Linguagem inclusiva – inclusiva de verdade ou “Por que usar @ e X no final das palavras é idiotice”

Olá amiguinhos e amiguinhas! Quanto tempo!

Então, vocês devem lembrar que muito tempo atrás numa galáxia muito distante eu escrevi alguns textos sobre fala e escrita. Hoje eu queria retomar esse tema pra explicar o que é linguagem inclusiva e porque enfiar x/@/e em tudo NÃO é a solução.

Antes de tudo, vamos lembrar de uns fatos básicos que eu venho ressaltando nessa série de textos:

Continuar lendo “Linguagem inclusiva – inclusiva de verdade ou “Por que usar @ e X no final das palavras é idiotice””

Além de um país de analfabetos funcionais, Brasil é analfabeto em inglês também

Brasil está ótimo, lindo, maravilhoso e nossa Educação está de vento em popa. O problema é que a Realidade insiste em demonstrar que não é bem assim. Nos preocupamos com besteiras ao invés de focar no que é realmente importante. O aprendizado de matemática está cada vez pior. O que temos nas universidades? Intensificação do ensino? Não, besteiras inúteis como exigir Afro-Matemática como disciplina obrigatória, o que não faz ninguém efetivamente saber matemática, mas ganha ponto nas redes sociais lacradoras. Aí, chegam os resultados dos rankings de Ensino que esfregam a Realidade na nossa cara.

Um exemplo disso são os conhecimentos de Inglês. A cada ano que passa a proficiência da língua cai a olhos vistos. Mas não tem nada de errado aí, não?

Continuar lendo “Além de um país de analfabetos funcionais, Brasil é analfabeto em inglês também”

Baleias e golfinhos tem relações sociais complexas e até dialetos

Uma das ideias estúpidas que se tem é que humanos se diferem de outros animais por causa das relações sociais que os primeiros conseguem estabelecer. Só se for xingar muito no Twitter e produzir textão fanfiqueiro no Facebook. Eu nem vou falar dessa vez de vespas, abelhas e outros insetos sociais. Baleias e golfinhos vivem em grupos sociais bem unidos (talvez mais até que você e sua família). Eles mantêm relações complexas, trocam ideias e conseguem até mesmo desenvolver dialetos regionais. Continuar lendo “Baleias e golfinhos tem relações sociais complexas e até dialetos”

Enem, Platão e a falta de leitura

ENEM 2016. Fora o show de horrores que foi a galerinha atrasada, o que mais reclamaram é que, como sempre, as provas estavam difíceis; dentre elas, a prova de Química, que mencionou um texto de Platão sobre os estados físicos da água.

Boa parte não entendeu, alguns ficaram confusos, mas em última análise, a pergunta se resumia em “o que acontece quando o gelo derrete”. O problema, mais uma vez, está na Língua Portuguesa.

Continuar lendo “Enem, Platão e a falta de leitura”

Cães interpretam palavras da mesma forma que humanos

Cães nos acompanham muito antes de nós sermos o que somos e eles serem o que são. Quando o primeiro canídeo escolheu um hominídeo para ser companheiro (sim, ELES nos escolheram, e não nós). Durante esse caminhar, eles foram evoluindo e nós também. Eles melhoraram, nós nem tanto, o que não quer dizer muito, já que Evolução nunca significou melhoria.

Ao longo desses milhares de anos, cães aprenderam algo importante: comunicação. Não apenas de nos entender, nos acompanhar, nos dar carinho e dedicação. Eles realmente se comunicam à sua maneira e nos entende à nossa maneira. Se antes você tinha dúvidas, sim, eles nos entendem em nível verbal.

Continuar lendo “Cães interpretam palavras da mesma forma que humanos”

Linguagem materna tem forte efeito sobre as habilidades cognitivas dos filhos

Nada melhor do que pais para deixar as crianças (as suas próprias) traumatizadas. Claro que não é só isso; o reforço pode ser positivo também, e a forma com que nós falamos com nossos filhos influencia em muita coisa, principalmente nas habilidades sociais deles (normalmente, sempre associamos para o pior lado).

Em recente pesquisa, evidências mostraram como a linguagem utilizada pelos pais para conversar com seus bebês influenciam-os até bem mais tarde.

Continuar lendo “Linguagem materna tem forte efeito sobre as habilidades cognitivas dos filhos”

Bonobos usam grande variedade de ferramentas. E melhor que você

Sim, isso mesmo! Melhor que você, sim! Você e seu smartphone seriam incapazes de fazer um simples machado de pedra. Não, ver tutorial no YouTube não vale. Mas bonobos são, e não fazem só uns gravetos toscos. Eles realmente usam de tecnologia, já que tecnologia não é ficar acessando Facebook ou postar foto pelado no snapchat. Eles constroem e utilizam vários tipos de ferramentas, ainda que rudimentares, mas qual de nós consegue construir um computador do zero?

Observá-los dá um vislumbre a antropólogos de como nós mesmos evoluímos, construindo um martelo hoje e mandando três bonobos, digo, homens à Lua.

Continuar lendo “Bonobos usam grande variedade de ferramentas. E melhor que você”

Por que Hodor só diz “Hodor”? Ciência (como sempre) explica

Vai começar a 5ª Temporada de Game of Thrones, série que o pessoal adora por causa da literatura densa, personagens bem construídos, estilo de narrativa magnífico. Não, péra. Pessoal vê por causa das mortes e da sacanagem generalizada, mesmo. Mas, claro, eu não vou falar sobre série de TV – que não assisti um episódio até agora, nem me interesso – se não fizer alguma observação sobre Ciência junto; e o melhor exemplo, talvez, seja o caso do Hodor, o personagem que tem as melhores falas e o papel mais difícil: só falar "Hodor".

O que se pode dizer sobre Hodor? É o momento em que ficção e medicina se encontram. A Fantasia e a Realidade. E isso para além da 5ª Dimensão. Um lugar onde se abre o Livro dos Porquês.

Continuar lendo “Por que Hodor só diz “Hodor”? Ciência (como sempre) explica”

Chimpanzés mudam de sotaque para fazer amigos. Sotaque?

Sim, sotaque. Lindo, não? Chimpanzé tem sotaque, e o pessoal do Tumblr vai alegar apropriação cultural! Claro, você deve estar se perguntando "como assim ‘sotaque’?". Muito simples. Eles não fazem gruuuuu-bruuuuuuuuuu de qualquer jeito (a onomatopeia é minha e eu digo que chimpanzés "falam" assim. Me processe!). Eles mudam suas entonações para se encaixarem em outro grupo social, o que poderia ser chamado de "sotaque", ou algo próximo a isso.

Examinando dois grupos de chimpanzés no Jardim Zoológico de Edimburgo, biólogos perceberam que eles passavam a grunhir da mesma forma em cerca de três anos. Coisa sem utilidade nenhuma, né?

Continuar lendo “Chimpanzés mudam de sotaque para fazer amigos. Sotaque?”