Reciclar latinha é bom pro ambiente?

Caminhando pelos caminhos tortuosos desse mundo esquecido por Hades, me deparei com um artigo que questionava o impacto que a reciclagem de latinhas de alumínio traria em termos de redução de poluição atmosférica. Será mesmo que reciclar aquela latinha de refri ajuda o ambiente? Ou o problema está no nosso modo de vida?

O artigo que li foi postado no Ars Technica, com referência do Nature Cloimage Change. Nele, o autor argumenta que a reciclagem das latas de alumínio têm pouca ou nenhuma influência no clima. Mesmo porque, gasta-se enorme quantidade de energia para limpar, derreter e remoldar o alumínio, seja em latinhas novamente, seja em qualquer outra peça. Empresas de tecnologia, como a Apple, fazem o maior estardalhaço sobre o uso ecológico de seus materiais, como carcaças feitas de alumínio, e como as pessoas não sabem Química nem Física, compram a ideia (assim como os produtos, é claro). Afinal, por que alumínio?

O alumínio não é usado porque as empresas amam o meio ambiente ou o ambiente todo (sim, eu gosto dessa piadinha e do e-mail fake sobre o ENEM de onde ela saiu). O alumínio é usado no lugar do aço por vários motivos. Primeiro, porque é mais leve e ninguém quer andar com coisa pesadona. Plásticos são mais leves ainda, mas possuem menor resistência mecânica (aka, quebram), apesar de muitos produtos o usarem para baratear preço. Não se usa titânio por causa do preço, apesar da sua qualidade, então a alternativa e o alumínio, mesmo. Além disso, o alumínio tem baixo calor específico (0,22 cal/g.ºC, enquanto o do Fe é de 0,11 cal/g.ºC e a água é 1 cal/g.ºC), isto é, esquenta e esfria facilmente. Isso é muito importante quando estamos falando de aparelhos que esquentam, e enquanto as leis da Termodinâmica estiverem valendo, o alumínio será uma ótima opção para facilitar a troca de calor com o ambiente.

O alumínio é um metal tão bipolar que as mesmas características que impossibilitariam seu uso são aquelas que justificam o seu uso. Por exemplo, o alumínio possui alto potencial de oxidação, bem maior que o do ferro. Mas essa alta taxa de reatividade faz com que suas peças oxidem-se facilmente, onde é formada uma camada de óxido de alumínio, Al2O3. Essa camada é impermeável, não condutiva e pouco reativa, além de ser insolúvel, como a maioria dos óxidos, ainda mais este, que é um óxido anfótero (um óxido que se comporta tanto como óxido ácido como óxido básico); é por isso que ele é usado tanto no seu iTreco como na esquadria de sua janela ou no box de seu banheiro. Mas há um probleminha: o óxido de alumínio reage com cloretos e isso podemos ver bem em casas à beira-mar, onde as esquadrias têm que ser anodizadas parta proteção. Já no caso dos iTrecos, não tem muito o que fazer.

Digam-me: quantos iTrecos são vendidos no mundo? Poucos em relação ao consumo de alumínio e mesmo as latinhas não são a maioria. No caso das esquadrias… você já viu alguém levar esquadria de alumínio para ser reciclada? Eu nunca vi. Então qual é a questão de recolher esta quantidade imensa de latinhas se elas não são expressivas?

Elas não são expressivas em termos de meio ambiente, mas ajuda às empresas, pois retirar o referido metal de minérios é caro e gasta energia, mas de forma diferente do processo de reciclagem. Percebam, o processo demanda calor para fundir o minério (com um fundente, já que o ponto de fusão é muito, muito alto) e eletricidade, pois o processo é eletrolítico. Há a formação de oxigênio, mas o mesmo é colocado para reagir com o carvão para gerar monóxido de carbono, o qual também será queimado para diminuir os custos de energia para manter o sistema em estado fundido.

