Analisando séries e filmes de super-heróis XXIII

The Batman: A maior vingança é não ser vingativo

“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.”

– Epicuro

Sim, esse é um artigo sobre o último filme do Batman. Sim, eu sei que você devia esperar citação do Chaves, mas todo mundo fez a piada, e eu sou mais esperto que um bando de repetitivos. Ademais, Epicuro resumiu o filme em uma sentença; enquanto eu escreverei um pouquinho a mais. Claro, vai ter spoilers. O que você esperava?

Indo logo ao assunto, o Batman é um personagem complexo. Ele parece ser simples: um louco (sim, ele é) que bate em bandido e caça loucos. Como todos os personagens criados na década de 1930 (Batman é de 1939), o Batman evoluiu com o tempo. Antes, ele era só um rico que queria se vingar da morte dos pais, mas com o tempo foi-se dando a ele uma personalidade intricada, afastada. Isso aconteceu principalmente no Batman pós-crise. Até os eventos da Crise nas Infinitas Terras, Batman tinha solucionado o crime várias vezes, depois volta ao criminoso Joe Chill, que ora é apenas um ladrão, outras estava a mando do mafioso Lew Moxon. O que muda é como Batman lida com isso. Antes, apenas alguém bem irritado, outras um atormentado.

Uma coisa e certa: a morte e a tragédia mudaram Bruce Wayne para sempre. Mas ele não foi o único. Pelo menos, não na versão The Batman, com Robert Pattinson, com direção de Matt Reeves, diretor da franquia Planeta dos Macacos e do filme O Monstro de Cloverfield. O vilão desse filme é o velho vilão de Gotham, mas não é bem o Charada (The Riddler). Mas não vamos falar disso agora.

The Batman é um filme diferente do que temos visto em termos de filmes de heróis. Normalmente, o que a Disvel fez foi pegar os elementos principais dos personagens de quadrinhos e distorceu à sua maneira. Funcionou, é verdade. Com Shazam não funcionou, por motivos que eu expliquei, embora tenha seguido os quadrinhos. Entretanto, Matt Reeves resolveu ir na contramão e o resultado foi um filme baseado em quadrinhos, que por sinal deu um bom retorno. No momento em que estou escrevendo, The Batman arrecadou 672,85 milhões, sendo 331,95 milhões em casa e 340,9 milhões no resto do mundo, tendo custado entre 180 e 200 milhões. Batman é um personagem de muito apelo, e quem foi ver e saiu muito satisfeito foi o público de quadrinhos.

Algumas pessoas com as quais conversei antes de eu ir ver o filme me disseram que o filme era lento e chato. Depois de ir ver, eu entendi o que a pessoa estava falando, mas não entenderam o que era o filme. O filme resgata muitos elementos do Batman de diferentes fases do morcegoso.

O filme bebeu de diversas fontes. Entre elas, filmes noir, porque foi assim que o Batman começou. Afinal de contas, DC significa Detective Comics, isto é, coletânea de histórias de detetives e investigações. O filme mostra uma Gotham como sempre foi conhecida: escura, sombria, chuvosa e perigosa. Ninguém está seguro, a não ser a parte rica da cidade, e o motivo eu vou contar mais para a frente, mas quem leu as histórias já sabe do que vou falar.

As cenas começam com a voz do Batman, nas trevas, no escuro. Ele está em todo canto e em nenhum lugar. Como os filmes noir da década de 40, a voz em off narra em primeira pessoa:

Um Dia das Bruxas escuro e tempestuoso. Quinta-feira, 31 de outubro. As ruas da cidade estão lotadas para o feriado. Mesmo com a chuva. Escondido no caos, está o elemento… esperando para atacar como cobras. Mas eu também estou lá. Assistindo. Dois anos nas noites me transformaram em um animal noturno. Devo escolher meus alvos com cuidado. É uma grande cidade. Não posso estar em todos os lugares. Mas eles não sabem onde estou.

Temos um sinal agora. Para quando precisam de mim. Mas quando essa luz atinge o céu, não é apenas um chamado. É um aviso. Para eles. Medo é uma ferramenta. Eles acham que me escondo nas sombras. Mas eu sou as sombras.

