
Existe um instante glorioso em que a glória é apenas uma palavra sem sentido, e os níveis de esquisitice saltam no primeiro som de balalaica e dança cossaca; o momento em que o absurdo e a falta de competência trocaram de mãos, tomaram vodka, e decidiram fazer espetáculo. Na sexta-feira apresentaram o robô humanoide AIdol em Moscou, ele veio ao palco todo cheio de confiança, abriu o sorriso metálico, e veio vindo que nem seu tio depois de ter secado um engradado de cerveja sozinho e tabloft no chão.
SEXTOU EM ALTO ESTILO NO MODO RUSSO!
Russos são fantásticos. Apesar da Roscosmos, a agência espacial russa, não aprovar manguaça nos foguetes, cosmonautas sempre deram um jeito de contrabandear a mardita. Eles até tomaram uns gorós horas depois de um quase desastre na Estação Espacial Mir, em 1995.
No tocante ao robô, anda uma corrida para o desenvolvimento de robôs com inteligência artificial integrada está fazendo muita gente apostar alto apresentar produtos pra lá de legais, como esse IRON chinês que anda feito gente, mas tão parecido com gente que a empresa teve que lançar vídeo mostrando que era uma máquina, mesmo.
Np caso dos russos, o Aidol é o seu primeiro projeto de robô humanoide com IA, projetado para andar, falar e interagir sem depender de conexão à internet. Segundo o fabricante, o Ivan Robótico possui 67 graus de liberdade, mãos capazes de segurar objetos de até dez quilos, e um rosto com microexpressões faciais que simulam doze emoções básicas. Equipado com câmeras estéreo e sensores inerciais para reconhecer o ambiente e manter o equilíbrio, ele foi pensado para atuar em indústrias, aeroportos e centros de atendimento.
Na teoria, é claro, aquele mundo mágico em que tudo é lindo, fofo e cheiroso. Na prática, porém, o que deveria simbolizar o avanço tecnológico russo acabou demonstrando que o maior desafio da robótica ainda é o mesmo desde o primeiro robô de lata: ficar de pé.
A Rússia parece que está ficando para trás na corrida da Inteligência Artificial e da robótica, uma corrida claramente liderada pelos EUA e a China. Neste vídeo vemos a apresentação do robô russo mais avançado, mas a coisa não correu muito bem. pic.twitter.com/DAiRgJTEFc
— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) November 11, 2025
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Sim, o robô se estabacou no chão como se estivesse para lá de Marrakesh depois de beber água que robô não bebe. Veio acompanhado, entrou em cena, deslizou, beijou o chão, e a equipe ali por perto, sem GPS moral ou técnico, tentou cobrir o espetáculo com uma tela como se tivesse oferecido um cobertor a um iceberg derretendo.
Para mim, a melhor parte foi estarem tocando o tema do Rock, o Lutador, e acabou por beijar a lona. Segundo os desenvolvedores, “o quadro era de testes, o projeto ainda está em fase experimental”. Deve ter colado com muita gente, só não sei se vai agradar nosso Czar Putin. Pelo sim, pelo não, todo mundo parou de beber chá, não saiu do térreo e nada de estar perto de janelas. Essas coisas atraem mau-agouro na Rússia.
Moral da história (com humor azedo e caneca vazia): se o robô humanoide que prometia substituir humanos, interagir com a gente e mover objetos foi capaz de entrar em cena, fazer pose e desabar no chão, bem, ele parece estar mimetizandoo trabalhador russo médio. Acho que foi essa a intenção (maybe?). Pelo visto, o robozão mandou o BSOD manguaçado ao vivo, achando que ele ganhava muito pouco por isso.
Só espero que não tenham dado metanol a ele. Além de bêbado ainda vai ficar cego.
Agradecimentos ao Gustavo por ter compartilhado esta pérola etilico-robótica

É um bebum perfeito .Parabéns aos envolvidos. :)
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