Menina quase é eletrocutada e acaba enterrada que nem tatu

Meu nome é Barry Allen e sou o homem mais rápido do mundo! Um acidente me tornou o impossível. Para todo o mundo, sou um cientista forense, mas secretamente uso a minha velocidade para combater o crime e achar outros como eu, e um dia, encontrarei quem matou minha mãe e terei justiça para o meu pai. Eu sou…

Com certeza, você não é Muskan Begum, uma menina indiana de 12 anos que teve a desventura de ter pais retardados. Ela sofreu um acidente elétrico, mas não foi rápida o bastante de ralar peito dali. Acabou sendo enterrada viva pelos pais, porque, sei lá. Afastar o mal, segundo disseram.

Eletrizando a sua vida com bobagens chocantes, esta é a sua SEXTA INSANA!

Uttar Pradesh é um estado da Índia. Ele é bem pequenininho, só tendo quase a população do Brasil. Sim, 200 milhões de habitantes num estado só é algo considerável. Esta bagaça, mais populoso que muitos países e com um IDH menor que a Baixada Fluminense. Como todo lugar hiperpopuloso, a chance de educação formal ou mesmo “decente” estão longe da realidade, além de infra-estrutura na base do “pra quem é tá bão!”; e Muskan é prova disso.

São muitas torres de alta tensão por lá, muitas vezes com os cabos caídos ou baixo o suficiente pro pessoal quase esbarrar. Bem, foi este último que aconteceu com Muskan, que como toda adolescente é sem-noção e estava brincando tranquilamente no terraço de casa. Inadvertidamente, ela tocou no cabo de alta tensão que estava pendurado sobre a casa (coisa de mais de 30 mil volts. Normal!) e, claro, tomou um porradão daqueles.

Ela não ganhou poder da Força da Velocidade. Ela não ganhou os poderes de ficar invisível e criar campos de força. Ela não teve seus genes modificados, ganhando fator de cura e nem poderes X-Men. Sabem por quê? Porque isso não é real, seus idiotas! Uns caras começaram a escrever histórias de super-heróis, vilões poderosos, semi-deuses, bem vencendo o mal etc. Mas, deixando isso de lado, os pais de Muskan acharam que a menina podia estar correndo sério risco de ser possuída pelo malo. Como eles sabiam disso? Bem, é o que a religião deles disse, baseado em histórias escritas por pessoas e que mencionam heróis, vilões, semi-deuses…

Já não bastava ter 90% da mão queimada, Muskan foi enterrada viva, ficando só com a cabeça pra fora, e aposto eu tinha gente olhando torto e murmurando “no meu tempo a gente enterrava tudo!”

Muskan Begum foi parar literalmente e metaforicamente na lama da região de Kandhla de Shamli mas, olha a bondade dos pais, a cabeça estava pra fora do chão, assim ela poderia respirar. Indiano é tão bonzinho, né Kate Lyra?

Os próprios moradores acharam aquilo um absurdo e levaram a menina para o hospital, onde os médicos viram o estrago na mão e perna que a descarga fez. Ao questionar os pais, mamãe Begum disse que ela e maridão acharam, por algum motivo maluco, que enterrar na lama ia curar a filha, pois o mal que estava nela seria absorvido por essa lama kickass.

O ato seguinte foi um protesto de uma população chocada. Contra o pai tosco? Não, contra a companhia de eletricidade, pois se eles não tivessem sido desleixados, a menina não teria se acidentado. Ok, isso é verdade, mas não é porque ela se acidentou que papai retardado podia metê-la na lama. E este protesto não vai ajudar em nada, pois pessoal continua acreditando nestas bobagens, e se eletrocutando, pois a empresa não tá nem aí.

E você, antes e rir, lembre-se que no Brasil, pratos de pipoca têm poderes mágicos.


Fonte: Russia Today

4 comentários em “Menina quase é eletrocutada e acaba enterrada que nem tatu

  1. Caramba, isso que é querer aterrar a menina…. acho que eles interpretaram o manual errado sobre “aterramento para prevenir choques”

    André, o que aconteceu com o texto de 10 anos do Ceticismo? Você decidiu apagar ou deu xabu mesmo?
    Abraço e Feliz aniversário de divulgação científica!

  2. “E você, antes e rir, lembre-se que no Brasil, pratos de pipoca têm poderes mágicos.”

    Não entendi a referência. É algo relacionado às oferendas que fazem aos orixás?

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