado, e eu não tiro a sua razão. Mas diferente de comentarista de portais, eu ouço o outro lado e procuro saber mais. Imagino que vocês que me leem também querem saber mais. Não é isso que diz bem aqui em cima do site? Você quer saber mais e vai saber mais. Ou dê Alt+F4, mas não pense que seus comentários serão aprovados.

Eu tenho meus “profissionais de bolso”. Amigos que eu fiz pela internet, de diversas áreas, a quem sempre recorro para elucidar coisas, normalmente, questões técnicas, mas é sempre bom ouvir opiniões. O Ceticismo é uma posição em que não temos conhecimento de tudo. O indagar, o questionar, a busca pela verdade é a nossa meta. O Gabriel é alguém com quem se pode conversar. Não preciso sempre concordar com ele. Se eu quisesse que todo mundo concordasse comigo, eu me candidataria a uma liderança política ou montava uma igreja. Ou montava uma igreja para depois fazer parte de uma liderança política. Enfim…

Como começou a celeuma?

A ex-secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, Ariane Leitão, fez o que de melhor as pessoas fazem atualmente: ficou chilicando no Facebook. Ela, suplente de vereadora filiada ao PT, ao levar seu filho na pediatria, teve uma surpresa. A pediatra drª Maria Dolores Bressan.

A drª Bressan, mediante os acontecimentos políticos que andam sendo noticiados, mandou uma mensagem para Ariane com o seguinte conteúdo:

Bom dia Ariane. Estou neste instante declinando em caráter irrevogável, da condição de Pediatra de Francisco. Tu e teu esposo fazem parte do Partido dos Trabalhadores (ele do Psol) e depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser Pediatra do teu filho. Poderia inventar desculpas, te atender de mau humor, mas prefiro a HONESTIDADE que sempre pautou minha vida particular e pessoal.

Se quiser posso fazer um breve relatório do prontuário dele para tu levar a outro pediatra.

Isso soa absurdo, pode ser um absurdo e essa pediatra em hipótese alguma tem o direito de negar atendimento a um paciente. Certo?

Errado!

Médicos têm a mais alta conta entre profissionais. Diariamente, milhões de pessoas colocam sua saúde em suas mãos. Desde retirada de abscesso perianal até transplante de órgãos. Achamos que, com isso, eles são responsáveis por nossas vidas. Mas isso não é certo. Estamos colocando nosso bem mais precioso nas mãos de outras pessoas, numa responsabilidade que eles não pediram, porque não é porque cursaram medicina que são responsáveis por VOCÊ!

Professores e médicos têm algo em comum: não somos vistos como profissionais. A cabeleira é uma profissional, o motorista de ônibus é profissional, o eletricista é profissional. Inventaram que professores e médicos são algo díspar disso tudo. Se uma professora for fotografada bebendo num boteco no fim de semana, capaz de perder o emprego, pois professores têm que ser exemplos para adolescentes que bebem, fumam e fazem uso de drogas, independente se o professor for da pá virada ou passar a noite rezando num retiro espiritual. Professor tem vida particular, mas esquecem disso. Querem que sejamos professores 24/7,. mal ganhando um salário condizente com sua carga horária.

Médico é a mesma coisa. São vistos como deuses, mas isso só dura até o ponto que vagabundo levanta cedo, vai pro posto de saúde para conseguir um atestado e não ir trabalhar, saindo de lá às 3 da tarde. daí, você que REALMENTE precisa ser atendido, não consegue senha. Médico tem que atender paciente, médico não pode estar indisposto… médico não pode nem mesmo estar doente. Afinal, é médico, né? Pode se curar.

Mas e a pediatra? Ela pode recusar a atender paciente? Sim, pode. Nenhum, repito, NENHUM médico é obrigado a atender ninguém, desde que não seja um caso de emergência. No capítulo 2 (Direitos dos Médicos) vem:

IX – Recusar-se a realizar atos médicos que, embora permitidos por lei, sejam contrários aos ditames de sua consciência.

No artigo 1º do capítulo 3 (Responsabilidade Profissional, temos

É vedado ao médico

Art. 1º Causar dano ao paciente, por ação ou omissão, caracterizável como imperícia, imprudência ou negligência.

Combinando os dois temos que a pediatra, por objeção de consciência, algo reconhecido juridicamente, se sentiu incapaz de atender com toda a sua competência o filho da vereadora. Era uma emergência? Não. Ela ainda se prontificou, segundo a mensagem, a encaminhar um breve relatório do prontuário diretamente para um novo médico. Sim, ela PODE fazer isso. É ético? Sim, ela não violou o código de ética médica. É certo fazer isso? Aí temos um dilema moral.

