Quando, onde e como os insetos dominaram o mundo?

Grandes Nomes da Ciência: Iberê Thenório
Para Tribunal de Justiça do RJ, juízes são deuses

Sua arrogância o faz pensar que o Homo sapiens é a espécie mais bem sucedida do planeta? Bem, sim e não. Mas dependemos muito de nossa tecnologia ou já teríamos indo pro saco. Enquanto espécie, somos bem ridículos. Já os artrópodes, enquanto filo, são muito mais bem sucedidos, adaptados, com uma armadura natural digna do Homem-de-Ferro, mas no máximo seria um herói de queratina (e não, gente. Homem-Formiga é ridículo. É o Aquaman da Marvel!)

Entre os artrópodes, a classe Insecta está aí, feliz da vida, desde milênios, ou melhor, milhões de anos! O número de espécies fica entre 800 mil e 1 milhão, o que dá cerca de 80% de TODAS as espécies viventes no planeta. Mas fica a pergunta: Quando e como os insetos chegaram a este espalhamento por sobre a face da Terra? É o que mais de 100 cientistas em todo o planeta procuram responder.

Laboratórios de ponta usam a mais moderna tecnologia em sequenciamento de DNA, chamado High-Throughput Sequencing. E é essa tecnologia que os pesquisadores Bernhard Misof do Museu de Pesquisa Zoológica Alexander Koenig, na Alemanha, Xin Zhou do National GeneBank, na China, e Karl Kjer da Universidade de Rutgers, EUA, estão usando. Os referidos pesquisadores montaram um grupo chamado 1K Insect Transcriptoma Evolution (Evolução de Transcriptoma de Mil Insetos), formando a siga 1KITE.

Transcriptoma é algum código secreto dos illuminatis?

Sim, e não. Se você acha que é algum segredo escondido que o ajudará a dominar o mundo, esqueça. Se você acha que é um segredo que esconde os mistérios da vida, está absolutamente certo. Um transcriptoma é o conjunto completo de transcritos, isto é, uma coleção de RNA presentes em uma célula em um dado momento. Isso inclui RNA mensageiros, ribossômicos, transportadores e microRNA. Em outras palavras, o transcriptoma é o reflexo direto dos genes expressos.

*Sim, gente. Eu simplifiquei!

O levantamento de todos esses dados será usado para montar um um inventário de acesso aberto de transcriptomas para todas essas 1.000 espécies de insetos. Dessa forma, o banco de dados formado será usado para responder a perguntas sobre como os insetos evoluíram para essa incrível diversidade de tamanhos, tipos e formas que vemos hoje, e também tem aplicações na medicina, agricultura, ecologia e conservação.

Se você é afoito e gostaria de ter acesso às sequências, basta fazer a solicitação com antecedência. Se você está realmente interessado em usar esses dados, entre em contato com o pessoal pelo formulário adequado, onde você verá algumas pequenas condições, e sendo você um pesquisador, não achará nada demais.

Mas temos alguns probleminhas aí. Para entendermos essa evolução (vocês sabem… aquilo que não existe, segundo fundamentalistas que crêem que a Terra tem apenas 6 mil anos) , é preciso estudar antigos fósseis, e arrumar um fóssil decente é difícil. Novas pesquisas utilizam estimativas de tempo com base em evidências geológicas a partir de fósseis em combinação com tempo estimado de divergência com base em evidência molecular. Isso às vezes é chamado de um relógio molecular, uma vez que utiliza mudanças no DNA acumulado dizer quanto tempo passou.

Por isso o trabalho do 1KITE é importante. Examinando detidamente os transcriptomas da bicharada, é possível montar um calendário evolutivo de quando apareceu o quê em termos de RNA. Mais uma vez, temos um problema: a quantidade de informação gerada, e é por isso que computadores decentes (tipo, algo um tiquinho de nada melhor que o meu), capazes de destroçar essa maçaroca de dados e transformá-los em informações que possam ser inteligíveis para os pesquisadores.

A pesquisa foi publicada no periódico Science, mas nem de perto chegou ao fim.

A Biologia deixou de usar apenas lentes e microscópios. Hoje, a bioinformática usa pesados computadores para simulação e processamento de dados. É o mundo de hipercomputadores e especialistas em informática entrando em campo, visitando lugares no interior de células, em níveis microscópios que Charles Darwin jamais sonharia.

Mas, claro, nada disso é verdade. É tudo uma questão para nos desvirtuarmos das santas palavra do Deus Todo-Poderoso, já que Evolução não existe e RNA foi uma criação de Satã para que semeie-se a dúvida em nossos corações.

Grandes Nomes da Ciência: Iberê Thenório
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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας