Juiz saudita defende agressão a esposas que ‘gastam demais’

Mais uma notícia da série: “O mundo é maluco e faremos de tudo para provar isso!”

Você, meu caro chefe de família, um cara que trabalha de sol-a-sol, se esfalfa, atura chefe maluco, funcionário preguiçoso, colegas debilóides e pega um trânsito infernal todos os dias. A você, pobre trabalhador que rala que só um corno todos os dias e vê a sua grana se esvair no primeiro shopping que sua querida e adorada esposa vai. VOCÊ MESMO!!! Não adianta olhar pro lado, você sabe que é contigo! Fique sabendo que se você morasse na Arábia Saudita, algumas coisas seriam diferentes. Lá um juiz achou que não é nada de mais meter a porrada na esposa caso ela seja uma gastadeira de marca maior.

A Idiocracia de hoje é patrocinada pelo camelinho de Alá Hamad Al-Razine, em notícia trazida pela rede de notícias CNN.

Um jornal árabe anglo-parlante (em inglês, pombas!), relatou que o meretríssimo, digo, meritíssimo juiz Hamad Al-Razine disse que “se uma pessoa dá SR 1200 (658,88 reais, pela cotação de hoje) para a sua esposa e ela gasta 900 riyals (494,16 reais) para adquirir uma abaya (aquela belíssima capa preta de vampiro que as mulheres na Arábia Saudita DEVEM usar), a partir de uma marca loja e se o seu marido bateu-lhe no rosto como uma reação à sua ação, que ela merece castigo.”

Obviamente, o mulherio não gostou e protestou ruidosamente contra esta besteirada. Só não rasgaram sutiã e calcinhas por causa da polícia religiosa (droga!). Arab News relatou que Al-Razine fez a sua estúpida observação numa tentativa mais idiota ainda de tentar justificar o aumento da incidência de violência doméstica na Arábia Saudita. Deve ser por isso que elas devem andar totalmente cobertas: para esconderem os hematomas.

Isso é a coisa mais escrota que pode haver. Tudo bem que as mulheres possuem um notável talento de irritar a nós, pobres homens. Mas para que meter a porrada se nós conseguimos ser mais irritantes ainda? :D

Particularmente, o misógino de turbante ficou tiririca da vida quando viu a fatura do cartão de crédito. As coisas são assim, meu caro.

O escroto ainda disse que as mulheres e os homens possuem responsabilidade partilhada, mas acrescentou que “ninguém põe sequer uma fração de culpa” sobre as mulheres, de acordo com o jornal. E eu pergunto: E DAÍ?? Na hora do “vâmu vê”, tu bem que gostas, hein? Ou então libera a coitada de comprar aquela roupa esquisita. Aliás, é uma idéia! Eles podiam coibir a gastança deixando grana suficiente apenas para as mulheres andarem de biquininho na rua. garanto que elas gostaram (e a marmanjada mais ainda).

Al-Razine também assinalou que as mulheres de comportamento indecente e uso de palavras ofensivas contra seus maridos foram responsáveis pela violência doméstica no país. O seja, chamar de Ibn Al-Kalb nem pensar e mostrar o dedo médio também não.

A violência doméstica, que costumava ser um tema tabu no conservador reino, tornou-se um tema “quente” (mesmo para os padrões desérticos de lá) nos últimos anos. Grupos como o Programa Nacional de Segurança da Família fizeram campanha para educar o público sobre o problema e ajudar a prevenir abuso doméstico.

A ativista árabe pelos direitos das mulheres Wajeha Al-Huwaider (sim, aquela mesma que queria dirigir seu carrinho, e que por sinal é uma gata) disse em entrevista à CNN disse que as mulheres sauditas rotineiramente enfrentam tais atitudes. Nós mesmos já noticiamos que as mulheres sauditas acabam cometendo suicídio por causa das intensas pressões sociais. Os escrotos proíbem até mesmo que se dê flores no dia dos namorados, querem mais o quê?

Segundo a bela Wajeha: “Esta é a forma como os homens na Arábia Saudita veem as mulheres”, disse ela em uma entrevista telefônica a partir da cidade saudita de Dahran. “Não é algo que se leu num livro ou aprendeu de um amigo. Têm sido levados as mulheres, desta forma, que elas são menos que pessoas.”

Outro juiz árabe, na cidade de Onaiza, foi a fonte de uma recente polêmica: por duas vezes ele negou um pedido da mãe de uma menina de 8 anos de idade, que solicitava o divórcio de um casamento com um coroa de 47 anos. Aqui podemos ver aonde vai a “cultura” árabe, não é mesmo? Só depois de intensa pressão por parte de grupos de direitos humanos é que foi concedido o divórcio.

É ridículo e absurdo voltarmos até um mundo de barbárie. Como eu digo sempre, os árabes vivem neste momento a sua “Idade das Trevas”. A Europa esperou 1000 anos para sair dela, num mundo sem informação, sem TV, rádio e muito menos Internet. Hoje, os árabes vivem este mesmo atraso cultural num mundo globalizado, mas que para eles é o quintal da sua casa e os direitos civis baseiam-se ainda em normas de tribos, clãs e castas.

E isso porque um babaca que coletava bosta de camelo resolveu escrever umas besteiras, coletadas em todo canto, reunindo historinhas de todos os viajantes que ele guiava pelo meio daquele deserto no meio do nada, compilando num livro ridículo, violento, misógino e que acha que todos devem se curvar ao tosco deus Allah. Um camarada que organizou um exército e saiu matando a torto e a direito, impondo sua vontade, só porque disse que um anjo apareceu pra ele numa caverna e deu-lhe um “guenta”.

Vergonhoso é pouco a se dizer. E depois, quando a gente mee o sarrafo, sempre aparece um retardado dizendo [Voz Fanha On]Mas é a cultura deles, vocês têm que respeitar.[Voz Fanha Off]

Minha cultura diz para eu pegar sujeitos assim, baixar a porrada com tira de couro, salgar as feridas e deixar quarando no sol que nem roupa. Vocês têm que respeitar!

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