O filme acabou de contar quais as histórias estão envolvidas: Batman: Ano 2, e O Mais Longo Dia das Bruxas. Ainda tem elementos de Batman: Ano 1 e outros que eu vou falar mais adiante, também; tenha calma. Estamos vendo um Batman ainda aprendendo a ser o Batman. Ele é jovem, é inexperiente, acostumado a correr atrás de punguistas, ladrões, assassinos, vagabundos em geral e mafiosos, mas estes últimos ele não conseguiu pôr a mão.

Ainda assim ele tenta, faz o que pode, usa as sombras e o medo como arma. A rigor, ele é como o Super-Homem, mas à sua maneira. Em Justiça, o Morcegão explica isso ao Homem-de-Aço (obrigado, Júlio).

O Super coloca medo nos criminosos simplesmente mostrando que nenhum deles está seguro. O Super consegue ver através das paredes, consegue cruzar Metrópolis num piscar de olhos, está sempre dando entrevistas sobre o que ele pode fazer e sua roupa absurdamente chamativa mostra que nenhum bandido tem para onde correr, e isso faz a criminalidade em Metrópolis ser muito menor. O que não é falado no quadrinho: Metrópolis praticamente só tem um único chefão de crime: Lex Luthor, enquanto Gotham tem uma verdadeira guerra nas sombras pelo poder, entre Salvatore Maroni e Carmine Falcone, os principais chefões do crime organizado, mas não os únicos. Esses são apenas os conhecidos.

Até que surge o Charada, e as mortes começam.

O Charada foi uma criação de Bill Finger e Dick Sprang, aparecendo pela primeira vez na revista Detective Comics nº 140, em 1948. Edward Nashton sempre foi um jovem com QI acima da média. Cresceu amando desafios e quebra-cabeças, a ponto até de trapacear para ganhar um concurso, mas com o tempo achou que era inteligente demais para essas coisas triviais. Adotou o nome Edward Nygma (eu não vou explicar o trocadilho) e resolveu ser bandido.

Sim, ele tinha cara de mafioso italiano. Todo os bandidos tinham cara de italianos nessa época, e não era exclusivo da DC. Tem uma explicação: a maioria dos criminosos ligados à máfia eram, obviamente, italianos. Sim, eu sei que isso não implica que todo italiano fosse criminoso. Eu expliquei, não justifiquei.

O Charada deste filme é bem diferente. Só para fins do filme que vemos que é americano com cara de bolacha, cabelo tipo anos 60, óculos de acrílico e visivelmente perturbado quando lhe é mostrado que não é tão esperto assim. Pois, é, o Charada é muito perturbado e o filme mostra o motivo no desenrolar. Ele era um órfão, assim como Bruce Wayne. Ele perdeu os pais cedo, tanto pai quanto a mãe. A diferença é que Bruce Wayne teve um pai de criação: Alfred; e isso cercado de tudo o que o dinheiro pode comprar. Nashton não teve. Sua vida miserável foi num orfanato vagabundo cheio de ratos, enquanto o plano Renovação de Gotham não saiu do papel, mas fica bem entendido que desviaram todo o dinheiro.

Edward desenvolve uma personalidade obcecada (como o Bruce), desesperada por Justiça (como o Bruce) e resolve ser a Vingança encarnada (como o Bruce). A grande diferença, como falei, foi o Alfred. Bruce recebeu uma boa educação e um lar; Edward, não. Bruce se preparou para ser a Vingança; Edward também. Cada um ao seu jeito. A questão é a moral envolvida. Bruce recebeu uma formação moral. Edward não.

O assunto da Vingança é uma forma de remeter ao mote do Batman: Eu sou a vingança! Eu sou a noite. Eu sou Batman!

Edward começa seus assassinatos. Ele quer vingar Gotham de toda a escória que ao seu ver afundou a cidade de um mar de lama e podridão: altos funcionários, comissários de polícia, promotores, prefeitos etc. Batman e Gordon correm contra o tempo resolvendo cada um dos enigmas, mas eles não são fáceis. Muitos são elusivos, em que o Batman acha que são uma coisa, mas são outra. Batman mergulha na podridão de Gotham. Comete erros de interpretação, erros de investigação, cai em ciladas. Ele está investigando a fundo, para, no futuro, ser conhecido como o maior detetive do mundo, mas ele ainda é alguém que investiga sim, mas mais espanca bandido.

