As folhinhas que ajudam a entender a extinção dos dinossauros

Há mais de 64 milhões de anos, um pedregulhão do mal caiu no México, aterrorizando tudo o que morava ali mais do que a possibilidade do Trump ser eleito. A queda inflamou os céus, o impactou gerou uma onda de choque que varreu o planeta, a Segunda Lei da Termodinâmica fez o seu trabalho, e uma onda de calor percorreu o solo, assim como o calor da atmosfera que se inflamou. O terremoto gerou um imenso tsunami que lavou as pobres almas de tudo o que foi pela frente. Morte, dor e ranger de dinossauros assolaram o planeta.

Mas tudo tem um fim e um início. O fim dos dinos de oportunidade aos mamíferos e aqui estamos nós para contar esta história. Entretanto, surge uma dúvida: A partir de quando a vida começou a voltar ao normal?

A vida sempre dá um jeito. Aprendi isso em Jurassic Park, mas só saber disso não basta. É preciso detalhes!

O dr. Peter Wilf é professor de Geociências da Faculdade de Ciências da Terra e Minerais da Universidade da Pensilvânia. Sim, ele gosta de brincar quebrando pedrinhas, para depois levar para os laboratórios de químicos (com eles a oração e a paz), para saber o que tem ali.

Wilf estuda os indícios de quando o mundo começou a tentar voltar ao normal (não conseguiu até hoje, bastando olhar comentários nos portais de notícia para saber disso). Junto com seu estagiário de luxo (também chamado “doutorando”) Michael Donovan, Wilf foi estudar na Patagônia os vestígios dos danos causados ??pela alimentação de insetos que se banquetearam com milhares de plantas, restos hoje que estão fossilizados. Atirou no que viu, acertou no que não viu: Os dois pesquisadores encontraram evidências que os ecossistemas daquela região se recuperaram duas vezes mais rápido que nos Estados Unidos.

Wilf foi tão legal que deixou Donovan assinar o artigo. Nele, Michael descreve como o encontro vestígios de folhas na Patragônia que estavam completamente desaparecidas durante o evento da grande extinção, como mostravam estudos anteriores nos EUA. Mas ao contrário dos EUA, onde levou 9 milhões de anos para retornar à diversidade de insetos antes do impacto, A Patagônia demorou “apenas” 4 milhões de anos.

Foram 3.646 fósseis da Patagônia analisados, em busca de sinais de larvas de insetos, mas os padrões de alimentação – aka “dentada” de inseto (Eu Sei!) – mostraram padrões distintos e podem ser comparados com fósseis em diferentes locais.

Isso significa que os insetos, no período das folhas antes de serem fossilizados, estavam bem espalhados, já. Pela datação da folha, o que se percebeu é que já estava quase tudo normal com alguns milhões de anos depois, mas bem antes do que se supunha até agora.

A pesquisa foi publicada no periódico Nature Ecology & Evolution (aproveita que tá de graça!). Ela sugere que a distância entre a Patagônia e a cratera de impacto no México, onde o pedregulhão modafóca caiu, poderia ser responsável ??pela diversidade de insetos voltando mais rapidamente para o sul, fugindo daquela desgraceira.

Se sabe muito sobre os eventos que levaram à extinção dos dinossauros; ainda assim, é muito, muito pouco comparado com todos os fatos do que realmente aconteceu e que ainda não sabemos. Cada dia é uma peça do quebra-cabeça encontrada, um pouco da história sendo decifrada.

Agora, chega de blábláblá. Vai lá ler o artigo.

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s