Se encher de carboidrato ferra com sua adropina, mas que diabo é isso?

Sabe aquelas nojeiras que você está acostumado a comer? Pois é, aquilo não some por encanto e a droga do seu sistema digestório tem que dar conta daquilo tudo. Desde o suco gástrico, passando pela bile, pepsina., sucos pancreáticos etc. recentemente foi descoberta a ação da adropina (com “D”. Atropina com “T” é outra coisa). Ela regula a homeostasia energética e o metabolismo lipídico. (What?) Homeostasia é a propriedade dos seres vivos de conseguir regular o seu “ambiente interno” (ele lá dentro, ou no caso, nós aqui dentro), de forma a manter o equilíbrio dinâmico e tudo se manter funcionando tranquilamente. Além de regular a transferência e manutenção energética dentro do organismo, a adropina ainda regula como nosso corpo manda e desmanda no metabolismo de lipídios (gordura, seu seboso!). A adropina desempenha papel na resposta à insulina e previne o acúmulo de gordura no fígado. A adropina é sua amiga!

Aprendeu um bocado sobre adropina, né? Alguém copia lá na Wikipédia, então, pois os espertões de lá não têm artigo sobre isso. Podem até incluir a informação que uma recente pesquisa mostra que os níveis do adropina variam de acordo com o consumo de carboidratos.

O dr. Andrew A. Butler é professor de Farmacologia e Fisiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Saint Louis. Ele recolhe dados sobre adropina há anos, e eles sugerem que a adropina desempenha um papel importante nas doenças metabólicas da obesidade. Mas há ainda muito para ser descoberto, pois várias lacunas ainda têm o seu lugar.

A pesquisa realizada pelo dr. Andrew, que tem nome de vencedor, mostra que os níveis de adropina no sangue correlaciona intimamente com a ingestão de carboidratos, isto significa dizer que numa ingestão habitual ou superior de carboidratos, encontramos níveis mais baixos de adropina. Já, por outro lado, uma proporção mais elevada ingestão de gordura está associada com níveis mais elevados de adropina.

Não só isso, pessoas com baixos níveis de adropina apresentam maior teor de gordura no sangue, com níveis superiores de LDL (o colesterol mau feito o pica-pau) e triglicerídeos foram observados em pessoas com baixa concentração de adropina, o que pode, portanto, ser associado com um maior risco de doença cardíaca.

Ficou feliz? Então, acho melhor você tomar vergonha na cara e se alimentar direito. Enquanto espera a sua saladinha, leia a pesquisa que foi publicada no periódico Obesity e você poderá ler na íntegra

4 comentários em “Se encher de carboidrato ferra com sua adropina, mas que diabo é isso?

  1. Alguns anos atrás falamos sobre consumo de gordura como fonte (melhor) de energia, ciclo de Krebs, etcetera (você me criticou severamente, mas dane-se) – a ciência está demonstrando, claramente, que carboidratos (nutriente desnecessário) são os verdadeiros inimigos do corpo humano. O mundo gira, vou muito bem obrigado consumindo 70% de gorduras, você me desejou boa sorte e eu tive, diabetes redimida.
    De qualquer maneira ainda acredito no equilíbrio, no entanto fazer refeições cheias de carboidratos não é, verdadeiramente, uma boa ideia.
    Saudações.

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