CREMESP diz “foda-se você e seu parente no hospital”

Meu pai esteve doente no final do ano passado. Uma série crise renal o fez ficar internado. Seus níveis de eletrólitos não estavam altos. Estavam altos pra caralho! Algo como dez vezes mais do que deveriam estar. Ele ficou internado e eu não pude visita-lo, porque o hospital estava lotado com casos de coronavírus. No máximo, os médicos saíam para falar com os familiares que estavam do lado de fora e que também não podiam visitar seus parentes. A única forma que eu pude falar com ele foi através de vídeo-chamadas feitas pelo celular da equipe médica. Segundo meu pai, foi assim que ele conseguiu suportar os dois meses lá, passando natal e réveillon longe da família.

Por sorte, não moro em São Paulo. Segundo o CREMESP, fazer vídeo-chamada viola o direito à dignidade dos pacientes. A pessoa só fica digna quando fica abandonada num leito de hospital, sem poder falar com ninguém. Ok, né? Continuar lendo “CREMESP diz “foda-se você e seu parente no hospital””

Pediatras colocam cabeça na boca e esperam ela sair (cabeça de Lego!)

Quem tem filhos pequenos sabe que aquelas criaturinhas são minúsculos avestruzes que engolem de tudo. Não podem ver nada que colocam na boca. Se bem que certas moças que eu conheço também, mas deixemos isso de lado. Assim, criança não pode ver nenhum brinquedinho que – GLUP! – coloca na boca e engole. E quem é campeão nisso? Legos, obviamente!

Bem, pediatras, ciosos dos seus deveres de ajudar criancinhas, resolveram testar o que acontece quando se ingere cabeças de bonequinhos legos e ficaram cuidadosamente tomando nota do que acontece depois.

Eu acho que vai para o IgNobel. De certeza mesmo eu tenho que esta é a sua SEXTA INSANA!

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Quando chega a hora do médico dar as más notícias

Lidar com a vida e a morte diariamente mexe com as pessoas. Elas acabam ou se envolvendo demais, ou tendo que ficar à parte, ou não aguentaria tanto sofrimento alheio, muitas vezes sem poder fazer nada, outras lutando bravamente, para um desfecho que não gostaria, e isso se resume a um ser humano perder a vida; para, depois, ter que dizer aos entes queridos daquela pessoa que as coisas não correram como eles imaginavam.

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As causas de mortes ao longo dos 100 anos

Para vocês que ficam olhando para um passado que não viveram e suspiram murmurando “antigamente era melhor” não fazem a menor ideia do que era esse “antigamente”. No início do século XX, a expectativa de vida era menos de 50 anos, graças à média que era influenciada pela altíssima mortalidade infantil. Hoje, reduzimos muito disso. As vacinas nos deram capacidade de erradicar doenças (que estão ressurgindo graças aos miseráveis anti-vaxxers). Acabamos com muitas doenças e estamos garantindo viver mais e melhor. Continuar lendo “As causas de mortes ao longo dos 100 anos”

Médica deixou de atender filho de vereadora PT. Isso é ético?

Vai a resposta curta: Sim, é. Mas como assim? Médico não pode se recusar a atender paciente. Pode? Poder, pode, mas nem sempre. Não é simples e isso ontem me levou a uma conversa com quem mais entende disso: um médico.

Obviamente, você esta indignado, e eu não tiro a sua razão. Mas diferente de comentarista de portais, eu ouço o outro lado e procuro saber mais. Imagino que vocês que me leem também querem saber mais. Não é isso que diz bem aqui em cima do site? Você quer saber mais e vai saber mais. Ou dê Alt+F4, mas não pense que seus comentários serão aprovados.

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Milagre faz menino de 6 anos ter braço reimplantado

Em julho desse ano, o destino estava de mau-humor e resolveu soltar sua frustração por não ter ganho presente de dia dos namorados numa família. Por causa de um acidente de carro, o menino Mateus Ramos Monteiro, de apenas 6 anos, encontrou com a dor profunda de perder o braço direito. Em algum vídeo babaca do YouTube, ele aprenderia uma lição de vida e humildade, uma lição que ele divulgaria a todas as pessoas ao longo de toda sua existência em que as pessoas deveriam se conformar com o que lhes aparecessem no decorrer da vida, aceitando o destino como ele é.

Mas a história foi diferente. Um grupo de anjos disse “Não sob a nossa vigilância!”

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Grandes Nomes da Ciência: Agnodice

A mulher em dores excruciantes adentra o hospital… o que poderia se chamar de hospital aquele açougue. Sem suturas, sem instrumentos cortantes decentes, sem esterilização, sem antisséptico. Aquilo era o Inferno na Terra. Não, não estamos falando do Brasil. A mulher em trabalho de parto estava recusando qualquer tentativa de socorro. Ela só queria ser atendida por uma pessoa. Não uma pessoa qualquer, mas uma figura lendária. Tão lendária que nem sabemos com certeza se existiu. Tão lendária que a história acima descrita pode nem ter ocorrido. Mas o nome da pessoa ainda permeia a História.

O nome dessa mulher era Agnodice.

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O fantasma da poliomielite que assombra médicos

Quando eu era menino, tinha um garoto em nossa vizinhança que tinha problemas nas pernas. Eu não sabia o que era. Muitas outras crianças se afastavam dele, mostrando que preconceitos existem em todas as eras e em todas elas, isso é um dos maiores crimes que se pode cometer. Depois, eu soube o que era. O menino sofria do bárbaro ataque de um vírus, o poliovírus, mostrando o quanto a Natureza se preocupa com a gente. Eu tinha aprendido no colégio que a pólio era combatida através de vacinação, mas parece que aquele menino não tinha sido vacinado.

A vacina que se emprega hoje é a que foi inventada pelo polonês (que na época do seu nascimento, sua terra natal era território da  União Soviética) naturalizado americano Albert Sabin, apesar da primeira vacina ter sido inventada por Jonas Salk. Tanto um como outro renunciaram às patentes de suas respectivas vacinas para que elas pudessem ter fácil acesso a um preço barato a todas as crianças.

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Médicos costumam não ter paciência com pacientes obesos

Vida de gordo não é fácil. No ônibus é aquele aperta-aperta. Vida pior só de quem está no ônibus cheio junto com um chupetão de baleia, rolha de poço, pudim de banha, pneu de trator, free willy e outros nomes não muito elogiosos que destinam a pessoas obesas. Para piorar a situação, ua pesquisa feita com médicos revelou que os facultativos insistem em duas coisas: não estabelecer bons relacionamentos emocionais com pacientes com sobrepeso e ir procurar no dicionário que diabo de facultativo é esse.

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ClickClinica: Monitore doenças via iTreco

Aplicativos médicos abundam na App Store. Não necessariamente sobre a região glútea. Vendo a necessidade que muitos médicos nos cafundó do Judas precisam de uma consulta rápida sobre os males que estão aparecendo e ceifarão a humanidade em 21 de dezembro (isso se a praga de gafanhotos e rios se transformando em sangue não chegarem primeiro), pesquisadores da Universidade de Liverpool lançaram o ClickClinica, um aplicativo gratuito para médicos. Ela reúne orientações vinculativas para lidar com questões de saúde, a partir de organismos como a Organização Mundial de Saúde (OMS), por exemplo.

Pronto, hipocondríacos, corram pra app store!

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