Antigos mortos contam histórias antes do Egito ser o Egito

Todo mundo adora o Egito. Egito é uma espécie de T-Rex entre as civilizações. Não que todos os dinossauros fossem gigantões como o T-Rex, da mesma maneira que o Egito não era o único império fodão em seu tempo. Mas ainda assim mexe com nossa imaginação. Por isso, cada descoberta no Egito é divulgada com pompa, como foi o caso das 110 tumbas localizadas no Delta do Nilo, contendo os restos mortais de adultos e crianças que datam de cerca de 5.000 anos. Continuar lendo “Antigos mortos contam histórias antes do Egito ser o Egito”

Uma Homérica Automação

Estamos investigando a automação, quando surgiu e porque surgiu. Surgiu porque somos preguiçosos, mas, mais do que isso, ela se disseminou em muitas obras e algumas delas eram apenas narrativas heróicas, Antes de enveredar para isso, entretanto, primeiro de tudo, precisamos saber que diabos é isso de automação.

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Automação: O Início

O ser humano é preguiçoso por natureza. Se não fôssemos, não teríamos inventado ferramentas e tecnologia. Um dos problemas dos índios é que, tendo tudo à mão, eles não tinham motivo para desenvolver tecnologia; mesmo porque, se você tem água em abundância, não precisa fazer aquedutos, se tem comida ao alcance da mão, não precisa desenvolver armadilhas para capturar peixes ou crustáceos. Se está num clima temperado, não precisa se preocupar com abrigos e proteção contra frio ou calor extremos. Sem necessidade, não há a busca por facilitar a sua vida, posto que ela é fácil, já. Este é o argumento principal de Armas, germes e aço, do Jared Diamond. Continuar lendo “Automação: O Início”

O Google Maps de uma tumba

Este garotão aí de cima é nosso amigo Amun-her-khepeshef (normalmente, vem um “C” depois, porque teve outros Amun-her-khepeshefs antes). Ele foi rei que mandou e desmandou no Egito por oito anos e dois meses, pertencente à 20ª Dinastia, o que nos situa em mais ou menos final do século XII A.E.C., uns 6 mil anos antes do surgimento do mundo, para o caso de você ser fundamentalista. Continuar lendo “O Google Maps de uma tumba”

Um passeio noturno pela Terra

A Terra é fascinante. Mesmo na escuridão do Espaço, fora da esfuziante luz Solar. Ainda assim a Terra é mágica, pois ela traz a marca de nossa civilização, a marca de nossas pegadas, a marca de nossa história. As luzes de nossas cidades, nossas construções, daquela lampadazinha que ilumina a rua pela qual andamos para voltarmos em segurança é uma marca que nós estamos aqui.

O vídeo a seguir demonstra isso. Mostra como é a nossa maravilhosa Terra no negrume da noite, com luzes iluminando nossa existência.

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O último suspiro de Júlio César e a fabulosa ruína onde ocorreu

Et tu, Brute?” Esta infame frase foi a última coisa que Caio Júlio César teria proferido a Marco Bruto, quando este lhe passou o rodo, digo, a faca. Mas não, César efetivamente não disse isso. Esta frase é famosa, mas quem pôs na boca de César (isso soou esquisito) foi Shakespeare, na peça Júlio César, ato III, cena 2. O mais provável que César deva ter dito é “AOUCH!!!” ou, o que eu mais gosto (se Shakespeare pode inventar, eu também posso) é “AI, PORRA!” <vira-se> “Brutus seu…” <outras facadas>. Ah, sim. O historiador Suetônio disse que testemunhas afirmaram que as últimas palavras de César, proferidas em grego, foram “Até você, criança?”,e foi daí que Shakespeare tirou a sua frase, mas o mesmo Suetônio não deu crédito a isso.

O local onde Júlio César recebeu a visita de Leto, a personificação da Morte, é um ponto turístico e, ironicamente, foi graças a Mussolini que mandou resgatar geral e desenterrar a Antiga Roma, afastando todas as modernidades para um canto. Não, o líder fascista não tinha amor pela História, nem venerava a cultura dos antepassados. Ele era apenas um pulha que queria amarrar o antigo Império Romano ao seu governo, praticamente se posando como César (lembrando que larga maioria deles não teve um final muito legal, o mesmo acontecendo com o Duce).

