Deixe-me correr para corrigir o erro do título. Eu estava vendo a listagem de cabeça pra baixo. Mal aí, gente! Mais uma vez, nós mostramos a que viemos: sermos chacota no cenário mundial, mas parece que ninguém se importa. Por que alguém se importaria? Tal aconteceria se Educação fosse algo mais prioritário que verificar se acabou a lata de leite condensado.
Entra ano, sai ano e é sempre a mesma palhaçada de sempre, com políticos vociferando a importância do cenário educacional (totalmente falido por aqui), mas sempre sendo o mais do mesmo. A população, a bem da verdade, pouco se dá se as êmulas claudicam ou que os professores sejam acicatados (não há o verbo "ciclatar" no VOLP).
É puramente vergonhoso o nível que estamos e mais vergonhoso ainda é que isso já não me é mais novidade. Não vejo mudanças no cenário daqui pra frente, estamos estagnados no ponto onde chafurdamos no lodaçal da ignorância, restando locupletarmo-nos em não piorar… mas vai, podem ter certeza. Fiquem de pé. Inclinem-se para frente. Estão vendo o abismo? É para o fundo que vamos. Não adianta choro, toalha, meia gravada com o nome da distinta e dane-se as letras de sambas antigos.
Abaixo, vemos a listagem do ranking global de Educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. As informações são da BBC (ela é Imprensa Golpista?)
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O próprio Economist fez um comentário nada lisonjeiro que a população paga impostos do nível da Europa e recebe um sistema educacional semelhante ao da África. Shooooooooooooowzaço! Somos bons naquilo que interessa: extorquir a população de seu rico dinheirinho, já que dinheiro é coisa de burguês e devemos privar os cidadãos brasileiros deste grande mal.
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Cadê os babacas dizendo que a Educação aqui é uma das melhores, porque alguns alunos ganharam torneios internacionais de Olimpíadas disso e daquilo?
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Em 2005, a Veja (agora sim! IMPRENSA GOLPIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIISTAAAAA!!) trouxe a matéria "7 Lições da Coreia para o Brasil". São elas:
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1) Não será feito. A Universidade parece artigo de luxo. Um ideal a ser conquistado, pouco importando o que acontecerá depois de formado ou durante o curso.
2) Nah, nah. Meritocracia é algo feio e coisa que psicopedarretardadas odeiam. O lance é premiar alunos sem a menor condição de estar numa faculdade, pois foi aprovado pelo regime de Aprovação Automática, mal sabendo escrever o próprio nome. Se bem que isso não impede de ser eleito para um cargo público.
3) HAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAHA
4) Ciência & Tecnologia nunca foi prioridade aqui no Brasil. O lance é discutir as vicissitudes da vida pós-moderna, numa confluente abordagem do cotidiano e reflexões sintomáticas do porquê a pessoa lhe assalta, já que você está ostentando seu vale transporte e anda de trem lotado.
5) Com nossos sistemas de extorsão, digo, investimento, fica difícil alguém querer desenvolver algo aqui. Steve Jobs disse com todas as letras que a carga tributária do Brasil é maluca e anti-competitiva.
6) HAHAHAHAHAHUAHUSAHUSAHUSAHUSAHUSAHSIAHAHAAUASHUSAHUHAHAHAH
AU… COF… COF… COF… AAAAAAAHHHHHHSUHAUHAHUAHAUHS
7) Pai paga colégio caro para que este tome conta de tudo. A maioria não está nem aí.
O 8º item deveria ser extinção das faculdades de Pedagogia, declarando a profissão como "fora-da-lei". Mas num país onde Homeopatia e Astrologia são profissões reconhecidas (desculpe, Lealcy, mas a área de TI não é), por que Pedagogia não seria?
Aliás, na própria Veja desta semana, em artigo da Monica Weinberg, somos apresentados a professores que são verdadeiras estrelas. Não porque são aquela escória que fazem palhaçada em cursinhos, e sim porque ensinam pra valer e o vestibular para aquelas bandas não é o lixo que temos aqui e o ENEM seria algo que uma criança coreana de maternal riria de tão idiota que a prova é. Infelizmente, não está disponível online e nem tive tempo para escaneá-la. Então, professor, vá numa banca e compre um exemplar (e chore copiosamente depois).
Mas há um porém. Será que essa pressão toda em cima dos estudantes é necessária? No caso da China, por exemplo, não vejo muita saída a não ser espremer as crianças desde cedo. Caminhando para quase 2 bilhões de habitantes, não há vagas para atender a todos eles, e a saída é sair cortando por cima, coisa que no Brasil do Coitadismo, isso magoaria as criancinhas. Por lá, eles sabem que estão em constante competitividade e não há mercado de trabalho para todos, onde os perdedores acabaram indo trabalhar numa Foxxcon da vida ou embalando meus trecos de 2 dólares da DealExtreme.