Na Índia, por exemplo, o consumo de alumínio tende a aumentar, devido a inúmeras aplicações às quais ele será destinado. Por mais todo mundo pare de tomar refrigerante lá, não fará muita diferença. E enquanto eu estava lendo o artigo da Ars Technica, me lembrei de um outro artigo em que o autor criticava a política de reciclagem. O nome do artigo é "O cinismo da reciclagem: o significado ideológico da reciclagem da lata de alumínio e suas implicações para a educação ambiental", do dr. Philippe Layrargues, cujo pdf vocês podem baixar AQUI (sempre vi de modo atravessado títulos que parecem ser mais extensos que o texto em si). Eu dei uma relida com a ingenuidade que haveria dados econômicos, gráficos explicativos, explicações de um viés científico, mas acabei no velho blábláblá sobre consumismo. Alguma informação útil, mas é apenas um ensaio do óbvio: empresas querem reduzir custos.

Adorei a parte em que Layrargues fala que na década de 1950, os eletrodomésticos eram feitos para durar, ao passo que hoje temos (paráfrase minha) um monte de porcaria que não dura. Muito interessante, mas parece que o autor esqueceu de uma coisinha: QUAIS eletrodomésticos? Ainda não havia micro-ondas, TV ainda estava chegando ao Brasil, uns monstrengos imensos, com a última tecnologia de válvulas eletrônica, que além de mostrar o programa (com um canal) com mais chuvisco e interferência do que outra coisa, ainda aquecia a sua casa durante o inverno. PARA QUE esse negócio de transistor? Isso é coisa do capitalismo!

Em 1950, a população brasileira era da ordem de 80 milhões de habitantes. Televisores eram caros, então apenas uma minoria tinha acesso. Com geladeiras não era diferente. Ar-condicionado? Só se você estiver de brincadeira! Ainda hoje há uma diferença entre modelos "comuns" e os com tecnologia split, que acabam por ser mais eficientes e econômicos (e mais caros por conta disso). Não havia multiprocessadores, não havia DVD players e computadores eram coisa de ficção cientifica. Comparem o consumo de energia elétrica de uma TV lcd com uma de tubão de raios catódicos. E ainda levem em consideração que a população cresceu, as técnicas de manufatura baratearam e o acesso a esse tipo de "bem" (um termo estranho) é mais fácil. Vamos impedir as pessoas de terem as coisas? Sim, porque todos os atacantes do processo consumista moram em casa própria, têm carro (e não é um fusquinha 66), celular do tipo smartphone, computadores, notebooks, blábláblá, que nem o Sakamoto, dublê de jornalista de cunho esquerdista, que ataca o capitalismo direto de seu MacBook e do seu iPhone comprado pelo programa smartphone-para-todos, financiado pela Caixa (ou não).

E sobre o alumínio? Não há muito o que fazer. O que pretendem? fingir que o processo e progresso tecnológico não existe e voltarmos com aparelhos imensos, ineficientes e caros? Sim, porque o ferro não é o alumínio, não tem as propriedades do alumínio e nem nunca pretendeu ser alumínio. O ferro é pesado, seu óxido (mais conhecido como ferrugem) não forma uma camada única e impermeável, pelo contrário: é amorfa e esponjosa, deixando entrar mais oxigênio, propiciando o progresso da corrosão, entre outros problemas. E mesmo que se use o ferro, não haverá diminuição do problema. Vamos trocar latinhas por vidro? Boicote de refrigerante? Meter na cabeça das pessoas que você trabalha por meses e anos e décadas e que comprar bens para sua casa ou você é consumismo e é feio? É o mesmo que dizer às crianças que querer bolo no dia do aniversário é errado, pois o açúcar estraga os dentes e explora uma pobre massa trabalhadora nos canaviais. Você daria salada de legumes e sopa de cebola pro seu filho no aniversário dele, com um punhado de jornal recolhido na rua e pote de margarina para ele fazer o próprio brinquedo? Esse negócio de cozinhar alimentos também é frescura, se podemos comer alimentos mais saudáveis in natura. Fogo é moda passageira.

