Pesquisadores criam forma de conservar vacinas mesmo a temperaturas altas

Vacinas são muito importantes, mas ela têm um sério problema no tocante a armazenamento. Em capitais, nem tem problemas de acondicionamento, pois é fácil ter à disposição geladeiras para conservação em baixas temperaturas, mas em locais miseráveis, afastados, inóspitos e esquecido por todo mundo, como Sudão do Sul, Tanzânia e Paquetá?

Oh meu Deus! Quem poderia ter o verdadeiro poder de resolver isso? Quem, SENHOR, teria conhecimentos além do mundo de forma a mitigar o sofrimento das pessoas? Que classe de seres iluminados seria capaz de resolver isso?

O dr. Vincent Leung é químico (com ele a oração e a paz). O dr. Leung é professor-assistente de Bioengenharia do Departamento de Engenharia Química na Universidade McMaster, no Canadá. Ele partiu do princípi oque desenvolver vacinas sai caro, mas armazená-las também tem um custo alto. Aí você gasta uma grana preta no desenvolvendo uma vacina, para ela ser desativada pela alta temperatura uma hora antes de ser dada a alguém? Não, isso não é aceitável!

Transporte e armazenamento demandam logística, o que implica em mais dinheiro. Nem sempre quem irá receber as vacinas terá recursos para conservar estas vacinas até que elas efetivamente forem parar dentro do organismo do paciente.

Para que as vacinas se mantenham em excelente estado precisam, no mínimo, refrigeração. Sendo assim, as áreas de armazenamento precisam ter geladeiras com acesso a eletricidade confiável e os carros e caminhões de entrega devem ter suas próprias câmaras frigoríficas ou confiar em caixas refrigeradas caras, mas sabemos que vai é parar numa caixa de isopor de 20 reais que pode ser comprada no seu mercadão popular favorito.

A técnica, que já foi testada em vacinas contra herpes simplex e gripe, se baseia na combinação dos ingredientes ativos nas vacinas existentes com um gel açucarado à base de pululano e trealose (o primeiro um polissacarídeo e o segundo um dissacarídeo formado por duas moléculas e glicose), conservando a vacina por oito semanas ou mais, mesmo em temperaturas de cerca de 40ºC, o que para uma vacina é muito alto, mas num país tropical é algo bem corriqueiro.

Agora, dá pra meter numa maleta e enviar o daktari junto., já que o método criado por Leung e seus colaboradores torna capaz o preparo de doses leves, duráveis e compactas que seriam ideais para o transporte da vacina contra o Ebola, por exemplo; e o processo acrescenta apenas um custo marginal à preparação de uma vacina e elimina quase todo o custo de transporte e armazenamento.

E antes que eu me esqueça, toma o videozinho!

A pesquisa foi publicada no periódico Scientific Reports e está totalmente com acesso livre.

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