No Brasil, não há nada, nem uma simples cobrança ou questionamento que coloque governos e prefeituras contra a parede, pois o município do Rio de Janeiro é a cidade que mais possui escolas municipais no mundo. Já era para termos erradicado (ou algo bem perto disso) o analfabetismo, mas enquanto mascara-se resultados, engana-se a todos separando em analfabeto, analfabeto funcional, lê mas não escreve, escreve deus-sabe-como, ele é tão lindinho que não pode ser analfabeto, que mané analfabeto o que! eu sei desenhar meu nome… e assim por diante.
O ranking mostra a realidade que todos nós conhecemos mas fingimos não ser conosco. Não fará diferença, as pessoas lerão isso aqui e correrão para a TV pois estará na hora da novela. O fato é que somos um país de iletrados, onde muitas e muitas vezes alguém chega aqui e mal entende o que coloquei nos artigos, ou só lê a primeira linha, ou lê, não entende e já parte pro xingamento.
Parabéns a todos os envolvidos.

As universidades até se adaptaram a pobreza da educação média e primária, fazendo com que os alunos percam quase um semestre inteiro reaprendendo coisas que deveriam ter aprendido na escola.
Sobre o comentário do Steve Jobs, a HTC saiu do Brasil por esse mesmíssimo motivo, e a Amazon está tendo dificuldades para aportar aqui também por causa da tributação confusa e burocrática.
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André, o que mata é que a própria educação brasileira é alienada. Os principais intelectuais dessa só sabem falar de emancipação, ser ontológico-histórico, politecnia e outros jargões do século XIX e começo do XX.
Estou fazendo uma pós em Educação Profissional e Tecnológica em um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e o que mais vejo é esse discurso marxista vulgar. Os textos são todos de “marxistas” educacionais, tudo mero discurso e o uso de dados/fatos passa longe, junto com a argumentação.
O besteirol é tão elevado, que quando escrevi que o objetivo primeiro da Educação Profissional é formar profissionais e para o mercado de trabalho, a tutora (formada em pedagogia :roll: ) solta todo aquele discurso de formar pessoas cidadãs e salvá-las da cruel exploração capitalista. Resumindo: Educação Profissional não é para formar profissionais e nem para o mercado! Brasil-sil-sil.
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Sua tutora trabalha de graça, ou dá metade do salário para a causa do proletariado? Anda de trem? Tem uma casinha humilde num bairro de classe D?
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@André,
Até pensei em perguntar algo do tipo, mas como sou formado em ciências sociais já sei a resposta que ela daria.
Como não queria bater palma para maluco dançar, deixei o assunto morrer e pronto.
[Meio-OFF] André, você tem alguma opinião sobre Cláudia Costin, secretária municipal do RJ? Li sobre ela nos posts de 26/11 e 27/11 do blog do Schwartzman, e ao que me parece, essa secretária vai na contramão do discurso besteirol dominante na educação brasileira. Pergunto, por você ser do RJ e também por não ser um bitolado-marxista-educacional.
Blog do Schwartzman: http://www.schwartzman.org.br/sitesimon/
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Digamos assim: o sistema educacional do município continua a mesma merda.
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Pior foi discutir ontem com um cara que disse que o Brasil foi o que mais publicou artigos científicos e que tem bolsa sobrando… Bom, eu peguei seus textos sobre o Butantan, da Neurologista De Plantão e alguns antigos sobre o PNAS e que estavam financiando Homeopatia para vacas… Ele não respondeu, e ainda disse que o blog estava errado. Eu joguei no Google, mas não achei muita coisa sobre isso, só notícias de dois anos atrás – será que ele ainda está em 2010?
André, confere essa coisa que o país foi o que mais publicou artigos? Quão científico eram eles?
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Brasil? Primeiro em volume de artigos científicos? QUÁ QUÁ QUÁ QUÁ
http://www.guardian.co.uk/science/2011/mar/28/china-us-publisher-scientific-papers
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Aprovação Automática e sistema cotas também,afinal é só dar uma canetada e por o sujeito na faculdade,melhorar o sistema dá muito trabalho!
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@Altair5, leiâ-se: sistema de cotas.
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9) Excluir as matérias inúteis do horário de aula (cá comigo, sociologia, filosofia e religião).
É muita bobagem para aprender em uma semana só. Enquanto chega o final do ano – e época das provas finais -, tenho que perder meu tempo falando sobre pluralidade cultural no Brasil e outras masturbações mentais. :???:
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@Guilherme H,
Não sei que filosofia você vem aprendendo, mas filosofia não é inútil. Nossa ciência tem origem filosófica e ainda são discutidos muitos temas que não possuem solução nem pela ciência.