O Batman investigador não foi muito bem retratado no cinema até agora, dando-se mais atenção nos piores inimigos e na ação. Mas o pior inimigo não é o Coringa, não é o Charada, ou a Hera Venenosa. O maior vilão de Gotham é a própria Gotham. A Gotham que fez aparecer todos esses monstros, e o Batman está entre eles, mas ele é um monstro, por assim dizer, bom. Um mal necessário. Como em Batman Ano 1, os grandes vilões estão nos salões da alta sociedade, estão no Poder. São ricaços, magnatas, grandes empresários, políticos e, claro, os chefões da máfia. Juntos, eles forma a maior podridão, a escória, nos ricos e limpos salões de festas. Por causa disso, antevejo os próximos filmes enfocando um dos piores adversários do Batman: a rica sociedade ou, a Corte das Corujas, uma sociedade secreta com a nata da cidade.

Batman sai, investiga, mesmo assim precisa de ajuda, e quem o ajuda é Selina Kyle, a Mulher Gato que não é chamada por esse nome. A única menção seria a touquinha dela. Rústica, mal-feita, mas tudo ali é um início. Ela não é bem uma ladra de joias, é alguém tentando sobreviver no submundo de Gotham. Ela investiga o sumiço da amiga e resolve ajudar o Batman de forma que ele a ajude a salvar sua amiga, mas um não está preocupado com o problema do outro. Cada um tem sua sanha particular, cada um pensa só no que é seu. Eles são o que Gotham fez deles. A Gotham que todos são individualistas, a Gotham controlada pelas sombras do crime do alto das mansões e apartamentos luxuosos. E isso afetou a própria família Wayne.

O Charada sabe disso. E é através do Charada que Bruce descobre que o próprio pai, Thomas Wayne, num momento de fraqueza, caiu para o escuro antro de Gotham. Um repórter investigou e descobriu os podres da família Arkham, de onde saiu Martha (POR QUE VOCÊ DISSE ESTE NOME???), que se casaria com Thomas Wayne. Thomas pede a Carmine Falcone que desse um jeito no repórter, mas não esperava que Falcone matasse o sujeito, e isso fez Thomas cair na sua própria consciência o mal que ele conhecia e participava sem saber o quão nefasto era. Tentou fugir dessa teia e acabou morto. O filme implica que por causa disso, Falcone contrata Joe Chill para dar cabo dos Waynes.

No jogo do Charada, Batman inadvertidamente leva Falcone, uma das grandes mentes criminosas e praticamente dono de Gotham, na mira do Charada, sem poder revelar nada do que se esconde nos meandros do mar de lama da cidade. Batman percebe que está sendo um joguete nas mãos de um criminoso hiper-inteligente e implacável. Batman percebe que ele não é tão inteligente e nem tão preparado, mas precisa mudar isso logo.

Ao cair no labirinto criado pelo Charada e revirar a podridão da cidade, Bruce começa a ver que ele tem um papel maior do que se vingar da morte dos seus pais. Antes, ele apenas batia nos criminosos e fazia-os sentir medo de sua presença sinistra, mas as próprias pessoas honestas também sentiam medo dele. Isso fica evidenciado quando uma vítima de uma gangue que foi detida pelo Batman pede ao Cruzado Embuçado que não o machucasse. Batman era apenas alguém que queria vingança, noite após noite. Ele não se importava com mais nada, nem mesmo com os trabalhos filantrópicos do pai. Ele é uma pessoa soturna, depressiva, gótica. O filme mostra isso em que finalmente mostra Bruce sem a vestimenta do Batman, mas com os olhos escurecidos por tinta. Nunca Bruce Wayne fora retratado assim, triste, sombrio.

Quando Alfred sofre um atentado, Bruce precisa correr contra o tempo, até que finalmente conseguem prender o Charada. Ao tratá-lo com pura psicologia, vê o Charada como o monstro insano que é, até que o Charada diz que ele não desvendou o último ato. Bruce se desespera e descobre com a ajuda de um policial (por puro acaso, como são os filmes) que o ato final é a explosão de diques que contém o mar, o que não ficou fazendo sentido, já que Gotham não é Veneza. De qualquer forma, foi a jogada quase final do Charada, em que inundar a cidade é o ato desesperado de limpar a cidade de toda a sua imundície. Quando as pessoas estão reunidas, outros idiotas loucos estão preparados para matar indiscriminadamente, e quando vemos gente como aqueles idiotas que invadiram o Capitólio, entendemos que eram um desses grupos enlouquecidos que só precisam de um estopim.

