
Você já se perguntou se a Lua guarda segredos que ainda não descobrimos? olhar para a Lua através de um telescópio e ver o que parecem ser pinceladas de um artista cósmico – formas sinuosas e brilhantes que se estendem por centenas de quilômetros na superfície lunar. Estas não são obras de arte extraterrestres, mas sim fenômenos fascinantes conhecidos como “redemoinhos lunares”, que têm intrigado cientistas há décadas.
Agora, uma equipe de pesquisadores está prestes a desvendar esse enigma espacial. Com uma mistura de criatividade científica e tecnologia de ponta, eles estão recriando as condições lunares aqui na Terra para entender como essas ‘obras de arte cósmicas’ se formaram em um mundo sem campo magnético.
O dr. Michael J. Krawczynski é professor adjunto do Departamento de Ciências da Terra, Ambientais e Planetárias da Universidade de Washington em St. Louis. Ele estuda a Terra, a Lua e tudo que está ali e aqui no Espaço. Recentemente, sua equipe de pesquisadores resolveu estudar o campo magnético da Lua e os efeitos em suas crateras.
Enquanto alguns cientistas sugerem que impactos de meteoros poderiam ser os culpados, Krawczynski e sua equipe têm uma teoria mais ousada: magma subterrâneo. Imaginem rios de rocha derretida fluindo sob a superfície lunar, esfriando lentamente e criando um efeito magnético que perdura por bilhões de anos!
Para testar esta ideia, os pesquisadores recriaram condições lunares em laboratório, focando em um mineral chamado ilmenita, um óxido natural de ferro e titânio com magnetismo fraco e encontrado em rochas metamórficas e intrusões geológicas de rochas ígneas; que a propósito é abundante na Lua, mas raro na Terra. Através de experimentos inovadores, eles descobriram que, sob as condições certas, a ilmenita pode se transformar em ferro metálico magnetizável.
O mais fascinante? Quanto menores as partículas de ilmenita, mais forte o campo magnético gerado. É como se a Lua tivesse seu próprio conjunto de ímãs microscópicos escondidos sob a superfície!
Os experimentos analógicos mostraram que, em condições lunares, poderia-se criar o material magnetizável de que precisávamos. Portanto, é plausível que esses redemoinhos sejam causados por magma subterrâneo.
Determinar a origem dos redemoinhos lunares é considerado fundamental para entender quais processos moldaram a superfície lunar, a história de um campo magnético na Lua e até mesmo como as superfícies dos planetas e luas geralmente afetam o ambiente espacial ao seu redor.
Este estudo ajudará a interpretar os dados adquiridos por futuras missões à Lua, especialmente aquelas que exploram anomalias magnéticas na superfície lunar. A NASA pretende enviar um rover para a área de redemoinho lunar conhecida como Reiner Gamma em 2025 como parte da missão Lunar Vertex.
A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Geophysical

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