Ancestral humano de 47 milhões de anos é estudado em Oslo

Um fóssil de um animal que viveu há 47 milhões de anos, fora encontrado há alguns anos na Alemanha. Agora, o fóssil foi analisado com mais profundidade, determinando as características de um primata que conduziu ao ramo evolutivo de macacos, símios e seres humanos. Isso n]ão significa dizer que o fóssil era de um macaco, mas de um ancestral comum a macacos e humanos. Alguns humanos toscos e especistas acham que isso os diminui em termos de importância. Eu, por outro lado, vejo que ser parente de seres que destroem o seu ambiente, agem com selvageria, matando-se mutuamente, é o um xingamento pior.

Descrito como o “mais completo fóssil primata já descoberto,” o fóssil mostra o que seria uma fêmea jovem, do tamanho similar ao de um pequeno macaco. Somente o membro inferior esquerdo está faltando, mas a preservação é tão notável que pode-se ver os vestígios de pele e flexibilidade do corpo.

A última refeição do animal, de frutas e folhas, permaneceram na cavidade do estômago, demonstrando que a coitada morreu bruscamente, e como a Ciência não é movida via Bola de Cristal, não se sabe ao certo do que ela morreu; mas a boa conservação do corpo mostra que a fossilização foi relativamente rápida – já que foi extraída de um xisto (uma rocha metamórfica, proveniente da ação de temperatura e pressão sobre argila) na pedreira perto de Darmstadt, Alemanha – indica que a causa da morte pode ter sido por afogamento no lago vulcânico em Messel, mas não se tem certeza. Exames radiológicos e de imageamento por tomografia computadorizada mostraram que o animal tinha um pulso esquerdo fraturado.

Abaixo, uma foto da criaturinha. Clique para ampliar.

Em um artigo publicado na PLoS One, uma equipe internacional de cientistas relatou que este extraordinário fóssil poderia ser um “grupo-tronco” a partir do qual os maiores primatas evoluíram. Os pesquisadores disseram que o fóssil, nomeado Darwinius masillae, “é importante por estar excepcionalmente bem preservado e fornecendo uma compreensão mais completa de paleobiologia de um primata do período Eoceno”, um momento em primatas primitivos estavam começando a ramificação em duas linhagens, o prossímios e os antropóides.

Prossímios eram mamíferos de uma antiga subordem de primatas, considerados mais primitivos (em termos evolutivos) do que os macacos e os símios (símios NÃO SÃO macacos!). Os prossímios caracterizavam-se por suas focinhos proeminentes e caudas longas e, nas espécies mais primitivas, por uma tendência à disposição lateral dos olhos.

Antropóides receberam este nome por suas semelhanças com seres humanos. Assim, eles andam praticamente eretos (mas não totalmente), não possuem caudas e pertencentes à sub-ordem Simiiformes, (antiga Anthropoidea) dos primatas.

O espécime foi descoberto por colecionadores particulares, em 1983. Jörn H. Hurum, paleontólogo da Universidade de Oslo, foi o líder da investigação e disse que o sítio arqueológico foi “um verdadeiro baú de tesouros da paleontologia, como o Deserto de Gobi para dinossauros.”

O esqueleto foi dividido e vendido em duas partes, uma das quais tinha desaparecido. Quando o Dr. Hurum soube que a parte faltante estava à venda, ele procurou adquirir para o acervo do Museu de História Natural de Oslo e há dois anos montou uma equipe de cientistas alemães e americanos para o estudo dos ossos com Tomografia Computadorizada e outras tecnologias avançadas.

Dr. Hurum comentou: “Eu percebi à primeira, é um primata. Soa como um primata: grandes polegares opositores e nenhuma evidência de garras. Isto é como o Archaeopteryx evolução dos primatas.”

Os cientistas estimam que o primata tinha cerca de 9 meses de idade, o equivalente a um humano de 6 anos. Na maturidade, tais primatas teriam cerca de dois quilos de massa e comprimento igual a dois metros, a maior parte sendo a cauda.

Philip D. Gingerich, um membro da equipe, que é um paleontólogo especializado na Era Eocena da Universidade de Michigan, disse que terá início uma investigação no contexto de outros fósseis descobertos e estudos do DNA de primatas, para que se possa traçar uma linhagem evolutiva, desde o jovem Darwinius masillae até os primatas dos dias de hoje, como a Megan Fox.

Se a virem, mande um olá do primo aqui; e isso se refere tanto à nossa antiga ancestral de 47 milhões de anos, quanto a Megan Fox. ;)

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