A exuberante vida nas cavernas submersas em Yucatan

A Península de Yucatán, no México, é bem famosa pelo pedregulhão do mal que caiu lá, mandando bela quantidade de seres vivos para a vala, com os dinossauros liderando a fila da extinção. Mas nem só por meteoros a península de Yucatán é famosa. Ela guarda muitos tesouros, como rios subterrâneos e cavernas inundadas. Um mundo só dela, com bactérias que se se alimentam de metano nas frias cavernas esquecidas, que só verdadeiros aventureiros têm coragem de ir para explorar um mundo que parece que parou no tempo.

David Brankovits é doutorando da Universidade do Texas A&M, que por pouco não parece subsidiária das empresas ACME. Ele adora mergulhar e faz pesquisa submarina. Junto com outros colaboradores completamente malucos, Brankovits achou uma boa ideia se embrenhar naqueles túneis subaquáticos de Yucatán, usando técnicas novas, já que antes algumas pessoas mais espertas tinham mandado veículos por controle remoto. Mas se o cara tem tendências suicidas, o problema é dele e você não tem nada com isso.

Brankovits estuda a ocorrência de metano nas cavernas submersas. Basicamente, este gás vem da decomposição de matéria orgânica, e tem muito metano por lá. Como na Natureza a vida sempre encontra um jeito, a Seleção Natural fez com que bactérias capazes de sobreviver naquele ambiente com pouco oxigênio explodissem numa miríade de vida. Além disso, a existência de mais matéria orgânica dissolvida nas águas formaram uma cadeia alimentar com vida abundante, onde você esperaria não haver um simples microorganismo.

O estudo foi conduzido na rede de cavernas de Ox Bel Ha, um estuário subterrâneo com cavernas inundadas com camadas de água distintas, consistindo de água doce alimentada por chuvas e água salgada do oceano costeiro, que não se misturam graças a um ambiente estático, sem turbulências, cuja diferença de densidade dos dois tipos de água fazem com que cada uma fique na sua camadinha e diferentes formas de vida capazes de viver em água salgada e outras em água doce fiquem pululando por lá.

Essas cavernas e sumidouros são chamados de “cenotes”, e são fontes importantes de água doce para as comunidades em todo o Yucatán. O metano nas cavernas se forma naturalmente sob o chão da selva e migra para baixo, indo parar bem fundo nas água das cavernas, que mais tarde encontrarão alguma forma de escapar para cima, em direção à atmosfera. Isso forma um imenso banquete para as bactérias e outros microorganismos que constituem a base do ecossistema da caverna. Alguns desses camaradinhas minúsculos se alimentam tanto do metano na água quanto de outros materiais orgânicos dissolvidos que a água doce trouxe com ela da superfície. Os microrganismos alimentam, então, uma cadeia alimentar dominada por crustáceos, incluindo uma espécie de camarão adaptada à caverna que obtém cerca de 21 por cento da sua nutrição a partir do metano.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Communications, que está lá prontinho para você ler na íntegra, a um cursinho de inglês de distância. Encare como a visita a um mundo mágico, escondido no interior da Terra, em que só os mais corajosos aventureiros têm coragem de ir. Quem sabe você não seja o próximo em algum momento de sua vida?

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