Descobertos vestígios de antiga civilização em Atacama

O deserto de Atacama é um dos lugares mais secos da Terra. Ele está na América do Sul e seu território passa pelo Peru, Bolívia, Argentina e Chile. Normalmente, as pessoas, logo que ouvem "Peru", pensam em Macchu Picchu, aves galiformes ou anatomia masculina. Não é um país rico e, por causa disso, a vida lá é dura; entretanto, a arqueologia lá encontra coisas maravilhosas e não estamos falando dos edifícios, mas de outra civilização. Uma comunidade agrícola parece ter vivido lá pelas bandas do Atacama, entre os séculos IV e VII da Era Comum.

Quem eram e o que faziam por ali? É o que cientistas procuram entender.

O dr. Józef Szykulski é pesquisador do Departamento de Arqueologia da Idade da Pedra, da Universidade Wroc?awski, na Polônia. Ele estuda tudo o que apareceu antes da Escrita e de povos totalmente analfabetos, já que não tinha como alguém ser alfabetizado antes da invenção do alfabeto. Claro, isso serve para estudar muitos dos meus alunos, também. No ano passado, Józef – depois de ter ido ao oftalmologista e ter visto o nome do seu cunhado naquele quadro em que você fica tentando ler letrinhas microscópicas ao som do "tá melhor? E este?"– descobriu um assentamento na A cidade de Huarmey, capital da província de Huarmey, que fica na região de Ancash, no Peru. Este lugarzinho legal aqui embaixo:

Fofo, não? O assentamento pertence a uma comunidade agrícola antes da expansão da civilização Tiwanaku, tendo sido localizado próximo ao El Castillo Huarmey, um sítio arqueológico situado nos subúrbios da cidade de Huarmey, se tratando de uma pirâmide feita de adobe (o tijolo e não a produtora de softwares gráficos).

No assentamento estudado pelo dr. Jozéf, foram encontrados mais de 150 sepulturas, diretamente na areia desolada, sem nenhuma marca superficial. Graças ao clima seco da região, as sepulturas se mantiveram intactas (ou o mais próximo disso para algo com cerca de 1600 anos).

Nos túmulos, os arqueólogos encontraram objetos, incluindo cocares feitos com lã de camelídeos, que podem ter sido usados como capacetes. Alguns dos corpos estavam envoltos em esteiras, outros em mortalhas de algodão, e outros ainda enrolados em redes, o que significa que a pescaria era muito comum naquele tempo e naquela região. Somando-se a isso, foram encontrados tecidos ricamente decorados e joias feitas de cobre e uma liga de ouro e cobre conhecida como tumbaga.

Ainda se sabe muito pouco sobre o povo encontrado. Não se sabe o que eles acreditavam, sua comunicação, relações com outros grupos humanos. É o alvorecer de uma nova pesquisa, uma nova sociedade. Podem não dar em algo tão maravilhoso como as pirâmides de Gizé, mas ninguém disse que tudo tinha que ser faraônico daquele jeito (desculpem, não resisti). O maior tesouro, a maior magnificência, é saber mais sobre algo que se ignorava até então.


Fonte: Science and Scholarship in Poland

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s