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Descobertas evidências mais antigas do uso de animais de tração

A primeira das grandes inovações tecnológicas foi a roda. Sem a roda, não teríamos saído do lugar, pouco nos aventurando pelas cercanias. Uma coisa é você sair pra dar um rolé. Outra é ter que ir buscar coisas e como todos os homens sabemos, o lance é fazer uma viagem só de ida e volta. A domesticação do gado foi crucial para isso. Não só para as deliciosas vaquinhas nos darem leite pra fazer manteiga como a maravilhosa picanha nossa de cada dia, mas também para o gado bovino servir como animal de tração.

Os egípcios, há uns 4000 anos, já usavam animais de tração, o que não significa muito já que a estimativa de início do uso de força animal estava sendo estipulada como sendo em torno de 6 mil anos, mas parece que não é bem assim, pois pesquisadores encontraram vestígios mais antigos.

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A queda de Angkor por causa de um copo d’água

Angkor é uma maravilha sem igual. Não que as outroas maravilhas sem-igual sejam melhores ou piores que Angkor. Angkor é simplesmente diferente. Seu nome em sânscrito significa “cidade”, apenas, mas Angkr, como um todo, significa muito mais que isso. Foi a primeir acidade fundada pelo Império Khmer, que floresceu entre os séculos IX e XV, na região que hoje está compreendido o Camboja, Tailândia, Laos e parte do Vietnã. O Khmer acabou forjando uma miríade cultural, tendo Angkor a sua capital, que na época era a maior cidade do mundo, enquanto a Europa ainda estava na Idade Média. Assim como floresceu, Angkor teve o seu declinio, quando a população simplesmente migrou no século XV para o que hoje é a cidade Phnom Penh, conhecida como a “Pérola da Ásia” na década de 1920.

Até hoje, ninguém chegou a um acordo de como ou por que este êxodo começou. Todo mundo tem um palpite, mas é basicamente palpite, mesmo. Agora, uma pesquisa recente proura dar uma explicação para o que aconteceu: o abastecimento de água ficou sobrecarregado.

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Ossos são excelentes para adagas, confirma pesquisa. Seu cunhado tem um para doar?

Papua Nova Guiné é um lugar exótico. Por “exótico” é algo tão longe e esquisito que imaginamos mil cenários; quase todos fantasiosos. Lá poderia ser até Wakanda, mas sem o Vibranium. Só que não é bem assim. Papua Nova Guiné não fica na África, mas na Oceania e é praticamente um monte de ilhas juntas. Aquele lugar é um caldeirão cultural há séculos, com mais de 800 línguas diferentes e uma população de cerca de 7 milhões de habitantes. É praticamente um Rio de Janeiro sem as favelas (não que o país seja muito melhor que isso).

Papua Nova Guiné ainda tem muitos aborígenes, semelhantes aos aborígenes australianos. Alguns deles pertence à tribo Korowai que, por sinal, antropófaga. E por falar em antropofagia, sabe essa imagem que abre o artigo? Pois é, são adagas. Adagas feitas com ossos humanos.

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Encontradas evidências da invasão de Grã-Bretanha por Júlio César

Caio Júlio César é um ícone na História. Suas campanhas militares são lendárias e dignas de virar filme, e eu ainda não entendi por que não o fizeram. Mestre na arte militar e política, ele acabou se tornando Pretor Máximo ou Ditador. Naquele tempo, o termo “ditador” tinha outra conotação. O Ditactor era uma espécie de guardião romano para restabelecer a paz e manter a ordem geral. Tudo bem que dali ele aproveitou se tornando Cônsul de Roma e, por fim, Imperador (se bem que o título de imperador, mesmo, foi dado a Otávio Otaviano, que subiu ao poder com o título Augusto César). Seus feitos militares foram escritos pelo próprio César, mas nem se pode dizer que ele saiu mentindo. Outras fontes como Salústio, Suetônio, Plutarco, Tácito e Cícero confirmam muito do que ele disse, além de citar outros feitos exceto a parte do “Até tu, Brutus?”. Isso foi invenção de Shakespeare)

Em 55 AEC, Júlio César, ainda general, invadiu o que era conhecida pelos gregos como Ilhas Cassiteritas (tinha este nome por causa da grande quantidade de estanho, que era usado para produzir o tão necessário bronze). Só que Roma não curtia muito este nome e chamou o local de Britannia, e que hoje é o sul da Inglaterra. Há muitos relatos sobre a façanha, mas não um registro arqueológico sobre o ocorrido.

Ou não tinha.

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