Cientistas criam pele para toque mais eficiente e à distância

Ontem, eu postei sobre como o cérebro recebe as informações do tato. Daí, fica-se a dúvida: mas amputados que usam próteses não têm tato, fora aquela sensação de membro fantasma chato. Muitas próteses estão ótimas (sim, eu sei que elas são caras. Toda tecnologia inovadora é cara), mas ainda falta alguns detalhes ainda para serem perfeitas (ou quase). Uma delas e o tato, mas isso não será pra sempre. Pesquisadores desenvolvem uma pele artificial capaz de fornecer ao cérebro sensação de tato.

O dr. Xinge Yu é pesquisador da Universidade de Hong Kong. Seu laboratório estuda o desenvolvimento de sistemas eletrônicos e bioeletrônicos flexíveis, além de realizar pesquisas multidisciplinares que abordam desafios em aplicações práticas, como eletrônicos biomédicos com propriedades físicas e químicas compatíveis e monitoramento em tempo real da saúde.

Em outras palavras, eles criam sistemas para fazer nossa vida melhor, mais saudável e prontos para sermos assimilados por Borgs mais facilmente, embora eles não digam isso abertamente. Resistir é inútil!

A tecnologia que o dr. Yu e seus colaboradores da Universidade Northwestern pesquisam, segundo suas próprias palavras, emprega uma abordagem mais elegante e utiliza tecnologias sem fio para mover pequenos atuadores que requerem muito pouca energia para produzir vibrações em escala milimétrica. O dispositivo consiste em um material semelhante à pele, fino e flexível, que um usuário pode aplicar em sua própria pele. Os componentes funcionais do tecido são incorporados a uma camada elastomérica revestida com silicone.

Trocando em miúdos: é uma pele de silicone (não igual ao que você implantou nos peitos. “Silicone” compreende uma gama imensa de substâncias diferentes), com circuitos microscópicos e fios trançados que recebem informações de sensores nele. Isso tiudo pode se comunicar de forma sem fio, embora não seja por bluetooth, o que é uma pena. Tudo fica melhor com bluetooth.

Como o dispositivo vestível é flexível, ele pode funcionar através de uma ampla gama de movimentos, já que o silicone é bem maleável, permitindo você fazer seus movimentos, sem perder o tato.

Ah, mas você quer vídeo, né? Vamos ao vídeo!

Calma. você está achando que é só para amputados? Engano seu. Este sistema pode ser usado em uma gama imensa de aplicações, como em realidade virtual e realidade aumentada, desde um cientista ou cirurgião necessitando “sentir” o que é pra ser tocado, mas está a quilômetros de distância,até jogos e brinquedos. Veja outro vídeo.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature

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