A Ética dos órgãos feitos em laboratório

O mundo não é como antigamente. Tudo está cada vez mais complicado. As preocupações de outrora já são muito “meh”, e hoje temos que nos preocupar com outras coisas. Nosso conceito de ética muda com o tempo, e isso é um fato, pois, não existe Ética absoluta. Seria temeroso se houvesse. Antes era normal ter escravos, praticamente um direito dado pelo Senhor Jesus. Alguns decidiram que isso não era lá muito legal e argumentaram sobre.

Pensem o problema da ética nos transplantes. Primeiro, achava-se errado, já que você estava desmantelando o corpo perfeito que Deus criou (aquela perfeição que deu um tumor incurável). Depois, sobre a ética de doadores vivos. Hoje, podemos cltivar órgãos em laboratório. O que a Ética teria a dizer?

É o que o dr. Jürgen Knoblich, vice-diretor do Instituto de Biotecnologia Molecular da Academia Austríaca de Ciências, procura responder. Juntamente com vários pesquisadores, Jürgen apresenta o que seria a primeira diretriz ética para a pesquisa com modelos de órgãos humanos feitos em laboratório.

Os “organoides” como estão chamando são órgãos cultivados mediante células-tronco, fazendo com que se especializem e virem tecidos, que ao se juntarem formam órgãos. Mas onde está a parte ética disso? É certo? Devemos fazer? De quem será as células-tronco? Especialistas em medicina regenerativa poderiam cultivar, em tese, qualquer tecido em laboratório, facilitando com que esta pessoa tenha maior chances de conseguir um órgão para doação. Da mesma forma, isso serve como alternativa aos experimentos com animais, hoje tão necessário, apesar do que o pessoal que defende bichinhos fofos (mas não têm nenhum pudor em tascar inseticida em casa) diz. Seria um modo de agradar a todo mundo? Poderíamos dispor dos animais? Talvez, mas pro futuro; mas estamos exatamente falando das possibilidades futuras, pois, não?

De qualquer forma, temos que pensar a respeito. As pessoas são sem-noção por natureza. Vão fazer o que? Instalar um fígado reserva para continuar a cachaçaria? Dar um que-se-dane para a saúde, pois, qualquer coisa basta repor as peças defeituosas, banalizando o conceito de hábitos e maus hábitos? Parece maluquice, mas conhecendo o ser humano, não se deve ter muitas esperanças.

Você pode ler o artigo do dr. Knoblich na Nature

Um comentário em “A Ética dos órgãos feitos em laboratório

  1. É possível até que os muito ricos mantenham um corpo inteiro reserva, se for possível transferir a mente.
    É divagação, mas tecnologia e etica precisam evoluir juntos

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