Tamanho é documento e os pequenos que se dão bem

Ela disse que não importa o tamanho, mas lá nos recônditos da sua mente, ela sabe que importa, só não quis lhe magoar. Seja dinossaurão ou dinossaurinho, a Seleção Natural vai chegar junto mais cedo ou mais tarde. Só que o problema é que o dinossaurão precisa de muito, mas muito mais recurso que aquelas galinhas de mau humor que mal chegavam no seu joelho. Isso refletiu em outros animais, principalmente mamíferos, menores, mais bem adaptados e capazes de gerar o próprio calor interno.

Mamíferos andam perambulando por aí por cerca de 200 milhões de anos (ou seis mil, se você for morador do Texas). Eles não competiam lugar com os lagartões malvadões (alguns revisionistas insistem que dinossauros tinham penas. Eu não quero acreditar nisso. Problema meu. Pra mim, eram lagartos foda e não galinhas gigantes), preferindo muitas das vezes se esconder sob a terra. Eram bem menores, mas muito, MUITO menores, do tamanho de um gato e parecido com um musaranho. Aí veio o pedregulhão e mandou a maior parte dos dinos pra vala. Os que sobreviveram tiveram grandes problemas, pois precisavam de muito mais comida (sem falar que a maioria era herbívoro, o que mostra que salada não leva a nada)

O dr. Stephan Lautenschlager é professor-conferencista em Paleobiologia do Departamento de Geografia e Ciências do Ambiente e da Terra da Universidade de Birmingham. Lautenschlager (eu fiz cópia-cola para conseguir colocar este nome aqui) e seus colaboradores estudam sobre o sucesso dos mamíferos, desde que o primeiro saiu da toca até que um deles achou que bater no amiguinho com um pedaço de pau seria uma boa ideia (estou falando de chimpanzés).

Se qualquer forma, Lautenschlager empregou o uso de análises e modelagem computacional para tentar descobrir o que aconteceu com o esqueleto de nossos ancestrais minúsculos para que eles ficassem minúsculos.

Sim, porque Seleção Natural e Evolução não significa “Ops, a onda agora é ficar pequeno. Preciso encolher”. Apenas os que possuem configuração ou capacidades que possam lhe dar vantagens é que continua tendo maiores chances de sobreviver e gerar descendentes. No caso dos mamíferos, eles foram privilegiados por uma configuração corpórea mais simples. Simples, mas mais eficiente.

Todos os vertebrados, por exemplo, possuem um sistema de mandíbula complexo. Os mamíferos são exceção. Nossas mandíbulas são formadas por um único osso. A análise fóssil mostra que a mandíbula dos ancestrais dos mamíferos foi simplificada e uma nova articulação da mandíbula foi formada, enquanto alguns dos outros ossos acabaram se movendo e foram parar no ouvido médio. Isso dei outra vantagem: esses ossinhos acabaram por auxiliar na audição.

Sim, foi exatamente isso. A equipe do dr. Lautensalguma enfocou na estrutura mandibular e percebeu como com o passar do tempo a mandíbulas de diferentes animais evoluía de forma diferente. Os mamíferos foram os que se deram melhor, naquela velha receitinha: menos é mais.

Os resultados das análises feitas com tomografias computadorizadas mostraram que o tamanho da mandíbula nos fósseis de mamíferos dos mamíferos reduziu significativamente as tensões nos ossos desse local durante a alimentação, mesmo sem perder a potência da mordida, só não previne tuberculose. Se não acredita em mim, pergunte ao Noel Rosa.

A pesquisa foi publicada na Nature

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