Um dilema moral é quando temos duas proposições que são certas, mas antagônicas, ou erradas, mas concordantes. Qual é a mais certa? Qual é a mais errada?

Não há resposta definitiva, pois Ética, como conceito, é variável. Digamos que um médico seja Adventista do 7º Dia. Ele tem o direito de ter sua fé respeitada. Não importa se você concorda ou não. Ele não trabalha aos sábados. Se fosse em Pirapozinho do Oeste, com 200 famílias doentes gravemente e apenas 2 médicos, é um caso de emergência. Jesus não vai se incomodar que ele atenda no seu dia de descanso. De outra forma, sendo uma emergência, o médico adventista não pode se recusar a atender situações de emergência. Ele sabia disso quando estava cursando medicina.Ema… Ema… Ema…

Aliás, Ema… Ema… Ema…para quem o contratou sabendo que ele é Adventista e não trabalha aos sábados.

A pediatra se sentiu desconfortável em ser médica da família cujo partido político ela não tem simpatia. Eu poderia dizer que é errado que misturemos nossos trabalhos com nossas filiações partidárias. MINHA OPINIÃO é que chega a ser mesquinho que misturemos isso. Seria como se um médico cristão evangélico se recusasse a atender um homossexual, por causa de suas orientações. Mas se o médico encaminhar para um colega, de forma que o paciente em questão não fique sem ser atendido, o que se pode questionar não ´[e a atitude ética do profissional e sim a ética pessoal da PESSOA.

O presidente do Sindicato dos Médicos disse que a pediatra tinha que se orgulhar de seu ato. Já a posição do Conselho Regional de Medicina do RS é de abertura de sindicância para apurar o caso,o que eu acho muito justo, enquanto a mãe está dando os chiliques dela nas redes sociais. Segundo o presidente do CREMERS, “o Código de Ética Médica aponta que o médico não pode discriminar paciente. Por outro lado, também tem o direito de, caso ele não se sinta em condições de garantir um bom atendimento, encaminhar o paciente para outro profissional, a menos que o caso seja de urgência e emergência”.

Eu acho que não dá em nada. Podemos discutir a atitude da pessoa em se posicionar contra a filiação partidária da mãe, mas não sua ética profissional. Ela não deixou a criança à míngua num corredor, sem atendimento. Ela encaminhou a outro profissional, garantindo assim a totalidade da atenção necessária por outro profissional, sem ferir a relação médico-paciente.

Somos tão metidos a mais éticos que os outros, mas é um erro. Ética é subjetiva e se baseia em atitudes gerais de uma sociedade, e sendo uma sociedade formada por um número muito grande de indivíduos, cada um com uma formação própria, fica difícil uma norma igual e única para todos, no máximo, uma regra mais abrangente, mas sujeita a dilemas.

Os códigos de ética existem para proteger tanto o cliente quanto o profissional, seja ele qual for. Não é perfeito, mas nada o é. Chega próximo e é adequado para a quase totalidade dos casos, já que é algo que vem sendo pensado por pessoas há muito muito tempo. pessoas mais inteligentes que eu e você, que está lendo isso aqui.

Eu posso refletir sobre as ações e idiossincrasias da pessoa Maria Dolores Bressan, e mesmo assim não tenho como ter um julgamento moral definitivo. Isso seria muito perigoso. Mas com certeza não posso me opor à prática profissional dela. para isso existe um comitê para avaliar, que pelo que está escrito no código de ética, está tudo certo. A criança esta nas mãos de outro médico, e tenho certeza que estará sendo bem cuidada.

A imprensa aproveitou a celeuma para vender mais e mais a notícia, gerando grande comoção, o que implica em visualização alta, fazendo anunciantes rirem de orelha a orelha. A vereadora está na mídia e bem provável que se candidate de novo, usando isso como escadinha.

Afinal,m não existe nenhuma norma que impeça a conduta de se aproveitar da comoção popular para ter proveito próprio, apesar de ser questionável também.

Talvez, mais um dilema moral sem resposta.

42 comentários em “Médica deixou de atender filho de vereadora PT. Isso é ético?

  1. Hm…o texto é bom,mas não concordo muito,simplesmente pelo motivo torpe que levou ao ato,mas pelo menos é bom ver uma opinião contrária(e mais sensata,gramaticalmente falando)do que as que eu encontro por aí.

  2. Agora amplie esse pensamento para todos os setores da sociedade. A mesma seria baseada em discriminação, quando deveria ser aberta a ceitar quem é diferente. Por que nunca seremos todos iguais.

