Nova técnica identifica células magnéticas em aves e peixes

Você é fã do Dick Vigarista e pretende pegar aquele maldito pombo Doodle. Raios, mil vezes raios! O miserável não erra o caminho e por mais que você solte aquela sacola de penas a milhares de quilômetros de casa, e ele vai voar através dos mares, florestas, desertos ou o que for, até chegar em casa, voando depressa e levando esta carta para o meu amor. Eles são muito eficientes em levar mensagens, ganhando até mesmo de envios por e-mail (não, não estou inventando).

Como ele consegue esta proeza? Através de células magnetorreceptoras, que guia o amiguinho emplumado para seu destino, usando como guia o próprio campo magnétco terrestre. E se você ainda não sabe como achar estas células, tire a cabeça de dentro da roupa e preste atenção, seu palerma!

Seja um pombo-correio, que é da mesma espécie que os pombos-bombardeiros que miram no seu carro, seja um tubarão, raias e até mesmo em morcegos. Também foram encontrados vestígios dessa capacidade em vacas, veados e outros animais de duplo sentido. Aves migratórias usam esta capacidade de ir de um lado para o outro durante a mudança das estações e se me permitem um adendo, eu sempre achei estranho das aves daqui viajarem para o norte no inverno, quando sabemos pelo desenho do Pica-Pau que elas só voam para o sul nesta época.

O campo magnético do planeta varia em regiões próximas à superfície, e os animais com células magnetorreceptoras são capazes de detectar estas flutuações. Agora, os cientistas identificaram este conjunto de células cerebrais que permitem os pombos interpretarem esses campos magnéticos.

O dr. Stephan Eder do Departamento de Geofísica e Ciências da Terra e Meio-Ambiente da Universidade Ludwig-Maximilians, em Munique, Alemanha, desenvolveu uma técnica para estudar o sensoriamento magnético de alguns animais. Como tudo na vida, a experiência mais simples (ou quase) dá sempre excelentes resultados. Eder simplesmente colocou ímãs girando ao redor de um punhado de células e as observou no microscópio. Se você foi criança algum dia, sabe que ficar sacudindo um ímã pra lá e pra cá perto de outro, faz o segundo ímã chegar perto ou se afastar. Parabéns, isso é praticamente um motor elétrico.

Eder resolveu testar essa ideia, colocando o tecido do nariz de uma truta dentro do que ele (o cientista e não o peixe) chamou de "magnetoscópio" – um microscópio rodeado por bobinas magnéticas (e ele provavelmente não sabia que já existe um aparelho com este nome). Essas bobinas produziram um campo de rotação lento, e Eder observou que 1 em cada 10.000 células começaram a girar. A pesquisa foi publicada na PNAS.


Pra mim, parece que estão dançando quadrilha.

Essas células são fortemente magnéticas, só que são difíceis de serem encontradas, dada a sua baixa quantidade. Mesmo porque, com um grande número de células magnéticas, elas estariam se atraindo e repelindo mutuamente e pouco adiantaria como sistema de navegação.

O método também mostra o quanto essas células são sensíveis a campos magnéticos; e agora a equipe está pensando em direcionar esta técnica no estudo de outras partes de peixes e aves. Enquanto não aprendemos mais sobre como nossos amiguinhos emplumados usam seu sistema de voo, ficamos na dependência do Klunk em projetar novas aeronaves afim de pegar aquele bláragdifinktarbuuu pombo!

3 comentários em “Nova técnica identifica células magnéticas em aves e peixes

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