Velas solares impulsionam sondas espaciais

Para os fãs do finado Arthur Clarke, esta notícia é um deja vu. Velas solares estão sendo testadas e avaliadas por agências espaciais de todo o mundo por representarem um meio simples e barato de propulsão para sondas espaciais de longo alcance, ainda que não se saiba até agora se elas realmente funcionarão e qual será sua capacidade de empuxo.

Uma equipe de cientistas finlandeses apresentou um novo projeto de vela solar que, segundo eles, deverá realmente revolucionar as viagens espaciais, liberando as sondas espaciais da necessidade de carregarem grandes quantidades de combustível. As velas solares tradicionais recebem esse nome porque são feitas de materiais finíssimos, lembrando as velas dos barcos. Só que, em vez de serem sopradas pelo vento, elas recebem um impulso tênue mas constante dos fótons da luz solar que as atingem.

Já a nova vela solar-elétrica não tem o “tecido” das velas solares tradicionais. Ela é composta por longos fios metálicos, que se desenrolam depois que a sonda for lançada, já no espaço. Um canhão de elétrons mantém os fios carregados positivamente. Se o nome canhão de elétrons assusta, lembre-se que as TVs e monitores de computador mais antigos funcionam com base no mesmo princípio.

Os fios eletricamente carregados são então empurrados pelo vento solar – um feixe contínuo de plasma que emana do Sol. É o vento solar que causa as tempestades magnéticas e a aurora boreal. Os fios metálicos da vela solar não são fios comuns. Como devem ser à prova de micrometeoritos, os fios foram construídos por meio de um processo chamada solda ultra-sônica. Veja o vídeo abaixo.

Com ela, os engenheiros agora são capazes de ligar finíssimos fios metálicos em qualquer geometria. Esta nova técnica deverá ter utilizações industriais, não servindo apenas para a fabricação das velas solares. Os cientistas estão planejando uma missão de testes para o novo conceito de vela solar-elétrica, que utilizará oito fios de um quilômetro de comprimento cada um. Uma missão real, segundo eles, deverá utilizar até 100 carretéis, cada um com 20 quilômetros de fios.

Mesmo sendo muito tênue, o vento solar poderá acelerar uma sonda espacial com uma massa de 20 kg a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo, no período de um ano.

“A vela solar-elétrica poderá baixar os custos de todas as atividades espaciais e com isto, por exemplo, ajudar a tornar os satélites de geração de energia uma opção viável para a produção de energia limpa. Satélites de energia solar, sob a eterna luz solar do espaço, poderão transmitir energia elétrica para a Terra por meio de microondas, sem interrupções,” diz o Dr. Pekka Janhunen.

Me lembrei de Arthur Clarke, porque ele escreveu uma coletânea de contos, cujo primeiro tinha o nome Vento Solar, onde ele conta uma história sobre uma corrida espacial, em que os competidores usam veículos impulsionados pelas emanações energéticas dos ventos solares. Curioso? Pode baixar o ebook AQUI.

Arthur Clarke rules. 8-)


Fonte Inovação Tecnológica

4 comentários em “Velas solares impulsionam sondas espaciais

  1. seria legal se realmente funcionasse…..

    mas….

    fotos não empuram nada, só iluminam… para empurar deverá ter a ejeção de um gas.. .ou algo para provocar impuxo….

    luz tem energia luminosa, e não move objetos…..

    1. O vento solar é a emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar. Essas partículas podem ser elétrons e prótons além de sub-partículas como os neutrinos.

      Próximo da Terra a velocidade das partículas é em torno de 400 a 800 km/s, sua densidade gira algo próximo de 10 partículas por centímetro cúbico.

      Variações na coroa solar devido à rotação do Sol e às suas atividades magnéticas fazem o vento solar ficar variável e instável, exercendo influência nos gases ao redor da estrela e planetas próximos a ela.

      Exemplo do efeito do vento solar são as caudas cometárias, que tem sua orientação conduzida pela direção do vento solar que também influi nos campos magnéticos planetários, as magnetosferas, pois defletem as partículas, impedindo-as de chegar às superfícies dos planetas.

      A deflexão das partículas do vento solar varia conforme o campo magnético do planeta: quanto maior a intensidade magnética, maior será a deflexão.

      Fonte: Wikipédia

      Mais informações no site da UFRJ: LINK e no Portal do Astrônomo: LINK

      Creio que não preciso complementar, né? Não estamos falando simplesmente de luz (a propósito, fótons possuem características de ondas E de partículas).

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