    1. Ok, ela se recusou a continuar atendendo e passou pra outro, mas a minha posição é com relação aos motivos que a levaram a isso. Se um pedreiro dissesse que não trabalha pra mim porque eu torço pra outro time eu acharia ridículo, como acho a atitude da médica.

      1. É seu direito. Ainda assim, ela não cometeu nenhum “crime contra direitos humanos, como a vereadora oportunista quer lhe imputar.

        Se a vereadora tinha alguma razão, perdeu de forma bem idiota

  3. Me lembrou das aulas de Ética na faculdade e dos paus que ocorriam em quem achava que estava certo sem saber ao certo o que é certo. Como dizia Fernando Pessoa:

    “Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?”

  4. Gostaria de ver a ética e a honestidade firmes e incorruptíveis da doutora Bressan se estivesse desempregada e cheia de dívidas, e se a única proposta de emprego fosse oferecida por um político do PT, que teria que ser eleito para lhe dar o emprego.
    O que Dona Maria Dolores faria nesse dilema? Cortaria os pulsos ou ia correndo votar na chapa 13?

  5. O problema da médica foi ter revelado o motivo da recusa. Qualquer médico pode se recusar a atender negros, judeus, evangélicos, ciganos, comunistas, etc, desde que não diga que não está atendendo o indivíduo por ser negro, judeu, evangélico, cigano, comunista, etc.
    Uma vez que ele revele o motivo, fica caracterizada a discriminação, e foi exatamente o que a médica fez.
    O código de conduta médica não permite a discriminação, logo ela fez besteira.

    1. ma vez que ele revele o motivo, fica caracterizada a discriminação, e foi exatamente o que a médica fez.

      Não é assim. Objeção de Consciencia existe e ela indicou outro médico, se prontificando a fazer um relatório paralelo, coisa que ela NÃO É obrigada a fazer, pois o outro médico terá o prontuário.

      Vocês falam muito e entendem muio pouco

      1. Exato, as pessoas entendem errado o sentido de discriminação. Tal termo tem o sentido de segregar/impedir algum indivíduo de fazer ou não fazer o que a lei pemite em virtude de sexo/cor/religião/posição política. Não foi o que aconteceu, como André disse, a médica simplesmente preferiu deixar que outro médico fizesse o atendimento (o que foi prudente, pois havia uma questão ali que podia afetar a qualidade de seu atendimento mesmo que involuntariamente).

        Existiria discriminação se, v.g, ela fosse a diretora do hospital e proibisse que qualquer médico a atendesse.

  6. Do código de ética médica: Luiza Cassol DIREITOS HUMANOS

    É vedado ao médico:

    Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou ***** discriminá-lo****de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. [grifos meus]

      1. Quando a gente lê o título da matéria pensa: “Caramba! O moleque morrendo e ela se recusa a fazer um atendimento?”.

        Não foi isso o que aconteceu. Não foi uma emergência. Ela como profissional não se sente confortável em atender uma família que é simpatizante de um determinado partido político e por esse motivo direcionou seu paciente para outro profissional competente.
        Ela sendo médica e expondo isso foi uma atitude certa? Ética? Não sei.

        Eu tenho certeza que se fosse uma emergência essa médica não iria se recusar a fazer o atendimento à essa criança.

        1. Existe Ética, como princípio e Ètica Profissional. As duas coisas são coisas diferentes. Mas brasileiro é analfabeto funcional e foi decorar juramento de Hipócrates sem ter a menor ideia do que isso significa.

      2. Acgo que alguém nao entendeu o meu comentário.

        Ela discriminou a paciente em razao de preferencia partidária de seus pais!
        Além disso, objeçao de consciencia é relativo a pratica de atos como aborto etc em que o médico pode se negar se quiser, nao a um simples atendimento relativo a especialidade da médica.

        E mesmo que o referido artigo que proibe a discriminaçao nao estivesse no codigo de etica medica, ainda assim a atitude da médica seria anti-ética. Ora, eu posso ser anti-ética sem violar nenhum estatuto.

        Li em outro comentário vc dizendo que ela nao negou atendimento, quando na conversa do whatsapp ela é bem clara ao dizer que estava ‘declinando em carater irrevogavel o atendimento da criança’. Oferecer para repassar a outros médicos nao muda isto.