Quando o Batman interroga um deles, ele diz que é a Vingança. Batman percebe o que é aquilo: é ele mesmo. Bruce Wayne, o Batman, viu um reflexo de si mesmo e entende de uma vez por todas que ele não pode simplesmente ser alguém a ser temido, mas alguém que inspire. Ele ajuda as pessoas presas nas ferragens do estádio e as guia com um sinalizador. Ele é uma luz no meio da escuridão de uma cidade destruída física e moralmente. As pessoas relutam, mas acabam seguindo a sua liderança. Ele ali não é a vingança, nem a noite. É alguém que reconhecem estar tentando ajudar. Ele percebe como as atitudes mudam quando há um fio de esperança, e é aí que ele percebe a importância de Bruce Wayne operando de dia, construindo, modernizando, fazendo sua parte na melhoria de muitas vidas, enquanto seu alter-ego sai à caça à noite.

A estética do filme The Batman é incrível. As cenas são majoritariamente no escuro… AIN, DC É DARK… Sim, é escura, porque o Batman não é como o do Adam West que anda em plena luz do dia com seu Lincoln Futura 1955 (tem um site sobre todos os Batmóveis). É uma história passada na escuridão, em becos escuros, nas sombras. Ainda assim, a fotografia é excelente. Os ambientes escuros não são absurdamente escuros a ponto de você não ver o que está acontecendo, nem foi escurecido acertando a iluminação via software. A cena do Charada sendo preso foi identificada por mim logo no trailer, e outras pessoas perceberam:

O traje do Batman é perfeito para a questão. É uma armadura prática. Ele tem liberdade de movimento, mas com proteção pro pescoço. É algo extremamente funcional. Ainda assim parece rústico, algo bem adequado a quem está em início de carreira e parece querer levar de tudo, sem um refinamento; e se você prestar bem atenção, há um som de fundo. O som do couro da roupa rangendo na medida que o Batman se mexe. Isso conferiu maior autenticidade.

Outro ponto fantástico: o carro. Não é apenas um tanque como o Tumbler. É um Muscle Car, adaptado, forte, blindado. Não algo que pareceu ser feito em linha de montagem, mas um carro pronto para as necessidades do Batman, o que claramente mostra que foi adaptado à mão, não numa montadora.


Outras fotos AQUI.

É um carro ameaçador, como o Batman esperaria que fosse. O rondo do motor, os faróis, as luzes internas agem como um impacto psicológico, e está bem de acordo com os quadrinhos, já que muscle cars não são novidade.

The Batman não é um filme pro fã pasteurizado com filmes feitos para o cinema, com 90 minutos sem acontecer nada, uma cena foda, conclusão e mais nada. Há nuances, há tropeços por parte dos heróis e vilões. Ele termina com o Charada conversando com o Coringa. Reeves soltou uma cena que o Batman entrevista o Coringa para poder entender o Charada.

Um dos motivos desta cena não ter ido para a edição final é que Reeves achou que era cedo demais apresentar o Coringa e sua relação com o Batman. Outra, e isso é opinião minha, é que o Coringa entrega logo o que o Charada é, e o que ele é, é um Batman de vias tortuosas. Sim, ele queria se vingar e punir. Sim, o Batman também achou que aquelas pessoas eram culpadas, mas deviam pagar pelos crimes de acordo com a Justiça, e não a Justiça do Charada, baseada em morte e assassinato.

The Batman é um filme sobre a condição humana. Como um ambiente nocivo cria monstros, mas pode criar heróis. É tudo uma questão de quem é seu guia, seu mentor. É um filme pesado e visceral, apesar de respeitar os limites do PG-13. É um filme violento, mas humano. Um filme sobre crimes, criminosos e vítimas. E as maiores vítimas são as peças centrais e antagônicas. Os adversários em extremos opostos, surgidos num ambiente tóxico, mas que conduziram suas vidas de forma diferente. Não é como Pinguim. Este resolveu se aliar a bandidos, resolveu estar no meio do poder entre criminosos. Não é como o Charada, que veio de uma infância destroçada pela violência, assim como Bruce.

