Baleias e golfinhos tem relações sociais complexas e até dialetos

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Uma das ideias estúpidas que se tem é que humanos se diferem de outros animais por causa das relações sociais que os primeiros conseguem estabelecer. Só se for xingar muito no Twitter e produzir textão fanfiqueiro no Facebook. Eu nem vou falar dessa vez de vespas, abelhas e outros insetos sociais. Baleias e golfinhos vivem em grupos sociais bem unidos (talvez mais até que você e sua família). Eles mantêm relações complexas, trocam ideias e conseguem até mesmo desenvolver dialetos regionais.

A drª. Susanne Shultz, bióloga evolutiva da Faculdade de Ciências da Terra e do Meio Ambiente da Universidade de Manchester. Ela estuda relações sociais entre as espécies, bem como biologia evolutiva e como os bichinhos se tornam amiguinhos enquanto procuram destruir outros bichinhos que são amiguinhos de outros bichinhos.

Segundo sua visão, humanos possuem uma capacidade de interagir e cultivar relações sociais e isso nos propiciou sair abalando geral e colonizar quase todos os ecossistemas do planeta. Agir em conjunto sempre é mais favorável e a Evolução favorece os mais aptos para executar uma ação. Construir relações sociais é um grande avanço, ainda mais na base do “eu esfrego suas costas, você coça as minhas, bóra caçar uns mamutes e talz”.

Sabe-se que baleias e golfinhos não só têm cérebros excepcionalmente desenvolvidos e sofisticados, como também mantêm relações sociais entre si (mas cada um no seu quadrado. Golfinhos não saem para dar um rolé com baleias, aquelas metidas). Mas será que isso iria tão longe quanto a nossa capacidade de estabelecer vínculos sociais de longa duração?

Shultz estalou o chicote e mandou os cabras compilarem informações sobre 90 espécies diferentes de golfinhos, baleias e toninhas, golfinho queda azar a ponto de ser confundido com navios inimigos a ponto de serem fuzilados (sim, a Batalha das Toninhas realmente aconteceu).

O que o pessoal encontrou foi que, sim, há evidências (e não são poucas) que cetáceos possuem características de comportamento social e cooperativo sofisticadas, semelhantes às encontradas na cultura humana. Só espero que sejam um pouquinho melhores. Não, péra. Espero que sejam muito melhores.

Segundo os pesquisadores liderados por Shultz, essas características estão diretamente ligadas ao tamanho e expansão dos seus cérebros. Chamamos isso de “encefalização”. Em outras palavras, quanto mais desenvolvido o cérebro, melhores características sociais nós desenvolvemos, o que faz todo sentido, posto que isso seria uma vantagem evolutiva para ambos os lados, e isso só se consegue quando a criaturinha consegue entender que é muito vantajoso fazer amigos e influenciar pessoas.

Grandes cérebros são uma resposta evolutiva a ambientes sociais complexos e ricos em informações. Se você está num sistema que pouco muda, não faz diferença nenhuma, mas quando seu habitat sofre mudanças seja por fator climático ou escassez de comida, é necessário pensar como resolver problemas. E como um cetáceo só não faz verão, os que vivem em grupos acabam privilegiados, pois trabalhando em grupo sai muito mais vantajoso. Mais do que isso, ´para se organizar dessa forma é preciso que o grupo desenvolva linguagem própria. grupos afastados terão uma linguagem um pouco diferente, o que podemos definir como sendo o equivalente aos nossos dialetos, ou seja, mudanças na estrutura linguística regionais, que mudam de área para área. Fantástico, não?

Humanos tiram isso de letra, pois tivemos 200 mil anos, mas devemos entender que cetáceos são bem mais antigos, e não só possuem estas capacidades, como as dominam muito bem. Só que até ent~çao não se tinha tido provas concretas que tal coisa acontecia com golfinhos e baleias, mas agora temos. E todas essas relações são tão complexas quanto as das sociedades humanas, sem a desvantagem de ter alguns idiotas estragando tudo.

Ou será que…?

A pesquisa foi publicada no periódico Nature

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Sobre André Carvalho

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