Pode ser que você esteja lendo Adorno, Derrida, Foucault, Kristeva, Zizek e essas porcarias.
Mas tente abrir um livro de Bertrand Russell, John Searle ou Daniel Dennett para ver se filosofia é inútil
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@Guilherme H,
Mas tem de ver o que é útil na sua concepção.
Útil é o que pode ser aplicado no processo produtivo e nas transações comerciais? Se for, então sinto lhe informar, mas você está morto do pescoço para cima. Se os grandes físicos fossem pensar apenas no que é útilo do ponto de vista da produção de mercadorias, então garanto que muita coisa deixaria de ser descoberta.
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4. Investir em polos universitários voltados para a área tecnológica
http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/09/brasil-quer-ser-o-3-mercado-mundial-em.html
Quero estar nesse tal 2022 pra ver isso.
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@André, esse pessoal de “esquerda” metido a ativista com seu pensamento sectário na linha marxista são uma piada por si só pelos seus argumentos fáceis de desconstruir.
Esse pessoalzinho tem força no “apelo a emoção”, sendo que o ataque frontal por meio da estigmatização não é uma boa estratégia.
Pelo menos, acho menos pior lidar com essa turma do que com a minha mãe, que é uma verdadeira pedra no sapato.
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@Marciel,
O que o Marx tem a ver com isso? Você já o leu para criticar?
Marx não é pós moderno e tampouco concordaria com o que se faz aqui no Brasil em matéria de ciência. Pelo contrário, ele era um grande apoiador do progresso científico. Não confuda Marx com marxistas.
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Nessa eleição que passou, meu pai foi candidato a prefeito aqui na cidade. A educação juntamente com a saúde foi uma das coisas que mais tinhamos propostas. Dentre as propostas apresentadas na campanha, estavam:
Equiparação salarial com os professores da rede estadual, instituindo um plano de cargos e salários.
Recuperação paralela (fora do horário das aulas, como se fosse aula de reforço).
Aumentar a qualidade da merenda.
Feira de ciências com competições entre alunos e escolas e premiações para os melhores.
Aplicação integral das verbas do FUNDEB.
Implantar no ensino fundamental e médio, o programa de Educação Profissional, dirigido aos adolescentes com idade entre 11 e 17 anos.
Instituição do tempo integral na Rede de Ensino Fundamental do Município.
Programa pequeno cientista: construção de laboratórios nas escolas municipais e capacitação do professor para poder realizar aulas nos mesmos e assim incentivar a ciência e o surgimento de cientistas.
Implantar o Programa Pais na Escola, que visa à conscientização dos pais no acompanhamento do desempenho escolar dos filhos, promovendo a aproximação dos pais com a escola, através de palestras regulares, reuniões, acesso dos pais às informações do filho pela internet, recebimento de torpedos SMS com informações importantes do aluno e eventos da escola, criando assim o hábito de “preocupação” com o ensino dos filhos.
Mas a população daqui preferiu reeleger o prefeito, pois ele fez shows de graça, construiu um viaduto muito bonito ( que custou mais de 18 milhões e não serviu pra nada) e deixou o centro da cidade bonito enquanto a educação aqui continua uma merda. Fazer o que né!?
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@Breno Bernardes,
Cê tá falando do Maluf?? hauhau Brincadeira, mas a carapuça serviria.
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Apesar da Economist e da Veja serem publicações neoliberais, concordo no que diz respeito aos impostos.
Mas veja bem. No Brasil, os que pagam muitos impostos são os assalariados. Os ricos que vivem de renda ou são donos de grandes empresas quase não pagam impostos (relativamente a seus ganhos)
Um pobre gasta 40% de seu salário em impostos. Um rico não gasta nem 5% de suas rendas.
O problema do Brasil é que quem menos pode, mais dá
E sim. Pobres pagam impostos europeus e recebem serviços africanos.
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Ahh sim. Conheço um cara que pode ser chamado de analfabeto funcional e conseguiu emprego de analista numa multinacional. Sim, ANALFABETO FUNCIONAL. Mas é isso aí… Não sei o quanto o privado é melhor do que o público nesse país.
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Este artigo só mostra mais uma vez como o Brasil é o país dos ignorantes,o brasileiro não se preocupa com a Educação pois não há vê como uma chave de saída para o desenvolvimento econômico e social.E por causa disto o Brasil irá continuar durante muito tempo sendo ignorante,e não alcançando nenhum patamar importante nas pesquisas sobre Educação.Caso não haja uma mudança para melhor,só iremos cada vez mais para a vala.
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