Então, o que faremos? Ter consciência ecológica e nos negar a ter certas coisas, enquanto milhões e milhões de pessoas sequer sabem que coisas são essas e se tiverem acesso à água encanada estão com sorte? Boa sorte, não fará a menor diferença, pois o grosso do uso não está no consumidor final. E mesmo que tivesse, a população não para de crescer e teremos mais pessoas desejando acesso a bens de consumo, e mesmo que não queiram consumir, consumirão por tabela, pois há o uso de ferramentas e maquinário nas indústrias. Independente de você beber suco de caixinha (que é revestido de alumínio), o maquinário e as ferramentas já tinham sido produzidos. Aviões e helicópteros também. Vamos fazê-los de papel e bambu?

Então, paramos onde começamos: o que fazer? Não se sabe, pois não se pode parar o mundo atual. A única coisa que fará diminuir será uma crise econômica, onde haverá a necessidade de cortar custos, reduzir a produção, limitar os gastos. Isso traz atrelado recessão, desemprego e mais problemas sociais. Problemas que não compensarão as emissões de poluentes e descarte de lixo. Criar centros de redução populacional não tem muito apelo político e não gerou boa receptividade. Por que só a redução da população fará com que haja redução de consumo, mas só uma toupeira acha que isso é plausível fora do campo das ideias. Então, a única coisa que se pode fazer é investir em tecnologia de forma que possamos ter a substituição das atuais matérias-prima, e mesmo assim elas precisarão de um ponto para começar.

Então, em resumo estamos ferrados e não será apenas separando latinha de refri e garrafa PET que salvará o mundo de nós mesmos.

16 comentários em “Reciclar latinha é bom pro ambiente?

  1. Mesmo com o tom pessimista do final (do qual infelizmente concordo) achei muito boa sua exposição. O problema é que boa parte dos movimentos ecológicos atuais acabam sendo um tiro na culatra em termos de qualquer discussão por acabarem servindo como argumento para negacionistas (que se autoproclamam céticos) dizerem que não existe aquecimento global antropogênico, que a ação do homem na natureza é desprezível, etc.

    Estes dias num evento para ciclistas (grupo no qual me incluo) o material promocional (canetas, panfletos, etc.) foi dado numa sacola de papel (reciclável) pintada de verde, indicando se tratar de uma sacola ecologicamente correta. Fiquei pensando se ela começaria a realizar fotossíntese… :-) Mas foi direto pros recicláveis :-)

    Você só se esqueceu de falar da atitude mais ecológica existente: não ter filhos. Por mais que uma pessoa seja a menos consumista e recicle a maior parte do que utiliza, nunca utilizará menos do que não se reproduzindo.

  2. as vantagens de reciclar alumínio é que você não precisa tirar tanto minério para fazer uma lata nova, e diminui a quantidade de lixo acumulada.
    Seu artigo me fez lembrar que, em certas cidades da Europa, você precisa ter uma autorização especial para andar com um carro de mais de dez anos pelas ruas. Caso contrario, o carro simplesmente vai para reciclagem, e você cobre os custos. :mrgreen:
    O motivo não é ecológico, e sim de segurança: um carro muito velho deve estar com problemas, consome mais, está fora das novas leis de emissões, e custa muito para mantê-lo funcionando. é mais barato ter um carro novo.

    1. @reinaldo, mas pense bem se não é interferência demais do Estado na vida do indivíduo. Imagine se o governo um dia decida que ter filhos com mais de 18 anos morando com os pais seja ruim, pois polua demais e não esteja de acordo com as leis atuais e exija que todo filho saia da casa dos pais quando completar 18 anos.

      Ou então que exija que todas as pessoas vão para o trabalho ao menos 2 vezes por semana usando bicicleta, já que é mais saudável, tanto para a pessoa quanto para o meio ambiente?

      O que quero dizer é que esta legislação sobre carro que citaste é extremamente autoritária e arbitrária. Carro é uma propriedade privada e governo nenhum, numa democracia poderia dizer quando você deve ou não se desfazer de algum bem.

      Digo isso em parte por interesse próprio e por medo de uma lei do tipo no Brasil (se for pra salvar o meio ambiente vale tudo), já que gosto de carros antigos (início dos anos 90 para baixo) e me sentiria muito revoltado caso o governo simplesmente dissesse que eu não posso ter um carro antigo simplesmente porque o planeta precisa ser salvo. Ok, em termos monetários pode ser até mais barato adquirir um veículo novo, mas há pessoas que tem carros antigos por hobbie, por exemplo. E vá dizer ao dono de um carro antigo bem-conservado (e que possui um valor sentimental inestimável) que ele deve trocar por um mais novo, que não o atrai?