Há um lampejo de dúvida no filme, quando o Charada fala de Bruce Wayne e o Batman estanca. O Charada sabe da identidade secreta do Morcegão? Ou apenas Bruce Wayne foi reconhecido como seu igual, mas um tanto diferente, o que o próprio Charada apontou? Em Batman: Hush, o Charada tem câncer terminal e ao mergulhar no Poço de Lázaro para se curar tem o seu intelecto maximizado, e ele então entende quem é o Batman. Será que o Charada do filme The Batman desvendou isso? O texto faz uma pausa dramática e o Charada muda para que Bruce Wayne fosse sua próxima vítima, fazendo o Batman respirar.

Mas há um ponto que parece que o Charada desviou de propósito, e sim, ele realmente sabia o que Bruce Wayne fazia à noite, mas deu o perdido, para depois coroar seu Master Plan com o Batman sendo a sua última vítima. Não se sabe ao certo até que ponto foi erro de roteiro e direção com a forma do Charada dar a entonação e mudar rapidamente ou era tudo idealizado para parecer assim e o Charada manter o segredo consigo. Ao mesmo parece que sim e não, é uma cortina de espelhos. É a última charada do filme, para depois o charada conversar com o coringa e ambos acabarem num riso histérico, deixando-nos preparados (ou não) pro que virá nos próximos filmes.

3 comentários em “Analisando séries e filmes de super-heróis XXIII

  1. Fala André, excelente texto!

    Hoje posso dizer que tenho três filmes preferidos do Bátema:

    Batman 89;
    O Cavaleiro das Trevas;
    The Batman.

    Por serem filmes MUITO diferentes entre si, não consigo colocá-los em ordem de preferência, mas mesmo assim arrisco dizer que o de 89 ainda é o meu preferido por 4 motivos:

    – Batmóvel: não ligo se é prático ou não, aquele fucking carro é lindo demais;
    – Keaton: pra mim ele acerta no tom tanto como Bruce quanto como Batman e o uniforme pra mim ainda é o melhor e, de novo, não me importo se é prático ou não (e a gente pode discutir isso em outra ocasião);
    – Coringa: Nicholson MATA A PAU como o Jóquer. A cena dele conversando com o cadáver queimado do mafioso após aquela reunião diz tudo o que o Coringa é pra mim.
    – Nostalgia: eu tinha 9 anos quando assisti essa pérola no cinema, marcou demais… A impressão deixada foi muito forte, até mais forte que o filme do Super que era a principal referência até então.

    Agora sobre o The Batman… Adorei o filme, com apenas pequenas ressalvas. Primeiro os prós:

    – Narração em off: sacada GENIAL do Matt Reeves, esse é um dos recursos que mais senti falta em todos os outros filmes do morcego;
    – Batman DETETIVE: o lado investigativo ficou excelente, o Pattison acertou o tom pra mim com perfeição, tanto em postura e voz como em expressão;
    – Gotham: melhor Gotham nas telas pra mim, nojenta e suja como tem que ser;
    – Charada: a expressão que o Paul Dano faz quando ele é pego na cafeteria e “deitam” ele no balcão é boa demais. Motivações e execução excelentes;
    – Selina: arrancaram elas das páginas do Ano UM e colocaram no filme, sem mais;
    – Pinguin: o Farrel fazendo imitação de Robert De Niro ficou excelente;
    – Batmóvel: melhor primeira aparição em live action, só lembrei de Christine.

    Vamos aos pequenos cons:

    – Final: achei grandioso demais pra um filme, até então, bem intimista de investigação (não tiro da cabeça que tem dedo do estúdio aí, mas divago…);
    – Bruce: eu entedi a proposta, e explicaste muito bem no teu texto, mas não consegui engolir o Wayne emo e depressivo, apesar da sacada da palidez e dos óculos escuros serem geniais;
    – Coringa: aqui pode ser pelo pouco de tela, mas mesmo com a cena deletada divulgada posteriormente esse Coringa não me desceu muito, apesar de já ser bem melhor que o do Leto (o que não é muito difícil). Chocou muito mais pela aparência do que pela persona, que pareceu mais uma varição do que tinha sido feito pelo Ledger;
    – Alfred x Bruce: essa foi a pior relação entre os dois que eu já vi na telona, não fica claro em nenhum momento o porque do Bruce ser tão escroto com o único cara que ele pode confiar e figura paterna que ele tem no mundo, o cara mal tava vivo e o Wayne solta: “Vc mentiu pra mim Alfred”. Desnecessário.

    Aguardando ansiosamente pela continuação que certamente virá após esses excelente números alcançados.

    Abraços!

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s