2012 chegou: Tem político brasileiro que pensa

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Com fim do mundo adiado, crentes fazem bico

Eu não tenho tido muito o que fazer de noite (mentira!); por isso, tenho dado umas passadas pelo twitter, espalhado minhas verdades divinas e lido #mimimi de todos os tipos. Daí, eu mal conecto e o que vejo? Sinais do fim do mundo! Fico sabendo que existe politico no Brasil que pensa (sem ser besteiras). A Fátima me solta que teve senador entrando com representação contra o… cahan… digníssimo senhor Ministro da Educação e Cultura, Fernando Haddad, pela ignomínia que chamam de "livros didáticos", com aquela mixórdia de erros de português.

Político defendendo a Educação? ARREPENDAM-SE, INFIÉIS! ISAAC NEWTON ESTÁ VOLTANDO!!!!!

A notícia compartilhada pelo twitter da Fátima (siga-a, seu mortal idiota! Busque a merda do conhecimento ou te surro com meus tentáculos) tem origem no site do Senado Federal (sim, tem gente lá. E tem o Sarney também), onde ficamos sabendo que quando o cabotino senhor André fica macambúzio e explana em sua proverbial empáfia — mas sem desmerecer-lhe o intelecto, se bem explicado — sobre as sorumbáticas decisões do MEC, com seus livros de qualidade pífia. Embófio, o senhor André pode ser, mas este que vos escreve o tem em mais alta conta, mesmo que o casmurro escritor se pegue dormindo num bonde quando alguém recita-lhe alguns versos, mesmo que mal-acabados.

A porcaria do MEC distribuiu livros didáticos com mais erros de português do que o discurso do Lula. Isso em nível de Ensino Fundamental e Médio, o que fez alguns senadores subirem na jabiraca, montarem na macaca e gritarem Ay-Ou, Silver (frases de meu pai, não encham o saco). O líder da elite burguesa, digo, do PSDB no Senado, Alvaro Dias, ficou tiririca… desculpem. Ficou fulo da vida (Tiririca só na Câmara dos Deputados) e entrou com uma representação contra o ministro da Educação junto ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Por mim, poderiam ter processado por alienação cultural e crime de lesa-pátria. 100 chibatadas em praça pública também não seria nada mal.

É uma vergonha que cheguemos a este nível, onde ministros da Educação agem como o Ministério do Pensamento e mudam a verdade para que possa entrar nos conformes do status quo. Falo isso porque segundo a mesma notícia, livros de História saíram falando bem de Lulão, el Magnifico!, apontando que até mesmo os eventos do mensalão de uma forma "positiva". Bem, não deixa de ser positivo o fato de saber como é formada a escória política brasileira e como o povo é tão babaca de ainda votar neles. Aliás, eu até sugiro que a capa dos livros seja esta aqui à esquerda:

Para Alvaro Dias, este lixo que chamam de material panfletário, digo, material didático faz a apologia de um partido político em detrimento de outro e gera contaminação ideológica e uso inadequado do vernáculo, previsto no artigo 205 da Constituição. Tradução: o que a ralé mimizenta que fala de Imprensa Golpista e manipulação de informações são o alvo, pois não passam de uma massa ignorante que colocam antolhos para que não vejam o que realmente acontece.

O partidão manipula os dados históricos e incute que se pode falar do jeito que quiser, pois ao se destruir o idioma, impede-se a compreensão de textos, acabando de privar as pessoas do entendimento das informações. Em troca disso, bombardeiam com milhões de informações inúteis, com canais de TV dados a apadrinhados, enquanto outras emissoras inundam sua programação com besteiras, fazendo com que o verdadeiro conteúdo seja perdido (neste ponto Huxley berra: Eu sabia! Eu sabia! HAHAHAHAHAHA).

O mundo está mudando. Os orcs estão saindo para a luz do dia e os Homens do Oeste mal conseguem contê-los. Uruk-Hai soam seu grito assustador enquanto zumbis psicopedarretardados saem cambaleando em busca de sangue. Wargs uivam do alto do Congresso e a lua se põe vermelha como sangue.

O futuro educacional é sombrio e só não está pior por causa de atitudes como a do tio Alvaro, mas resta saber se será suficiente.


ATUALIZAÇÃO

Cet.net não dorme no ponto. Nem mesmo em ponto de macumba, já que aquela joça é muito barulhenta.

De acordo com a perclara Fátima supracitada, o deputado estadual do Rio de Janeiro Átila Nunes (PSL) apresentou projeto de lei que proíbe, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, a distribuição na rede de ensino pública e particular de livros que contrariem a norma culta da Língua Portuguesa. A tal psicopedarretardada que escreveu aquela boçalidade deve estar dando pulinhos de irritação, enterrará um dos pés no chão e puxará o outro, rasgando-se toda; e se você entendeu a referência, é porque teve uma infância de leitura, sem estas palhaçadas que o MEC quer empurrar agora.

De acordo com a notícia do Jornal do Brasil, Átila Nunes vê que os ineptos do MEC estão dando carta branca para que crianças – e até mesmo adultos – cultivem seus erros. Mesmo porque, se for carta escrita teremos muitos problemas, graças ao número absurdo de analfabetos e analfabetos funcionais.

"As consequências são previsíveis, com a formação de gerações sem a menor chance de competição no mercado de trabalho, que privilegia os que falam e escrevem corretamente"- diz Átila Nunes. "O Ministério da Educação agiu demagogicamente ao argumentar que os que dizem ‘os livro’ correm o risco de serem vítimas de preconceito linguístico. Qual será o próximo passo? Ensinar tabuada errada? " – pergunta o deputado.

A propósito, senhores eleitores: qual a opinião dos políticos que VOCÊS elegeram?

PS. A Fátima ficou com receio de ser alvo de stalkers, só porque eu recomendei que a seguissem. Retiro minha sugestão. Ela não escova os dentes, tem cabelo eriçado, não tirou o buço e fala como o Louis Armstrong com pigarro. Agora, com licença, que o marido dela está aqui fora com um revólver querendo falar comigo.

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Sobre André Carvalho

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