      Infelizmente muita gente perde a cabeça por esta onda ecológica. Eu particularmente acho ecologia um assunto interessante (e uso como base nas minhas ações diárias), mas acho que, muito mais importante do que proibir isso ou aquilo para “salvar o mundo”, é função do governo não incentivar o aumento do consumo, como fazem a maioria dos atuais governos (Brasil, quem?), mas sim, no caso dos carros, por exemplo, não dar incentivo à compra de veículos novos (Brasil, mais uma vez?) ou aumentar a malha viária visando facilitar a entrada de novos carros nas ruas, mas sim até diminuindo este espaço, dando espaço para outras demandas de transporte, tais como bicicletas, veículos compactos elétricos, metrôs, trens, etc.

      As pessoas continuarão a querer carros enquanto eles forem mais baratos e mais seguros que outros meios de locomoção, como é o caso atualmente. Ao menos aqui onde moro (Maringá/PR) é muito mais barato se locomover com um veículo particular do que com transporte público, tanto que a proporção de veículos/pessoas está quase no 1/1.

      As pessoas só mudam quando percebem a mudança no bolso. Mas não por vias autoritárias, please!

      PS: me desculpe, André, por fugir do tema.

      1. Criaram o rodízio de carros em São Paulo para reduzir o número de veículos. O que aconteceu foi que aumentou, pois boa parte das pessoas passou a ter dois carros, um com placa par e outro com placa ímpar.

        1. @André, e…?

          Era algo esperado e não creio (ou espero) que seja proibido que uma pessoa possua dois carros. Deixem as pessoas terem dois ou mais carros. É um direito delas. Minha posição é a de limitar espaços para os carros (como criar faixas exclusivas para veículos públicos/bicicletas, etc., diminuindo o número de faixas para veículos particulares) e não limitando horários, o que implica na proibição do ato de ir e vir. Mas minha posição não possui efeito algum no mundo.

          Como eu disse, as pessoas só mudarão quando o bolso for afetado, mas não de maneira artificial, por meio de taxas e limitações artificiais criadas pelo governo; e sim quando perceberem que estão perdendo a maior parte do tempo presos no trânsito ou que este está mais caro ou menos seguro do que utilizar meios alternativos.

          Deixem as pessoas presas no trânsito pelas consequências de suas escolhas e o resto Darwin cuida.

          Minha posição é um bocado limitada e enviesada, confesso, basicamente por morar numa cidade de médio porte (onde se tem no máximo 30km de uma ponta à outra (o meu caminho é 8km) em termos de período urbano e uma população de pouco menos de 1/2mi) e, mesmo possuindo carro e moto, utilizo bicicletas como meio de transporte principal para trabalhar e estudar e ver que a maior parte das pessoas que usam somente carro o faz por não crer ter à sua disposição meios mais rápidos/baratos ou mesmo por preguiça e achar que o trânsito tem solução da maneira que caminha (e além disso que o problema é dos outros, que usam as ruas no mesmo momento que ela). Mas se eu continuar vamos entrar numa discussão infinita sobre o trânsito e o ecologicamente correto…

          O problema do trânsito é o mesmo que dos outros decorrentes do consumismo acefalado: eu preciso de um determinado produto/recurso/serviço mas não preciso nem quero saber o que este precisa pra existir. Se os outros parassem de fazer o mesmo que eu, as coisas se resolveriam. Todos queremos o conforto e a rapidez (e na hora do Rush?) de um carro, mas se tem um preço a pagar, não uma restrição criada por uma pessoa, mas limitações físicas (área ocupada por veículos vs. área disponível, quantidade de recursos naturais para prover o conforto vs esforço para conseguí-los, etc.).

          Mas meu comentário continua sendo irrelevante e não contribui para o texto, embora eu realmente não tenha encontrado outra maneira de argumentar.

