De onde vem a bússola natural de certos bichos?

Pombos-correio são usados há séculos. Sua capacidade de sempre encontrr o caminho de casa assombra muita gente. Alguns dizem que é muita esperteza, mas não é bem isso É uma questão de biologia. Eu já tinha escrito sobre como identificar células magnéticas em aves e peixes, as verdadeiras células que levam os pombinhos pra casa, ou entregar celulares na prisão.

Sabe-se que as células no interior do cérebro dos bichos lhes “dizem” como encontrar o norte. Mas como isso ocorre?

O dr. Can Xie trabalha no Laboratório de Biofísica Molecular da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Pequim, na China, para depois do trabalho (dizem) ir empacotar nossas encomendas da Deal Extreme.

Just kidding. Ele apenas atende pelo telefone, usando onome de “Chelsea”.

Nas palavras dele (com um inglês sofrível), seu laboratório estuda o mecanismo molecular de magnetorecepção e navegação em animais e… bem, o resto é blábláblá. Espero que ele seja melhor biólogo que contratante de estagiário redator, porque vou te contar, viu?

Os colaboradores do dr. Xie (que não necessariamente trabalham na Foxconn) encontraram uma proteína naquelas chatíssimas moscas de frutas, assim como em borboletas e pombos que os acreditam ser a responsável por esse “sentido magnético”. Essa proteína é um criptocroma, uma classe de flavoproteínas que são sensíveis à luz azul. Essa classe de proteínas é encontrada em plantas e animais, e está diretamente envolvida nos ritmos circadianos. Além disso, são sensíveis a campos magnéticos, trabalhando diretamente com o gene magR.

Xie e seus colaboradores descobriram que o gene em questão e as criptocromas formam uma espécie de cilindro, com um recheio de 20 moléculas do gene rodeado por 10 criptocromas. Agora, os pesquisadores estão isolando isso e identificando sua atuação em pombos e até em borboletas monarca. Os pesquisadores sabem o que está envolvido no processo. Ok, legal. Só que o mecanismo desse processo ainda não é conhecido. Ainda, mas quem disse que as coisas são rápidas?

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Materials.

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