        1. Estou neste instante declinando em caráter irrevogável, da condição de Pediatra de Francisco

          Nenhum médico é OBRIGADO a ser SEU médico. Nenhum advogado é OBRIGADO a ser SEU advogado. Nenhum engenheiro, dentista, professor, faxineiro, contador, protético etc são OBRIGADOS a trabalhar para quem quer que seja. Tem ENORME diferença de negar atendimento. Negar atendimento é a pessoa estar precisando e o médico ver e não fazer nada. Isso é omissão. Ela ENCAMINHOU para OUTRO médico.

          Aprender a interpretar é um hábito muito legal. Cultive-o.

          1. Negar atendimento é a pessoa estar precisando e o médico ver e não fazer nada”
            nao necessariamente. Consulta médica nao deixa de ser atendimento.

            E o motivo foi a opçao partidária dos pais. Se ele se recusasse a atender alguém pq este alguém é negro isto seria um crime. No presente caso ela talvez nao tenha cometido nenhum crime. Mas do ponto de vista ético e moral é praticamente o mesmo que negar consulta a alguém por causa da cor.

            Bom senso é um hábito muito legal. Cultive-o.

          2. E o motivo foi a opçao partidária dos pais. Se ele…

            ELA.

            Já vemos o grau de sua atetnção.

            se recusasse a atender alguém pq este alguém é negro isto seria um crime.

            Se ela nascesse um brócolis, seria um vegetal. Suas falácias são legais, mas chatas de refutar por serem óbvias demais.

            No presente caso ela talvez nao tenha cometido nenhum crime.

            Então, está enchendo o saco por quê?

            Mas do ponto de vista ético e moral é praticamente o mesmo que negar consulta a alguém por causa da cor.

            Refutado no texto que vc não leu.

            Bom senso é um hábito muito legal. Cultive-o.

            Mediante o SEU critério, né?

  7. MEDICINA.

    Não, médico. Ser médico não é ser escravo de ninguém.

    Vocês e essa mania retardada de achar que médico e professor trabalha por sacerdócio. Mas no trabalhinho de vocês, pintam e bordam.

    Menos um comentando aqui.

  8. Ótimo texto André!
    Eu espero que você nunca seja atendido (em caso de emergência) por um médico vegano. Vai que, ele tenha lido seu artigo (Veganismo desmascarado) e “sem querer” administra uma medicação errada…rs

  9. Problema que o povo acha que Moralidade íntima de cada um se confunde com ética profissional. Daí sai essas cagadas!

  10. Eu trabalho em hospital publico e uma vez as duas pediatras trocaram de pacientes na mesma semana e por motivos piores do que o da vereadora. A primeira, foi, porquê a mãe bateu na medica
    e a segunda, fez porque a mãe roubou o celular dela, enquanto ia na farmácia pegar remédio de amostra grátis pra paciente e essa mãe como todo “mala” acha que todo mundo nasceu ontem

  11. Vi esse comentário de um tal Taipa de Açude da Silva e achei bastante pertinente:

    “Sou ADVOGADO. Não sou PETISTA. E nem PSDBISTA ou qualquer outro “ista” desses. Dito isso, passemos à Norma que rege os médicos.

    Código de Ética Médica (Resolução 1931/2009, Conselho Federal de Medicina):

    I – A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida SEM DISCRIMINAÇÃO DE NENHUMA NATUREZA.

    (…)

    É VEDADO ao médico:

    (…)

    Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou DISCRIMINÁ-LO DE QUALQUER FORMA OU SOB QUALQUER PRETEXTO.

    (…)

    Então, isso serve para a vereadora petista, para o Aécio, para o Temer, para o Bolsonaro, para qualquer partido de esquerda ou de direita e para a p. que os pariu todos eles.

    Começa a irritar, quem trabalha há MUITOS ANOS com a Legislação, ver imbecis se arvorando em “juristas” (o que nem eu sou), para defender argumentações passionais e raciocínios “com o estômago”. A Lei é PARA TODOS. Para o Juiz Moro, para o Teori Zavascki, para esse Presidente de “meleca” do Sindicato Médico e para qualquer um. Rigorosamente IGUAL.

    Quando é que vai “cair a ficha” que se a gente começar a fazer a Lei para “poucos”, isto aqui vai ficar ainda pior do que a “Terra de Ninguém” na qual está se transformando? A questão não é POLÍTICA. É JU-RÍ-DI-CA !!!! ” ( fim da citação )

    Me parece que o trecho IX do Capítulo 2 só é compreensível caso a recusa não seja por causa de discriminação de nenhuma natureza, o que não é o caso.

    Também acho que é de certa maneira uma frescura toda essa polêmica afinal das contas não era uma emergência, mas só que mais frescura ainda é ela ter recusado e passado por cima do Código de conduta médico por tão pouco.

