Línguas nativas do Brasil estão “entre as mais ameaçadas”

Línguas nativas de tribos indígenas brasileiras estão entre as mais ameaças de extinção, segundo uma classificação feita pela National Geographic Society e o Instituto Living Tongues. Elas estão sendo substituídas pelo espanhol, o português e idiomas indígenas mais fortes na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, os Andes e a região do chaco, revelaram os pesquisadores. Menos de 20 pessoas falam ofayé, e menos de 50 conseguem se expressar em guató, ambas faladas no Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai e à Bolívia, para citar um exemplo. A área é considerada de “alto risco” para línguas em risco de extinção, alertaram os pesquisadores. Continuar lendo “Línguas nativas do Brasil estão “entre as mais ameaçadas””

Olhos observam diferentes letras ao mesmo tempo

olholeitura.jpgOs olhos se concentram em diferentes letras ao mesmo tempo durante quase 50% do tempo de leitura e não se fixam sempre na mesma como se acreditava até agora, segundo um estudo da Universidade de Southampton, sul da Inglaterra.

Os resultados, apresentados em reunião científica em York (norte da Inglaterra), indicam que os olhos focam diferentes letras em 47% dos casos, e no restante do tempo os dois olhos se fixam na mesma, informou hoje a BBC. Continuar lendo “Olhos observam diferentes letras ao mesmo tempo”

Morre Alex, papagaio que revolucionou os estudos da mente

papagaioalex.jpgUm papagaio capaz de contar até seis, identificar cores e até mesmo expressar frustração com testes científicos repetidos morreu depois de 30 anos ajudando pesquisadores a compreender melhor o cérebro das aves. A morte de Alex, um papagaio africano, deixou os cientistas da Universidade Brandeis com a sensação de ter perdido um colega.”É devastador perder um indivíduo com quem se tem trabalhado quase que diariamente por 30 anos”, disse a cientista Irene Pepperberg ao jornal Boston Globe. “Tinha gente trabalhando com ele de 8 a 12 horas a cada dia de sua vida”.

Os talentos de Alex para lidar com linguagem e reconhecimento revolucionaram a compreensão do cérebro das aves. Continuar lendo “Morre Alex, papagaio que revolucionou os estudos da mente”

Não entendeu? O orangotango explica de novo

orangotango.jpgSe algum dia você tiver problemas para se entendido por um orangotango, tente usar adivinhações. Os pesquisadores dizem que quando esses primatas não conseguem se fazer entender usando gestos, adotam uma estratégia similar às adivinhações dos humanos, repetindo gestos que funcionam, mas testando novos sinais se o “interlocutor” não compreende nada. Continuar lendo “Não entendeu? O orangotango explica de novo”

A verdadeira História da Páscoa

Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. Leia todo o texto AQUI.

Cientistas expõem teses nas quais acreditam sem poder provar

edge.gifO que move legiões de cientistas a trabalhar numa empreitada de pesquisa baseada em especulação? Enquanto a comunidade de psicólogos cognitivos se divide entre times que trabalham para tentar provar diferentes teorias da consciência, centenas de físicos dedicam suas vidas a uma teoria (ainda) insondável, segundo a qual os componentes fundamentais da matéria e da energia não são partículas mas sim pequenas cordas vibrando.

É à especulação, afinal, que os cientistas se apegam enquanto suas ferramentas não conseguem produzir as evidências de que precisam. Mas, apesar de a divagação livre ser uma parte essencial da atividade científica empírica — é preciso especular algo para poder testar –, pedir a um cientista para pisar a fronteira nebulosa entre o palpite e a certeza é sempre delicado. Muitas vezes isso é mesmo um tabu. Continuar lendo “Cientistas expõem teses nas quais acreditam sem poder provar”

Estudo decifra ‘idioma’ da cauda dos cães

idiomacao.jpgItalianos mostram que cachorro abana o rabo de acordo com estímulo recebido. Cão feliz faz movimento mais forte para a direita; quando com medo, para a esquerda.

Um grupo de pesquisadores italianos usou o rigor da ciência para comprovar o que os donos de cachorro já sabem desde tempos imemoriais: a maneira como os bichos abanam o rabo diz um bocado sobre o que eles estão sentindo. Segundo a equipe, o movimento da cauda muda significativamente dependendo do estímulo ao qual o cão é submetido. Continuar lendo “Estudo decifra ‘idioma’ da cauda dos cães”

Dos Estrangeirismos e Linguagens internéticas

Os estrangeirismos há muito tempo fazem parte da Língua Portguesa. Sempre combatidos por puristas, em muitos casos não há como fugir deles, enquanto que em outros casos seu emprego é desnecessário, posto que existem similiares no nosso próprio idioma. Assim como anglicismos, galicismos e demais barbarismos, apareceu um outro “estrangeirismo”: A linguagem internética. Continuar lendo “Dos Estrangeirismos e Linguagens internéticas”

Sobre os Anjos: Para que servem?

angel.gifUma das coisas que sempre me chamou a atenção foi a necessidade que Deus teve para criar anjos. Para que um deus todo-poderoso iria querer anjos? – eu sempre me perguntei. Afinal, Deus é omnipotente, omnividente e outros “omni”, não é mesmo? Há algum sentido em um ser hiperpoderoso necessitar de anjos? E não é só na cultura judaico-cristã. Em várias culturas os anjos aparecem. Mas, quem ou o que são eles? Para que um deus (seja ele qual for) necessita de ter anjos? É o que analisaremos neste ARTIGO.

Preconceitos lingüísticos

Por Mariana Benjamin

Embora muitas vezes não considerada pela sociedade, a intolerância lingüística também é um fator de preconceito e exclusão social. Na história brasileira, a discriminação contra línguas estrangeiras não se restringiu ao campo interpessoal, e chegou a ser legitimada pelo governo. Essa foi a conclusão da dissertação de mestrado do lingüista Alexandre Marcelo Bueno, apresentada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. O pesquisador analisou o papel do Estado no processo imigratório e o preconceito no nível privado em três períodos políticos do Brasil – a Monarquia, a Primeira República e a era Vargas. Continuar lendo “Preconceitos lingüísticos”