          1. E… o que eu quis dizer que a despeito das normas do governo, as pessoas sempre darão um jeito de terem o que querem.

          2. @André, Ah tá. Concordo. E gosto disso. Ainda bem que, neste caso, a norma foi burlada por meios legais, já que não existe proibição de uma pessoa possuir mais de um veículo. Talvez em Cuba ou em algum outro país comunista :-)

      2. @leandrosansilva,
        A questão dos carros na Europa foi criada porque as pessoas simplesmente abandonavam os carros nas ruas, atrapalhando a vida de todo mundo, já que é mais barato comprar um novo que ter um velho. O governo não sabia se o carro tinha sido largado ou se era um carro “de estimação”. Veja que você pode ter o carro velho, mas precisa ter uma licensa para isso. Um alemão amigo meu tinha um mercedes dos anos 50, e podia andar onde quisesse, desde que o carro estivesse 100% conservado (adaptações por lá precisam de uma licensa ainda mais difícil de conseguir).
        Sobre intervenções do Estado, um outro amigo que morou no Japão disse-me que por lá é preciso provar que tem garagem para comprar um carro……..

      3. @leandrosansilva, No Brasil, e em grande parte dos países, dirigir não é um direito do cidadão e sim uma concessão. Não vejo problema no Estado dizer como deve ser o seu veículo e quantos anos ele pode trafegar no máximo. Trata-se de segurança e redução de gastos públicos. Você pode ter o direito de ter um veículo, mas não quer dizer que tenha o direito de usá-lo sem a devida concessão.
        Suas analogias são ridículas, pois ferem vários direitos constitucionais.

        1. @Maia, Sim, as analogias foram mesmo ridículas, e esta foi a intenção, só não citando outras mais ridículas por falta de criatividade (acho).

          Mas discordo em não ver problemas em o Estado vir me dizer quantos anos posso utilizar meu veículo. Se ele está poluindo demais, me multe por prejudicar o meio ambiente; se está consumindo demais combustível, serei eu que sofrerei as consequencias direta disso, que é gastar com combustível, quando poderia gastar menos utilizando um veículo mais novo. Mas não acho legal (no sentido de correto) haver o impedimento do uso do veículo. O problema começa quando se pune um ou outro artificialemnte por causa de uma “causa maior”, que é, na maior parte dos casos, “salvar o mundo”.

          Eu sou ciclista e nem por isso me sentiria feliz caso o governo baixasse uma lei que obrigassem as pessoas a pedalarem, já que é mais seguro, mais barato para os cofres públicos e melhor para o meio ambiente.

          1. Eu também acho um absurdo esse negócio de Código Penal. Como assim eu não posso ter o direito de espancar quem eu quiser?

      4. @leandrosansilva, Olha, não é bem assim..

        O cara ter algo apenas pq ele gosta, tudo bem. Mas a partir do momento que esse algo que ele gosta atrapalha a sociedade, sim eu acho que deveria ser proibido.

        Sinceramente, o cara andar por aí com uma Brasília, Variant, Fusquinha, com a lataria toda enferrujada, soltando fumaça, fazendo barulho… Além de poluição, o risco de acidente com uma coisa velha destas é muito maior do que com um carro novo.

        Não é pq existe um cara que conserva seu carro antigo pelo valor sentimental e bla bla, que todos serão assim. O que mais tem pelas ruas são carros em condições horríveis. E se consomem mais, é problema de todos, sim! Afinal, é um recurso que um dia acaba, então se vc pode diminuir o uso, pq não?

        Eu concordo com a suposta lei, e acho que deveria existir no Brasil sim. Assim como deveria existir uma pra que todas as rodovias do Brasil tivessem pistas duplas nos dois sentidos.

        Carro velho e caminhão/carreta carregada: cancêr das ruas e estradas no país!

  3. Muito bom o texto André. Como se isso fosse alguma novidade.

    Aproveitando o tema, gostaria de fazer uma “sugestão de pauta”, vc conhece o Projeto Vênus? http://www.thevenusproject.com/ Parece que o velhinho levou a sério esssa estória de reestruturação da sociedade. Gostaria de ver uma crítica sua ao projeto.

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