Avó e bisavó tentam matar criança por não ser quem elas queriam

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Essa é uma história de amor, mas de tragédia. Um amor impossível. Um amor que não poderia acontecer. Um amor proibido por duas famílias rivais. Um amor entre uma adolescente e um homem mais velho, que gerou uma criança que virou palco de discórdia e uma quase tragédia. Não, não foi Sófocles, Shakespeare ou mesmo Nelson Rodrigues. É a história da menina indígena que teve filho indígena de outro indígena, mas um indígena da tribo errada. O bebê, fruto deste enlace, foi enterrado vivo pela avó e bisavó da criança.

Claro, isso seria considerado crime hediondo, infanticídio e coisa de gente bárbara, mas como são índios (e sabendo que eles são criaturinhas boas, puras e inocentes), tudo se desculpa, certo?

A história se desenrola em um rincão chamado Canarana, a 838 km de Cuiabá MT. Neste lugarzinho esquecido mora a família de Tapoalu Kamayura, cuja filha de 15 teve uma filha. Até aí, nada demais, só que o cara era e outra tribo e isso não é lá bem aceito. Como esta tribo indígena não foi avisada pelo pessoal lacrador que só homens brancos são racistas e preconceituosos, Tapoalu e sua mãe, Kutsamin, resolveram fazer de tudo para dar cabo desta criança ainda antes de nascer. Encheram a filha de Tapoalu (cujo nome não foi divulgado por ela ser menor) de chás abortivos para se livrar daquela ignomínia

O problema é que pajelança só funciona em filme e os chazinhos da lata não funcionaram, e a criança nasceu, uma menina. Assim, Tapoalu e Kutsamin, avo e bisavó da criança, resolveram tentar dar cabo da menina mais uma vez, enterrando-a viva. A menina ficou seis horas enterrada, e para sua sorte, vovó e bisa eram duas retardadas que não sabiam fazer nada direito. A menina foi resgatada com vida e as duas toscas estão lá esperando uma decisão do que fazer com elas.

A Polícia Civil diz que pediu a prisão da bisavó e da avó após ouvir testemunhas que falaram sobre a conduta e a participação delas no crime, e a FUNAI, com aquele lance de “não podemos interferir na cultura indígena” não se pronunciou. Mas, claro, é tudo uma questão que a culpa é do Homem Branco, já que os indiozinhos são inocentes e bobinhos e não sabem o que fazem. Eles jamais seriam preconceituosos ou estariam em guerra com outras tribos.

O fato dos temiminós estarem em guerra com os tamoios, sendo estes últimos aliados dos franceses para expulsar os portugueses, e os temiminós acabarem se aliando aos portugueses para ter uma ajudinha para eliminar seus desafetos, parece passar desapercebido, quando cada tribo saía na porrada com outras tribos. Os peró e os mair (portugueses e franceses) apenas caíram no meio da briga alheia e… bem, dividir e conquistar sempre foi uma boa estratégia, ainda mais que eles já estavam divididos. Só que nós melhoramos um bocado, mas os índios continuam com seu modozinho de vida. Pergunte a qualquer índio com defeito de nascença ou os índios albinos.

Ah, sim, não tem nenhum, né? Você já se perguntou o motivo?

De qualquer forma, já sabemos que a menina recém-nascida, no máximo, será direcionada para adoção (se tiver sorte), porque para vovó e bisa não vai pegar nada. Mas há ainda quem acredite nas bobagens do Rousseau sobre o bom selvagem.


Fonte: G1

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Sobre André Carvalho

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