O problema da complacência

Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.

Vocês estão acompanhando o caso da moça que deu uma carona a alguém que encontrou num grupo de caronas no WhatsApp. Na verdade, era para ser duas pessoas, uma mulher e um homem, mas a mulher não foi, somente o cara. Acabou que essa moça foi morta, o cara fugiu com o carro, depenou o veículo e sumiu na poeira. Seria justo culpar a garota?

É injusto dizer que a culpa é exclusivamente dela, mas uma das coisas que aprendemos (ou deveríamos aprender) desde a infância é o conceito de auto-preservação. Auto-preservação foi o que fez Gronk ver Krung comer uma frutinha vermelha e cair espumando, mortinho do neanderthal. O sentido de auto-preservação de Gronk fê-lo perceber que comer aquelafrutinha vermelha pode não ser lá uma boa ideia. Enquanto isso, M’Bongo foi enfrentar um tigre de dentes de sabre tendo apenas um galhinho de árvore. Bem, Gronk vai viver mais que M’Bongo também.

Desde muito tempo, nossos anciãos têm usado de histórias e parábolas para ilustrar que não é uma boa ideia dar conversa a estranhos. Um desses contos mais antigos é Chapeuzinho Vermelho. Na história original, a vovó é morta, Chapéuzinho é dilacerada e o Lobo se ferra também. E isso porque a garota retardada não ouviu a mãe quando ela disse para não sair da bosta da estrada.

Não acho bonito o que aconteceu com ela, mas quando vemos as notícias como…

Com notícias assim, é bom tomar cuidado, né? Alguns alegam que esses grupos de carona são por meio de indicação, sendo que algumas pessoas até recebem avaliações, como se fosse no Mercado Livre. Então, você vai pegar/dar carona com alguém que você não conhece, indicado por alguém que você não sabe quem é e avaliado por quem você nunca ouviu falar. Depois todo mundo fica surpreso com estes números alarmantes? O mesmo pessoal que critica pais e avós por darem conversa a qualquer um na fila do banco confia em alguém só porque esse alguém tem um celular? Isso faz sentido?

Vão dizer que eu sou cruel por culpar a moça, mas não podemos tirar dela a responsabilidade de cuidar de sua própria segurança, já que não é uma criancinha e deveria saber que lidar com estranhos é sempre um risco. Agir com complacência e colocar paninhos quentes só piora a situação;é dar aos demais a ideia que aquilo é uma fatalidade que só aconteceu com ela, mas nunca com os demais.

É dever de todo pai ensinar aos filhos que o mundo é perigoso. Vemos isso em todas os animais e mesmo nas tribos mais atrasadas, mas o mundo conectado dá a falsa sensação que você está seguro e pode confiar em alguma foto que aparece numa rede social, independente de várias manchetes apontarem o resultado de confiar em demasia.

As pessoas têm que parar com esse negócio de não dar a parcela de culpa a quem é devido.. A hora que as pessoas realmente apontarem que se você não for o primeiro a cuidar da sua segurança, quando vier uma outra poderá ser tarde demais, talvez, APENAS TALVEZ, este número absurdo e despropositado de assassinatos caia.

Mas se você prefere arriscar, e contigo. Eu bem sei que o que quer que aconteça você não irá reclamar.

A não ser que seja num centro espírita, esperando a sua vez de falar pelo médium.

3 comentários em “O problema da complacência

  1. Foi engraçado, eu e minha esposa estávamos conversando exatamente sobre este caso, e mencionando o quão absurdo é esta onda “politicamente correta” de não culpar a vítima. Ora, ela cometeu um erro gritante, se colocou em uma situação óbvia de perigo, que poderia ter sido evitada se assistisse qualquer filme “b” de terror norte americano…

  2. É o que sempre digo. Quer dizer, porra!, a gente vê cada coisa no noticiário do dia a dia. Muitas vezes a violência não é dispensada nem entre familiares, imagine entre desconhecidos em que não há nenhum vínculo emotivo entre eles?!

  3. Masoq, sério essa do estupro ?
    Tá bem que é uma série de “algo imaginário que saiu da cabeça de um roteirista”, mas viajar na maionese desse jeito é dose.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s