Bactéria é capaz de transformar monóxido de carbono em combustível

Biocombustíveis é sempre algo lindo de ser lembrado, mas muitas vezes difíceis de se obter. Uma coisa é usar etanol, que é facilmente obtido de cana de açúcar, beterraba ou milho. Daí vamos pro biodiesel e a coisa complica. Não seria legal se puséssemos lindíssimos seres biológicos trabalhando mais pela gente, produzindo combustíveis de coisas que poderiam nos matar? Pois, eu sabia que você ia concordar.

Agora, um grupo de pesquisadores resolveu aproveitar as propriedades X-Men de certos micro-organismos para que eles sejam capazes de fabricar combustíveis a partir de monóxido de carbono.

A drª Ludmilla Aristilde é professora-assistente no Departamento de Engenharia Biológica e Ambiental da Universidade de Cornell. Sua pesquisa se baseia em “como eu posso usar a droga de um micróbio anaeróbio para produzir combustível?” Junto com o dr. Lars Angenent, que é um dos manda-chuvas do supracitado departamento, e é o nome dele que aparece como autor principal do trabalho, Ludmilla estudou produtos de resíduos para torná-los em algo útil.

Assim, os pesquisadores analisaram os poderes místicos da Clostridium ljungdahlii, uma bactéria gram-positiva anaeróbica que tem poderes. Muitos poderes. Em 2010 já tinha trabalhos publicados sobre como a C. ljungdahlii produzia combustíveis (normalmente, etanol) a partir de gases sintéticos, também chamados de “Syngas”. O potencial da bacteriazinha do coração está em se aproveitar de gases oriundos de operações de porte industrial, cujos resíduos gasosos são a festa para ela. O que não se sabe direito é todo o mecanismo que ela emprega para fazer esta façanha.

Tudo começa com a ação da bactéria com o monóxido de carbono. Sim, isso mesmo! CO, o gás FDP que te manda pro saco brincando, já que ele é melhor dissolvido no sangue e as cornas de nossas hemácias o transporta pro corpo todo. Bando de hemácias burras. Até parece que não pensam! A transformação feita pela C. ljungdahlii tem mais a ver com princípios da termodinâmica do que genética. Tudo o que se passa ali é química, entretanto, em que há reações de adição, em que moléculas simples se combinam para formar algo mais complexo. Nada a ver com secreção de enzimas ou expressão de genes. Apenas um sistema de catálise, mas em nenhum momento deixa de ser interessante e útil.

A pesquisa foi publicada no periódico Energy Environmental Science

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