      1. É irrelevante mas é necessário ficarmos atentos até onde essa onda “anti-petista”. É um sinal de alerta.

      2. Concordo. A ética individual difere das éticas coletivas (como já foi apresentado aqui) é apresentada no início de qualquer curso superior (alguns casos ainda no ensino médio). Entendo que seja prudente não encarar qualquer profissão como exercício de algo sagrado e místico (sacerdócio, que também já foi abordado aqui), mas tão somente a aplicação de um conjunto de habilidades, ferramentas e conhecimentos sistematizados. De outra forma, seria como o caso do professor que seria obrigado a tentar instruir um ignorante ao avistar um? Se fosse assim por motivos de sanidade o educador teria que evitar as redes sociais e afins.

  12. “Capítulo I
    PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
    VII – O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente.”
    Quod erat demonstratum.

  13. Concordo com Daniel, esse ódio todo esta ultrapassando a linha da razão. Imagine se espalhar para outras área, vira uma bagunça total.

  14. Comentar casos específicos e complicado. Alguns pontos relevantes: Em primeiro lugar, o paciente da pediatra e a criança, não os pais. Depois, a médica sabia da filiação partidária dos pais quando aceitou o paciente, ou continuou a atender o paciente após sabê-lo? A questão política vem se acirrando no Braail há algum tempo. O clima estava bem ruim perto das eleições, a questão política foi então aborda? a relevância da questão política foi anteriormente exposta pela médica aos pais? Sinal, sabendo dos fatos poderiam escolher outra médica e não serem agora surpreendidos pela descontinuidade no acompanhamento do filho. Muitas questões desconhecidos devem ser levadas em consideração para saber se a médica foi antiética. Claro que um médico não é obrigado a atender, mas de tudo que foi exposto (cheio de lacunas) ela só quis mesmo foi aparecer.

      1. Com certeza! É advogado da médica? Eu não sou da mãe. Só que foi a médica quem tomou a decisão que deu início ao “problema”. Se compro um carro que deu defeito de fabricacao, reclamar no FB me faz culpado?

          1. Hummm… deixa ver. Então reclamar de produto ruim da Oi, GM, VW, Samsug etc no FB e mimimi? Reclamar da decisão do Marco Aurélio que obrigou o Eduardo Cunha dar curso ao processo de impeachment do Temer e mimimi? Reclamar do Governo no FB e mimimi?Criticar o Chico Buarque no FB e mimimi? Tá bom, cara. Você ganhou. Não concordar com você e mimimi. Pena da criança, a verdadeira paciente, em quem a médica aparentemente não pensou ao fazer o que fez.

          2. 1) Sim,. se vc só fica chilicando em Facebook sem acionar canais competentes, vc não passa de atetntion whore

            2) Sim, chilicar no Facebook e continuar elegendo os mesmos canalhas de sempre é retardo mental

            3) Não preciso que vc diga que eu ganhei. Disso eu já sabia logo quando escrevi o artigo.

            4) A criança não deixou de ser atendida. A médica encaminhou IMEDIATAMENTE para outro profissional. Então, deixe de merdinha “oh, pobrezinha da criança”. Vc não perde um segundo de sono por causa disso. É apenas outro hipócrita mimizento

            5) A médica CONTINUA tendo o direito de recusar paciente. Não gostou? Reclame com sua vovozinha quando ela lhe trouxer seu leitinho com pêra.

          3. 1) e 2) como falei antes, tem muitas partes desconhecidas. Não sei se os pais acionaram a justiça, CRM etc. Não dá pra pressupor que é só chororo de FB. Quem faz isso é parte mal intencionada.
            4) e 5) Nao contestei o direito da médica. Mas nem por isso é necessariamente ético, e é esse o assunto do texto. Mas pensar deve doer, né? Mais fácil agredir.
            3) Pega seu prêmio pela vitória com o Bolsonaro.

          4. Eu ia pegar meu prêmio de idiota com o Bolsonaro, mas adivinhe quem chegou na frente e é muito mais merecedor?

            Dica: está sapateando aqui.

      2. Claro que ela está, e dai? E advogado da médica? Pois eu não sou dos paias. Foi a médica quem agiu para criar a situação toda. Se compro um carro com defeito, reclamar no FB me torna culpado do problema?

        1. Sim, se vc não procurar órgão competente. Chilicar no facebook é ficar batendo no tambor mostrando o quanto se é sofrido

          E a médica pode sim recusar paciente. Pro código de ética, pouco importa.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s